Há quem tenha dito de que um ventilador pulmonar estava sendo vendido antes da pandemia do coronavírus em torno de 7 a 8 mil dólares, hoje, perto de U$ 50 mil. Mas não tenho certeza disso. O que se sabe, na verdade, é de que quem produz, encareceu o produto e está faturando em função do vírus.

Mas o que tenho a dizer é de que, bem pertinho, na Serra Gaúcha, em Caxias do Sul, a Universidade de Caxias do Sul e o Hospital Geral apresentaram esta semana um modelo de ventilador pulmonar desenvolvido por voluntários.
Um equipamento inteiramente construído em trabalho conjunto de engenheiros e empresários locais, e que necessita agora, de autorização do Governo Federal para ser produzido em série. Unidades serão doadas para hospitais de campanha.
O protótipo funcional, montado com componentes obtidos de empresas locais, foi testado e aprovado apenas 12 dias depois.

De acordo com os técnicos, trata-se de uma máquina funcional do ponto de vista da engenharia clínica, com as condições de controle e segurança necessárias a pacientes com bloqueio neuromuscular.
Como se vê, diante de extrema necessidade, os gaúchos mostraram capacidade e conseguiram desenvolver um protótipo com os mesmos fins de uma máquina importada da China.



