Um filme que os catarinenses precisam ver

Apresento aos senhores uma síntese de um trabalho, esforço de profissionais catarinenses, ou seja, a difícil realização de um filme, mas que com muita dedicação à pesquisa de muitos anos, mostra o desbravamento de uma região, a do Oeste do Estado, desde a saída de Florianópolis, até às margens do Rio Uruguai. O filme mostra a trajetória, os perigos, e a saga de pioneiros que arriscaram a vida numa região tomada pela selvageria e densas matas. Tudo retratado numa riqueza de detalhes representada pelos atores e figorinos.

No texto abaixo, a síntese está ilustrada com fotos das filmagens. Não deixe de ler.

filme.

Exibição em Lages

No dia 10 de setembro, no Cine Serra, às 19h:30min Lages terá a oportunidade de conferir a exibição da obra relevante, e que mostra o pioneirismo dos catarinenses, numa história reportada pelo jurista e escritor Othon Gama D’Eça, consultor jurídico da Delegacia Fiscal do Estado e pelo chefe de polícia Arthur Ferreira da Costa, que virou filme: “Aos Espanhóis Confinantes”.

filme1

Pesquisa

Em 1999, o cineasta Ângelo Clemente Sganzerla, ao pesquisar sobre a maior ponte em vão livre de concreto armado do mundo construída em 1930 sobre o Rio do Peixe, no Municípios de Cruzeiro do Sul, hoje, Herval D`Oeste e Joaçaba, chega a um desfecho magnífico nas filmagens.

filme3

O relato descreve, com preciosos detalhes, toda a paisagem, suas riquezas naturais, as nuances da viagem, os costumes, os anseios e as gentes da região. E vai mais além.

Personagens reais

O diretor do filme, Ângelo Clemente Sganzerla conheceu todos excursionistas da viagem, descobriu textos do Desembargador José Boiteux, Arthur Ferreria da Costa, além de Othon D’Eça, que descrevem a viagem em estilo impar no seu livros, além de artigos e jornais.

filme4

Também conseguiu resgatar um álbum de fotografias da viagem feita em 1929; filmes da década de 20 e 30 e por aí vai.

Em seguida encontrou dois historiadores, dois mestres em história e realizaram uma vasta pesquisa em Florianópolis, no Norte e no extremo Oeste, conseguindo saber tudo sobre a viagem. Até o que eles comiam. Como dormiam, tudo mesmo.

filme5

Através do resgate, inclusive, de uma enormidade de fotografias, textos e demais materiais históricos que foram organizados para a publicação do livro… AOS CASTELHANOS CONFINNTES, que deve ser lançado junto com o filme.

O material bruto será doado para o Museu da Imagem e do Som – MIS e ao Museu Cruz e Souza. É a nossa história….

E a exibição como será!

Segundo o Diretor, a intenção é lançar em toda a Santa Catarina, com apoio de organizações civis os empresários e do poder público.

filme6

“Acho que o devemos dar ao catarinense o que do catarinense” É o que diz a Constituição do Estado. Sou a favor da descentralização da produção e principalmente a divulgação da cultura aos catarinenses. O filme retrata o que é o catarinense oestino! O que é o catarinense litorâneo e busca a integração da nossa história, da nossa gente e das nossas tradições”, disse.

Ainda segundo relata, nós, catarinenses temos que escrever a nossa historia, a nossa cultura, mas como catarinenses. Se ainda não temos nossa cultura, paciência, vamos construí-la para um dia termos. Catarinense não é um clone de outras etnias.

filme7

Aí estão os objetivos do filme, difundir, interiorizar a cultura preconizando as manifestações da nossa história que é construída dia a dia. Se o filme… AOS ESPANHOIS CONFINANTES não for exibido em todo o Estado de Santa Catarina este filme não estará cumprindo a sua função da construção da cultura catarinense.

E eu, como formador de opinião, comungo da mesma tese! E desde já lhe convido para conferir o filme.