Na manhã desta quarta-feira (24), em nova reunião, na Associação Rural de Lages, para discutir medidas para conter a proliferação dos javalis em Santa Catarina, uma novidade: a implantação de armadilhas de captura coletiva, além da eficiência dos caçadores.

A experiência está sendo aplicada na fazenda Guarda-Mor, na Coxilha Rica, de propriedade do empresário rural Geraldo Vieira.
A fazenda Guarda-Mor é uma das maiores áreas privadas da Serra Catarinense e opera com atividades como pecuária de seleção e de corte, possui uma grande reserva legal com matas de araucárias e dentre outras lidas, mil hectares exclusivos para agricultura intensiva com produção de milho, soja, feijão, aveia e trigo.
O ruralista lembrou que na safra 2010/2011 ser perderam 70% de uma área de 220 hectares de lavouras de milho. Foi nesse momento que se tomou a decisão de adotar providências para reverter a situação.

A reunião foi acompanhada pelos prefeitos de Campo Belo do Sul Edilson José de Souza, de Capão Alto Luiz Freitas, o comandante da 10ª Região de Polícia Militar coronel Turíbio Skonieczny, o comandante do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, tenente-coronel Adilson Schlickmann Sperfeld, o diretor executivo da Regional de Lages, João Alberto Duarte e dentre outras autoridades o deputado estadual Gabriel Ribeiro.
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O resultado
Geraldo Vieira revelou que chegaram a abater até 130 javalis em uma semana com emprego de gaiolas de captura e caçadores profissionais.

Tanto que nas lavouras plantadas desse ano, nenhum um metro sequer de semente de milho foi comida por javalis.

No final da reunião foram apresentados os modelos de gaiolas de captura e os cães que estão sendo usados pelos caçadores. O desafio agora será avançar por outras propriedades com medidas como as adotadas na fazenda Guarda-Mor.
(Informações e fotos: Oneres Lopes)




