Gaiolas são destruídas pela Ambiental

A Polícia Ambiental cumpre um belo trabalho social, e sempre vigilante no campo, contra os crimes ambientais.

A incineração de aproximadamente 120 gaiolas, nesta semana, demonstra a eficiência no trabalho que executam. Tudo foi queimado no próprio quartel.

A maior parte das gaiolas é resultado de apreensões em Lages e mantinham presas espécies nativas da região e muitas delas ameaçadas de extinção, inclusive de pássaros vindos de outros estados.

 Em cerca de 80% dos casos, a Polícia Ambiental chegou aos infratores por meio de denúncia da comunidade. “Quando há esse tipo de autuação, temos que apreender e destruir o instrumento do crime”, explica o comandante da PMA, major Adair Alexandre Pimentel.

Para denunciar esse ou qualquer outro tipo de crime ambiental, solicitar orientações ou informações, basta entrar em contato com a PMA pelo telefone 49 3221 7998. 

Informações e fotos: Catarinas Comunicação

Javalis: produtores querem mais que gaiolas

A comunidade de Campo Belo do Sul voltou a se reunir esta semana, na quinta à noite (30), para rediscutir sobre as ações de combate ao javali de parte das autoridades responsáveis.

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O plano de uso de gaiolas apresentado na semana passada pela Polícia Ambiental, não está sendo visto como sendo a melhor alternativa.

A temeridade dos produtores tem fundamento. Eles sabem que os javalis não vão deixar de atacar as lavouras para entrar nas armadilhas, que segundo eles, até funcionam, mas longe das plantações.

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Na conclusão dos produtores de Campo Belo do Sul, as tais gaiolas, além de precisarem de manutenção, há também a necessidade de manter os animais pegos nelas para serem marcados com coleiras, e ainda evitar que eles sofram nos abates. Enfim, estão cansados das burocracias impostas para conter a proliferação dos animais.

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O pessoal pegou pesado desta vez. Há quem diga que todas estas ações são apenas para esconder o verdadeiro problema, enquanto os prejuízos só aumentam.

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Reunião de peso

A reunião na Associação da Copercampos juntou os prefeitos de Campo Belo do Sul e Campos Novos, agricultores, advogados, presidente da Copercampos e populares.

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Tudo o que eles querem é que seja encontrado um meio rápido para o controle da situação, e afirmam que da daqui a pouco os produtores vão começar a sumir e quem perde é o Estado.

Por fim, eles prometem também agir. A tentativa agora se dará através do Poder Público para que seja tomada uma decisão judicial. Como se vê, as alternativas adotadas até agora, segundo os prejudicados, são paliativas.

(Informações e fotos: Rodrigo Antunes)

Alternativa no controle dos javalis

Na manhã desta quarta-feira (24), em nova reunião, na Associação Rural de Lages, para discutir medidas para conter a proliferação dos javalis em Santa Catarina, uma novidade: a implantação de armadilhas de captura coletiva, além da eficiência dos caçadores.

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A experiência está sendo aplicada na fazenda Guarda-Mor, na Coxilha Rica, de propriedade do empresário rural Geraldo Vieira.

A fazenda Guarda-Mor é uma das maiores áreas privadas da Serra Catarinense e opera com atividades como pecuária de seleção e de corte, possui uma grande reserva legal com matas de araucárias e dentre outras lidas, mil hectares exclusivos para agricultura intensiva com produção de milho, soja, feijão, aveia e trigo.

O ruralista lembrou que na safra 2010/2011 ser perderam 70% de uma área de 220 hectares de lavouras de milho. Foi nesse momento que se tomou a decisão de adotar providências para reverter a situação.

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A reunião foi acompanhada pelos prefeitos de Campo Belo do Sul Edilson José de Souza, de Capão Alto Luiz Freitas, o comandante da 10ª Região de Polícia Militar coronel Turíbio Skonieczny, o comandante do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, tenente-coronel Adilson Schlickmann Sperfeld, o diretor executivo da Regional de Lages, João Alberto Duarte e dentre outras autoridades o deputado estadual Gabriel Ribeiro.

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O resultado

Geraldo Vieira revelou que chegaram a abater até 130 javalis em uma semana com emprego de gaiolas de captura e caçadores profissionais.

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Tanto que nas lavouras plantadas desse ano, nenhum um metro sequer de semente de milho foi comida por javalis.

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No final da reunião foram apresentados os modelos de gaiolas de captura e os cães que estão sendo usados pelos caçadores. O desafio agora será avançar por outras propriedades com medidas como as adotadas na fazenda Guarda-Mor.

(Informações e fotos: Oneres Lopes)