Em busca do Seguro Rural para salvar fruticultores da Serra

A ida do deputado estadual Lucas Neves, junto ao Ministério da Agricultura, em Brasília, na quarta-feira, 3, revela algo maior do que uma simples agenda política: mostra a urgência de dar voz a um setor que sustenta a economia da Serra Catarinense e que, mais uma vez, está vulnerável aos humores do clima e à lentidão do governo federal.

Reunião no Ministério da Agricultura busca desbloquear recursos que garantem a sobrevivência de produtores atingidos pelo granizo / Foto: Assessoria Imprensa

Defesa aos fruticultores

O bloqueio dos recursos do Seguro Rural, mais de R$ 350 milhões no país, sendo cerca de R$ 60 milhões destinados a Santa Catarina, não é um detalhe administrativo. É um golpe direto em milhares de famílias que dependem da fruticultura para viver, especialmente num território onde o granizo insiste em lembrar que a natureza não tira férias. Por isso é preciso reconhecer o mérito da iniciativa.

Representatividade

Neves, que preside a Frente Parlamentar da Maçã na ALESC, foi a Brasília acompanhado de representantes de São Joaquim e da AMAP-SC para fazer o que se espera de uma liderança regional: cobrar, insistir e lembrar aos ministérios que a porta da lavoura não fecha quando o orçamento trava. O grupo levou o recado com clareza, sem a liberação dos 40% de subvenção do Seguro Rural, muitos produtores não vão conseguir se reerguer das perdas.

O seguro não é um benefício acessório; é a única salvaguarda possível em anos de intempéries severas. É também uma política pública inteligente, que protege o produtor e evita que o Estado tenha que arcar com prejuízos ainda maiores lá na frente. Cortá-lo ou travá-lo é agir na contramão do bom senso.

Esperança no resultado

O compromisso do Ministério da Agricultura em dialogar com Planejamento e Fazenda reacende alguma esperança, ainda que tímida. Mas esse movimento só aconteceu porque lideranças da Serra decidiram ocupar Brasília e colocar o tema na mesa. Quando há pressão qualificada, as portas se abrem, mesmo que parcialmente.

Resta agora que o Governo Federal compreenda a gravidade da situação e libere os recursos ainda este ano. Adiar essa decisão é penalizar um setor que gera emprego, renda e mantém viva a identidade da Serra Catarinense. A fruticultura não pode esperar, e a mobilização liderada por Lucas Neves deixa claro que a região também não ficará de braços cruzados.

Senafrut é atração por três dias em São Joaquim

Com uma programação que contempla exposições, feiras, negócios e palestras com os mais diversos assuntos como manejo das plantas, importação de frutas, fitossanidade, mercado do agronegócio, mecanização, produtividade e novidades no setor da fruticultura, começou nesta terça-feira, 14, em São Joaquim, a 12ª edição do Seminário Nacional sobre Fruticultura de Clima Temperado – Senafrut. O evento no Centro de Eventos segue até quinta-feira (16).

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Cerca de 800 pessoas, ente fruticultores, estudantes, pesquisadores, técnicos e fornecedores de produtos diversos relacionados à fruticultura participam do evento, que este ano atraiu palestrante até do exterior. Ao todo serão 25 palestras dos melhores pesquisadores do mundo, sobre fruticultura.

São 165 trabalhos científicos que serão apresentados e que tornam esse o principal seminário do gênero no Brasil.

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O Senafrut  tem como objetivo atualizar o setor da maçã no campo das pesquisas e trazer novidades e tecnologias para o setor.

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Região de São Joaquim

A região de São Joaquim é a maior produtora nacional de maçã com mais de 50% da produção catarinense e quase 40% da produção nacional.

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A estimativa é que a região da Amures seja responsável por uma movimentação econômica de quase R$ 2 bilhões por ano, só em torno da atividade da fruticultura de clima temperado.

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Emprego

A maçã gera mais de 40 mil empregos com ocupação de uma área de 12 mil hectares e produção de 400 mil toneladas por ano. A maçã responde ainda, por cerca de 70% do movimento econômico de São Joaquim. Todos esses dados foram apresentados na abertura do Senafrut.

A palestra de abertura foi sobre mercado e clima com manifestação do especialista em agronegócio Ricardo Vanz, do engenheiro agrônomo e doutor Willian da Silva Ricce e a engenheira agrônoma e doutora Cristina Pandolfo.

fenafrut1Participam do Senafrut ao menos 75 expositores e mais de 55 empresas de várias regiões do país ligadas à fruticultura.

Informações e fotos: Oneris Lopes