A violência contra a mulher no Brasil deixou de ser apenas uma estatística preocupante para se tornar uma verdadeira epidemia. O país ostenta a vergonhosa quinta maior taxa de feminicídio do mundo: 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, segundo a OMS.
Em Santa Catarina, os números são alarmantes. Somente em 2024, 51 mulheres foram mortas vítimas de feminicídio, e até junho deste ano já foram contabilizados 23 casos oficiais. Mais de 15 mil medidas protetivas foram emitidas e quase 37 mil registros de violência foram feitos, e todos sabemos que a subnotificação é uma realidade cruel.

A deputada Paulinha, coordenadora da Bancada Feminina do Parlamento, não apenas expressou indignação com os recentes casos, mas também atua para mudar essa realidade. Das 48 propostas que apresentou, quatro se transformaram em leis de proteção à mulher, como o Programa Tem Saída, que oferece suporte a vítimas de violência doméstica, e a Semana de Conscientização sobre Relacionamentos Abusivos. Sua postura reforça que não basta lamentar, é preciso agir.
Agosto Lilás
O “Agosto Lilás”, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, não pode ser visto apenas como uma campanha simbólica. É um chamado à sociedade. “Espancadas, assassinadas, só por serem mulheres. Eu não aceito que esse seja o mundo que fica para as minhas filhas e netas”, desabafa Paulinha. E ela tem razão. Violência contra a mulher não tem partido, ideologia ou fronteira. Pode atingir qualquer uma, em qualquer lugar.
Denunciar é urgente. O silêncio é cúmplice. E a inércia institucional só perpetua o ciclo de violência. É preciso políticas públicas, recursos, fiscalização rigorosa das medidas protetivas e educação desde cedo sobre respeito e igualdade de gênero. O Brasil não pode mais aceitar que mulheres morram por serem mulheres. Se você sofreu ou presenciou violência, ligue 180. Não se cale.
Foto: Agência AL










