A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), logo na instalação, esteve repleta de divergências. Segundo fontes, o primeiro dia foi tenso. Seja como for, espera-se realmente que sejam apuradas as reponsabilidades pela invasão dos prédios dos três Poderes e a depredação do patrimônio público.
Como se sabe, esta Comissão partiu da base de oposição. Porém, depois do vazamento de imagens que comprometem o próprio governo, o processo de instalação tornou-se inevitável. Foi então, que a situação passou a trabalhar para ter o controle absoluto na condução dos trabalhos. Teoricamente conseguiu, justamente pela composição dos cabeças da CPMI.

Foi eleito para a presidência o deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA). Vice-presidente é o senador Cid Gomes (PDT-CE). O cargo de segundo vice foi instituído por acordo, por não estar previsto no Regimento Comum do Congresso, e será ocupado pelo senador Magno Malta (PL-ES).
O fator que causou mais divergência foi a indicação, de parte do presidente, da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), para o cargo de relatora. Houve questionamentos sobre ela, devido à proximidade com o ministro da Justiça, Flávio Dino, que possivelmente estará entre os investigados.
Assim, portanto, começam os trabalhos de uma investigação política repleta de interesses, e que poderão apontar detalhadamente o que realmente aconteceu no 8 de janeiro. A comissão volta a se reunir na próxima quinta-feira (1º) para examinar a proposta da relatora, senadora Eliziane Gama, para o plano de trabalho. (Fonte: Agência Câmara de Notícias).



