Estado não sabe o quanto de peixe produz

Na semana passa, pela primeira vez testemunhei uma importante conversa entre deputados estaduais, representante do Governo do Estado, industriários e produtores de peixes, numa proposta da Comissão de Pesca e Aquicultura, da Alesc, para tratar da possibilidade de exportação de pescado catarinense, a partir de 2020 quando passa a vigorar o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

Na ocasião, os empresários e produtores do setor, reclamaram da falta de incentivo dos governos federal e estadual para a consumo do peixe cultivado, como a truta, a tilápia, o jundiá, que se produz em todo o país e não só o do litoral. É uma verdade. O peixe que produzido fora do litoral está praticamente esquecido pelos gestores.

A situação é pior

O Governo do Estado não tem claramente um diagnóstico, se é que algum dia teve, de o quanto peixe se produz juntando o do litoral e o do interior. Tanto que autoriza a importação de cerca de duas toneladas para suprir a demanda. Grande parte da tilápia consumida em Santa Catarina, vem do Paraná. A gravidade se acentua devido à falta de informações.

Produtores catarinenses denunciam de que o Estado tem capacidade de produção superior a isso, mas não consegue vender, e quando vende, não recebe. Muito grave. Por isso há os que não entendem a contradição de querer exportar, justamente quando se importa.

Santa Catarina precisa reagir. Tem produto para ser um dos maiores produtores de pescado do país, mas não reage por falta de organização.