Eleições gerais e o impeachment

O Brasil perdeu a grande oportunidade de unificar os pleitos eleitorais. Poderia ter optado pela realização de eleições gerais já neste mês de outubro, ao invés de viver o constrangimento de um processo de impeachment.

Resultado de um jogo de interesses que está muito acima das reais necessidades do país, que também não soube trabalhar a reforma política como deveria.

Agora, sem volta, no Senado, está a condução de um julgamento, com a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff ser impedida definitivamente de seguir governando.

Por outro lado, o presidente interino, Michel Temer (PMDB) que tem também forte participação nas “culpas” de Dilma, apenas aguarda o desfecho.

Enfim, seja como for, quando o povo ir às urnas novamente para escolher o Presidente, terá que ter a inteligência suficiente para saber escolher quem será o menos pior.

Enquete da semana

A pergunta: “O que mais preocupa você no momento?”

As respostas:

    Cuidados com a saúde (29%)

    A economia do país (20%)

    A união da família (20%)

    Manter o emprego (17%)

    A crise política (14%)

Já a enquete desta semana pede a sua opinião sobre as eleições gerais. Se você é ou não a favor delas. Participe!

Encontro do PSD reforçado pela unidade

O Partido Social Democrático, ao reunir cerca de 300 correligionários noite desta sexta-feira (8), na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Lages, mostrou que está disposto a apresentar à comunidade lageana, uma proposta embasada em conceitos de unidade, para o pleito de 2016.  

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O encontro serviu para nortear as propostas para as eleições municipais, independente do difícil quadro nacional.

Pré-candidatos a vereador estiveram em peso, além de representantes de inúmeros partidos, inclusive, do PP. 

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O presidente do PSD, Antonio Ceron, que é também pré-candidato a prefeito de Lages, salientou que tem respeito a todos os partidos. No entanto, afirmou que não estará com o PMDB, porque o Partido certamente terá candidatura própria. Descarta por completo, o PT. Os demais, disse estar aberto à conversa e à aproximação.

Sobre o que quer para Lages, Ceron disse que carrega consigo uma proposta simplificada, ou seja, trabalhar melhor gestão dos recursos do Município.

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Por sua vez, o governador Raimundo Colombo, líder maior do PSD, ao falar, ratificou o seu apoio à nova candidatura de Antonio Ceron à Prefeitura de Lages. Salientou que o momento de apresentar algo novo e dar oportunidade de crescimento e mais qualidade de vida à Lages, em todos os segmentos, é agora.

Eleições gerais

DSC_0632Durante coletiva à imprensa, pouco antes do encontro partidário, o governador Raimundo Colombo respondeu a uma série de perguntas.

Ao ser questionado sobre a atual situação do Brasil, ele ratificou o que já disse esta semana, ou seja, que a saída para o País, é mesmo a convocação de eleições gerais.

Raimundo afirmou que a proposição deverá ganhar corpo nos próximos meses, e que o apelo popular em torno da ideia também deverá fortalecer o projeto de mudança, que deve ser radical, além de unificar de uma vez por todas os pleitos.

Ele mesmo está disposto a deixar o cargo em troca de uma mudança drástica, e que signifique a recuperação da esperança por tempos melhores para o povo brasileiro.

Proposição forte de Raimundo Colombo

O Governador Raimundo Colombo  que foi chamado às pressas em Brasília para acompanhar de perto, nesta quarta-feira (6), as questões envolvendo as negociações da dívida dos estados, declarou em entrevista ao Diário Catarinense, ontem, que gostaria de ver, ainda este ano, eleições gerais, incluindo a dele.

Raimundo

Segundo o Governador, o atual modelo brasileiro, ruiu. A troca deveria abranger todos os governos, no Senado, no Congresso e também nas Assembleias Legislativas. Algo profundo e que carece de muita coragem.

Um posicionamento forte diante da atual conjuntura nacional, e que embora tenha causado grande repercussão, merece ser avaliado, e nem descartado.

Aliás, Raimundo reforça de que a população não daria respaldo a uma possível posse do vice, Michel Temer (PMDB), na presidência, em nem aos substitutos legais de Eduardo Cunha, no Congresso, ou ao presidente do Senado, Renan Calheiros.

Por outro lado, defende a continuidade da Operação Lava-Jato, e a condução do processo investigatório por inteiro, inclusive, da lista de supostas doações da Odebrechdt, em que seu nome aparece.

De qualquer forma, o Brasil precisa voltar a andar. Seja como for que o impeachment aconteça ou deixe de acontecer. Do jeito que está, o fundo do poço, já não tem mais espaço para tanta crise e desmando nesse País.

(Reportagem completa)