A semana esteve marcada por críticas, contradições nos manifestos sobre a participação do Governo Federal na ajuda à Santa Catarina em razão das calamidades ocasionas pelas chuvas constantes.

Até mesmo o governador Jorginho Mello se manifestou, atiçando as lideranças do Partido dos Trabalhadores, contradizendo afirmações como inverídicas. As discussões em nada ajudam. Pelo contrário. Atrapalham e só criam animosidade entre os governos.
O assunto também chegou na Assembleia Legislativa. Pronunciamentos sobre o nível do auxílio prestado pelo governo federal para a recuperação dos municípios catarinenses afetados pelas enchentes predominaram na tribuna, nesta quinta-feira (23).
Na defesa do Governo Federal
O deputado petista, Fabiano da Luz, ao rebater as acusações da ineficácia do Governo, apresentou dados para atestar que o presidente Lula está atento ao que acontece em Santa Catarina e que tem procurado destinar os meios necessários para o atendimento da população.

Segundo ele, três ministros já vieram ao estado por conta dos estragos causados pelas chuvas e nos próximos dias virá mais um, Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional. Fabiano lembrou que do repasse de R$ 70,2 milhões ao estado, dos quais R$ 20 milhões já foram liberados e R$ 50 milhões dependem somente da liberação dos projetos dos municípios. Outros R$ 90 milhões também já estariam em reserva.
A apresentação feita por Fabiano não demoveu, entretanto, outros deputados de prosseguirem nas cobranças ao governo federal. Massoco, do PL, disse achar que o debate é bom, é salutar. Mas não dá para falar e não querer ouvir. “Continuo perguntando: cadê o Lula? Ele ainda não apareceu em Santa Catarina”.
Também qualificou os R$ 20 milhões enviados ao estado como insuficientes para atender as necessidades de um único município. Enfim, o Estado amarga prejuízos de bilhões. A verdade é que os recursos federais são insuficientes.




