Em rápida conversa no aeroporto, nesta segunda-feira (12), por ocasião da visita dos ministros em Lages, o vice-prefeito de São José do Cerrito, Moacir Ortiz, contou-me o drama que o Município está vivendo em função do deslizamento gigante na BR 282, e que interrompe o trânsito no local.
O trabalho de remoção da terra deve demorar 30 dias (Foto: PM/SC)
Segundo ele, o Cerrito além da situação de emergência decretada está vivendo um caos social, ou seja, não há atendimento médico, pois, os profissionais são de Lages e não podem passar.
Além disso, os ônibus escolares que transportam alunos e universitários estão parados. Aliás, as aulas no município estão ainda suspensas, Já os acadêmicos não podem se deslocar à Lages.
Há também a grave situação do comércio que não está vendendo nada, e sofrendo com o desabastecimento. Os bancos locais, como do Brasil, estão fechados por falta de dinheiro, assim como, a agência dos Correios.
No interior são inúmeras as famílias isoladas devido às pontes destruídas pela força das águas. Enfim, por alto, calcula-se um prejuízo acima de R$ 5 milhões de reais.
O pior, é que a barreira ainda está longe de ser removida, o que deve complicar e agravar bem mais os problemas da comunidade do Cerrito.
Alternativas poderiam ser buscadas. Quem sabe o helicóptero Águia 4 possa ajudar a comunidade no abastecimento de dinheiro, e no transporte dos médicos. Sem falar, nas pessoas que precisam ser transferidas para Lages devido a problemas graves de saúde, e não conseguem.
Outro dia, diante da extrema gravidade, um paciente foi transportado de maca em meio à lama. Um veículo trouxe até o deslizamento, e outro pegou. São situações extremas e que merecem atenção. São José do Cerrito, pede socorro!