SC: menor desemprego e menor taxa de informalidade do país

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quinta-feira, 15, os dados catarinenses da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), referentes ao segundo trimestre de 2024.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Arquivo Secom

Santa Catarina manteve sua posição de destaque no cenário nacional, registrando uma redução na taxa de desocupação, que caiu de 3,8% para 3,2%.

Esse é o menor índice de desocupação do Brasil, significativamente abaixo da média nacional, que ficou em 6,9%. Além disso, o estado também apresentou a menor taxa de informalidade do país, com 27,1% dos ocupados sem vínculo formal de trabalho.

Comparando

Em comparação com o mesmo período de 2023, o segundo trimestre de 2024 viu a entrada de 153 mil novos trabalhadores no mercado de trabalho, representando um crescimento de quase 4%. No mesmo intervalo, o número de pessoas desocupadas no estado caiu 5,5%. Esse aumento nas ocupações também teve impacto nos salários: o rendimento médio do trabalhador catarinense atingiu R$ 3.569, um crescimento real de 6% em relação ao ano anterior.

Outros indicadores

Os números da PNADC reforçam outros indicadores positivos da economia catarinense. Segundo o Índice de Crescimento da Atividade Econômica do Banco Central, até maio de 2024, Santa Catarina apresentou um crescimento de 4,1%, o dobro do crescimento brasileiro.

SC na contramão do desemprego

É o que aponta pesquisa do IBGE divulgada nesta quinta-feira, 17, mostrando que o estado registrou taxa de 7,5% de desocupação no segundo trimestre deste ano, o menor índice do país.

Os dados revelam ainda uma melhora em relação ao primeiro trimestre, quando Santa Catarina já havia apresentado o melhor resultado, mas com taxa de 7,9% de desocupação.

A média nacional no primeiro trimestre ficou em 13% de desocupação, revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). No primeiro trimestre, o índice no país era de 13,7%.

Entre os estados, Santa Catarina manteve o melhor resultado no acumulado do segundo semestre, com índice de 7,5%, seguido por Rio Grande do Sul (8,4%) e Mato Grosso (8,6%). Os piores desempenhos no período foram registrados nos estados de Pernambuco (18,8%) e Alagoas (17,8%).

Foto: Secom/Arquivo

O emprego no Brasil está desmoronando

Meu amigo Ageu Vieira comentou: “Ontem, os funcionários da Volpato de São Miguel do Oeste chegaram para trabalhar na Santos Dumont e foram surpreendidos: a loja estava fechada. Definitivamente. No fim de semana, sem comunicar a ninguém, a loja fechou. Os funcionários foram todos demitidos.

Nos próximos dias é a vez do HSBC. O banco já anunciou o fim das atividades no Brasil. 50 mil serão demitidos.

As indústrias estão parando em 13 das 14 regiões do Brasil pesquisadas pelo IBGE. Os juros estão explodindo. As vendas caíram 25% no setor automobilístico e em outros setores.

A crise chegou com força e não dá mostras de mudanças.