É realmente inadmissível o que vem acontecendo com os moradores do condomínio residencial Madruguinha, no bairro da Várzea, em Lages.
A interdição do condomínio em função do vazamento de gás, foi a gota d’água para que os moradores perdessem de vez a paciência. Portanto, justo o manifesto realizado na manhã desta sexta-feira (25).
A integridade física das pessoas estava em perigo. Afinal, não há quem fique perto em caso de vazamento de gás.
Por outro lado, houve reação das autoridades. O prefeito Elizeu Mattos determinou à Defesa Civil que montasse uma cozinha comunitária para atender às famílias, pois, não têm como fazer as refeições em casa, logicamente, pela falta do gás.
O prefeito ainda conversou com o gerente da Caixa Econômica Federal, Luiz Antônio Pacheco de Andrade, para que o problema tenha uma solução definitiva, uma vez que a confecção da comida no local é apenas uma medida paliativa.
A promessa
Sob interdição, os condôminos receberam a promessa de que, tomando por base em um laudo técnico, o projeto para a implantação de um novo sistema de gás será concluído e entregue na segunda-feira (28) e a execução deve durar cerca de dez dias.
Na verdade, o problema era de responsabilidade da empresa que construiu o condomínio, a Kaufmann, mas ela faliu e abandonou a obra se isentando das responsabilidades.
Sendo assim, a Caixa Econômica entrará com uma ação para ressarcir os custos, pois se trata de dinheiro público.
O residencial Madruguinha abriga cerca de 200 famílias em situação social vulnerável e a estimativa é de que o problema atinge aproximadamente 700 pessoas.



