PSD não quer aproximação com o governo de Carlos Moisés

A volta de Carlos Moisés ao governo passa também pela crítica de adversários políticos. O deputado e presidente do PSD/SC, Milton Hobus, por exemplo, afirma que o Estado viveu uma paralisia na gestão pública em SC nos últimos dois anos.

Deputado Milton Hobus / Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL

Por outro lado, destacou também que o PSD não participará do governo de SC. A referência se deve à aproximação do presidente da Alesc Júlio Garcia, e do ex-chefe de gabinete dele, Eron Giordani, que é do PSD, e que acaba de ser empossado com Chefe da Casa Civil do governo de Carlos Moisés.

Hobus disse que o partido está retomando uma identidade política partidária, com princípios, mostrando os exemplos de gestores do PSD. Em 2022, Santa Catarina terá candidato ao governo do PSD. “Não existe nova e velha política. Mas sim a boa política”, afirma.

Comunicação do Governo de SC tem novo titular

Paulo Bossle é o novo coordenador de Divulgação da Secretaria Executiva de Comunicação do Governo de Santa Catarina.

Especialista em Marketing Estratégico, com diversos cursos na área, Paulo Bossle vai integrar o núcleo executivo de comunicação vinculado ao chefe da Casa Civil, general Ricardo Miranda Aversa.

Foto: Mauricio Vieira/Secom

Douglas Borba ganha liberdade

Preso em razão da aplicação de R$ 33 milhões na compra de 200 respiradores e pelo pagamento antecipado à empresa Veigamed, o ex-chefe da Casa Civil, Douglas Borba recebeu habeas corpus na manhã desta terça-feira (7), e deixou a cadeia. O advogado Leandro Barros, também conseguiu liberdade através de habeas corpus, nesta manhã

Douglas Borba, liberado da prisão via habeas corpus. Foto: Ascom

Governador busca um titular para a Casa Civil

Os lageanos comemoraram e parabenizaram Juliano Chiodelli, por ter assumido a chefia da Casa Civil do governo de Carlos Moisés, o que seria um mérito incontestável ao jovem lageano. Mas, o Governador não pensa assim.

Lageano Chiodelli está interino na Casa Civil

A deixa de que ele não é cotado para ser titular, era vista a partir dos textos da assessoria do Governo, citando Chiodelli como interino da Pasta.

Logo, as especulações sobre a escolha de um novo nome para a titularidade foram ganhando força, e há quem aposte até mesmo na pessoa do prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, hoje no PSL, para assumir a função.

Seja como for, esta é a realidade. E, pode Juliano, nem ficar como adjunto. Vai depender obviamente, do pensamento de quem vir assumir o cargo de Chefe da Casa Civil.

Chiodelli acumula cargo de adjunto e Chefe da Casa Civil

Em ato sequencial após a exoneração do titular da Chefia da Casa Civil, Amandio José da Silva, o governador Carlos Moisés não perdeu tempo e nomeou de imediato o lageano Juliano Chioldelli, no cargo cumulativo da Pasta.

Na nota anterior, lembrei da possibilidade de que Chiodelli pudesse realmente vir a assumir a responsabilidade, e que acabou se confirmado, ainda na noite desta sexta-feira (26). Resta saber se será mesmo oficializado no cargo.

Juliano, por hora,  é o primeiro lageano do governo de Carlos Moisés a ocupar uma Secretaria de Estado. Primeiro passou pela Jucesc, depois adjunto da Casa Civil. Agora acumula as duas funções até que se defina se assume a titularidade ou volta a ser o adjunto.

Foto: divulgação

Chefe da Casa Civil do Governo de Carlos Moisés é exonerado

Amandio da Silva Junior nem esquentou a cadeira de chefe da Casa Civil, do governo de Carlos Moisés, e já saiu o ato de exoneração. É a mesma pasta que o lageano Juliano Chiodelli assumiu como adjunto. Aliás, possibilidade de ele vir a assumir a titularidade. O motivo, por certo, foi o apontamento do envolvimento dele também, na compra dos 200 respiradores da Veigamed.

A respeito, o Governador emitiu Nota Oficial. Veja abaixo:

Atual chefe da Casa Civil é citado na CPI dos Respiradores

O novo chefe da Casa Civil, Amandio João da Silva Junior acabou sendo citado durante as novas oitivas da CPI dos Respiradores, na tarde e noite desta terça-feira (23).

FOTO: Solon Soares/Agência AL

Pois, a imagem de uma conversa por videochamada, na qual ele aparecia causou polêmica durante o depoimento do empresário Samuel de Brito Rodovalho à CPI.

Os membros da comissão consideram o fato grave, apesar da testemunha ter afirmado que Silva Junior ainda não estava no cargo quando a conversa entre os dois ocorreu. O chefe da Casa Civil será ouvido pela CPI na próxima semana.

Críticas

Os parlamentares também criticaram o fato de Rodovalho não ter alertado o Estado que não haveria condições de entregar respiradores importados da China, independente de quem fosse o fornecedor. Isso porque, durante o depoimento, o empresário disse que recebeu a informação que o governo Chinês havia proibido, à época, a saída desses equipamentos.

Versão de Rodovalho

Rodovalho foi ouvido pela CPI por quase duas horas e meia na condição de representante da Cima, empresa que tinha interesse em vender respiradores artificiais da China para Santa Catarina.

Ele deu sua versão sobre o pedido de comissão de R$ 3 milhões para a venda dos respiradores a Santa Catarina e a menção ao governador Carlos Moisés da Silva (PSL) em mensagens de Whatsapp obtidas pela força-tarefa, que resultou no envio do processo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A comissão de R$ 3 milhões

O depoente esclareceu aos deputados que os R$ 3 milhões aos quais o empresário Rafael Wekerlin se referiu em depoimento na semana passada foram pedidos pelo advogado César Braga, identificado como diretor jurídico da Veigamed. Braga está preso.

Não conhece o governador

O empresário disse que, sobre a venda para Santa Catarina, manteve contato apenas com César Braga, sem ter contato com pessoas do governo. Ele afirmou não conhecer o governador, os ex-secretários Helton Zeferino e Douglas Borba, nem a servidora Marcia Pauli.

Citações ao governador

A respeito das supostas citações a Moisés, em conversas de Whatsapp, Rodovalho afirmou que em uma delas se equivocou e queria se referir ao governo, e não a pessoa do governador. “Fiz uma suposição errada. Nunca tive acesso ao governador”, garantiu.

As outras citações, conforme ele, foram feitas por outras pessoas e lhe repassadas, não sendo ele o responsável pela elaboração das mensagens que citavam Carlos Moisés. “Nunca me foi falado do nome dele [Moisés]. Não tenho contato com ele. O César [Braga] sempre me colocou que o Fábio [Guasti] fazia a intermediação junto ao governo.”

Informações: Marcelo Espinoza / AGÊNCIA AL