Surgem alternativas para o Hospital de São José do Cerrito

Como se sabe o Hospital está interditado desde o dia 15 de janeiro pela Vigilância Sanitária e acumulando dívidas que, somente em encargos trabalhistas dos funcionários, ultrapassam os R$ 90 mil.

São José do Cerrito_reunião e vistoria hospital_Foto Pablo Gomes_SDR Lages_1.jpgO importante é que a questão está sendo tratada e alternativas foram apontadas a partir de reunião na tarde desta quinta-feira (5), lá mesmo no Hospital.

Uma das ideias foi a de utilizar o prédio para outros fins sociais, ao invés da manutenção da estrutura que se torna inviável do jeito que está. Mas, sem fechar.

A questão é que a instituição precisa sair da situação em que se encontra. Assim, a criação de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) microrregional está entre os possíveis destinos.

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Outras alternativas

Outras alternativas foram apontadas, mas o que realmente poderá ser feito é a futura ampliação do horário de atendimento para o período noturno.

Hospital CerritoOutra possibilidade sugerida foi uma sala de estabilização, que contaria com equipamentos específicos e um técnico permanente para dar o primeiro atendimento a casos que podem se agravar até a chegada ao hospital mais próximo, no caso, em Lages, distante 40 quilômetros.

Residência terapêutica, casa-dia para idosos, entidade de assistência social e até uma instituição educacional entraram na pauta, mas a alternativa que mais agradou a prefeitura e a direção do hospital foi a destinação do prédio a um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) microrregional para o atendimento ambulatorial, e não de internação, a pacientes depressivos, neuróticos, ansiosos, esquizofrênicos e dependentes químicos.

Foram estas as principais proposições. Agora, o que se espera é uma rápida decisão sobre realmente se defina o que será feito do Hospital.

(informações e fotos: Pablo Gomes)

Um busca da vida e da dignidade

Ao visitar, na tarde desta quarta-feira (26) o Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e outras drogas, na Av. Correia Pinto, no Centro de Lages, confesso que fui contemplado com mais uma lição de vida.

CapsConfesso ainda que não tinha conhecimento do belo trabalho desenvolvido na clínica.

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Cileide, Gilmara e Patrícia

Ao ser muito bem recebido pela coordenadora e psicóloga Patrícia, a também psicóloga voluntária Gilmara e ainda a professora de artesanato Cileide, passei a entender o quanto a instituição é importante na vida de uma minoria da sociedade.

O local, uma extensão da Secretaria da Saúde do Município, atende os dependentes químicos que procuram ajuda para se livrar dos vícios.

São pessoas que querem uma chance de voltar à normalidade e à sociedade.

Caps1O espaço oferece, sem dúvida, a última esperança de sobreviver para muitas dessas pessoas, com idade de 18 a 70 anos, homens e mulheres.

Caps2No Caps recebem medicação, alimentação, tratamento psiquiátrico, de psicólogos, e desenvolvem inúmeras tarefas terapêuticas e educacionais. É muito bacana.

O desafio maior da clínica é aproximar os familiares das pessoas que nele estão sendo tratadas.

Caps4Cerca de 70% do material utilizado no artesanato é reciclável

Não há ainda uma fórmula convincente para integrar os parentes aos dependentes tratados, mas, o artesanato está conseguindo trazer alguns parentes. Poucos, mas começa uma nova aproximação.

Haveria muito o que falar sobre o local. Mas, de qualquer forma, deixei a casa com a certeza de que o Município está fazendo um trabalho silencioso, mas importante na vida de muitas pessoas que precisam de acolhimento.

Fiquem com meu reconhecimento e meus cumprimentos. Parabéns!