Mobilização em Lages pede justiça pelo cão Orelha

Neste domingo, 01/02, moradores de Lages, na Serra Catarinense,  se reuniram na praça central da cidade em um ato de mobilização por justiça pelo caso do cão Orelha, vítima de maus-tratos que geraram grande comoção popular.

O encontro reuniu famílias, protetores da causa animal e tutores acompanhados de seus pets, todos com o mesmo objetivo: cobrar responsabilização pelo crime e reforçar o combate à violência contra os animais. O ato foi capitaneado pelo deputado estadual Marcius Machado (PL).

Orelha sofreu agressões consideradas graves e o caso ganhou repercussão na cidade e nas redes sociais, tornando-se símbolo da luta contra os maus-tratos. Durante a mobilização, participantes destacaram que a situação vai além de um caso isolado, representando inúmeros episódios de violência contra animais que, muitas vezes, não chegam ao conhecimento público ou acabam sem punição.

Os manifestantes ressaltaram que a causa envolve valores como respeito, empatia e responsabilidade social. Além de pedir justiça pelo caso específico, o grupo defendeu o fortalecimento das denúncias e o acompanhamento das investigações, para que crimes dessa natureza não fiquem impunes.

A mobilização reforça a crescente conscientização sobre a proteção animal e o papel da sociedade na cobrança por medidas efetivas de combate aos maus-tratos. Participantes afirmaram que pretendem manter ações e manifestações até que haja responsabilização dos envolvidos e avanços na garantia dos direitos dos animais.

Movimentos semelhantes foram registrados em várias cidades do Brasil.

Fotos: Instagram do deputado

Cão Orelha: mandados de busca e apreensão contra adolescentes

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e da Delegacia de Proteção Animal (DPA) da Capital, cumpriu dois mandados de busca e apreensão de telefones celulares pertencentes a dois adolescentes investigados pelo crime de maus-tratos contra o cão Orelha.

Foto: Divulgação / PCSC

Os jovens estavam fora do Brasil, mas, após monitoramento conjunto com a Polícia Federal, foi identificada a antecipação do voo, o que possibilitou o cumprimento das ordens judiciais. Ambos já foram intimados para prestar depoimento. A ação ainda contou com o apoio da Delegacia de Proteção ao Turista/Aeroporto (DPTUR) e da Polícia Militar de SC.

Os aparelhos apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para extração de dados, assim como os demais equipamentos recolhidos no dia 26 de janeiro. Também foi solicitada a emissão de laudo de corpo de delito do animal.

A investigação é conduzida pelos delegados Renan Balbino, da DEACLE, e Mardjoli Valcareggi, da DPA. Concluídas as diligências, o procedimento policial será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

Cão Orelha: adultos indiciados por coação de testemunhas

A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três pessoas, um advogado e dois empresários, pelo crime de coação no curso do processo durante as investigações do caso de maus-tratos que resultou na morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Os indiciados são familiares de adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões.

Polícia Civil indicia três pessoas por coação de testemunha durante investigação do caso. Os fatos foram esclarecidos durante coletiva à imprensa / Foto: Leo Munhoz / SECOM

O crime ocorreu no início de janeiro. O animal chegou a ser socorrido, mas morreu em atendimento veterinário devido à gravidade dos ferimentos. A investigação apontou possível participação de adolescentes, o que levou à instauração de procedimento na Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE). Já o inquérito sobre a coação de testemunhas foi conduzido pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), que concluiu o trabalho e encaminhou o caso ao Fórum.

Segundo a Polícia Civil, mais de 20 pessoas foram ouvidas e cerca de mil horas de imagens analisadas, a partir de 14 câmeras públicas e privadas. Na segunda-feira (26), a DPA e a DEACLE cumpriram mandados de busca e apreensão em residências dos suspeitos, com apreensão de celulares e eletrônicos que passarão por perícia.

O delegado-geral Ulisses Gabriel reforçou o compromisso da Polícia Civil com a causa animal e lembrou que a divulgação de imagens e nomes dos adolescentes é proibida por lei, com eventual responsabilização ocorrendo conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.