Autoridades do lado catarinense, de nenhum escalão, ainda não se manifestaram a respeito da federalização da rota Caminhos da Neve. Diga-se de passagem, uma luta e uma conquista, apenas do povo gaúcho, em especial, de lideranças do município de Bom Jesus (RS).

Felizmente, do lado de cá, em Santa Catarina, a imprensa esteve e está acompanhando, e mostrando todos os percalços vividos, principalmente na passagem sobre o Rio Pelotas, e a situação da desfigurada ponte das Goiabeiras, na divisa entre SC e RS, na Serra.
Registre-se ainda, a forte participação do senador Dário Berger (MDB/SC, e da senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS).
Considere-se ainda, que Santa Catarina será o maior beneficiado pela federalização. São três municípios: Bom Retiro, Urubici e São Joaquim, que, interligados a Bom Jesus, no Rio Grande do Sul, deverão transformar a rota Caminhos da Neve no mais importante roteiro turístico entre os dois estados.
Nem mediante à expressiva conquista, a da federalização desse trajeto, Santa Catarina se pronuncia; mantém em silêncio, e pior, o governador Eduardo Pinho Moreira, anuncia a extinção da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte (SOL). O descaso é ainda mais evidente.
Estou com Leonel Pavan (PSDB), que numa última e desesperada tentativa, sozinho, ao deixar o cargo nesta sexta-feira (6), irá tentar dissuadir Pinho Moreira da decisão errônea, e que, em nome de uma economia burra, irá prejudicar um dos setores de maior movimento financeiro do Estado. Somente em janeiro o turismo movimentou R$ 10,1 bilhão em nossa economia. Isso dito por Pavan.
Por fim, num momento em que nossas autoridades deveriam estar engajadas aos gaúchos, e comemorando com eles a conquista da federalização das BRs 285 e 282, o Estado vive a eminência da descaracterização do potencial turístico em solo catarinense, determinando o fim da Secretaria de Turismo. O setor, por certo, saberá “retribuir” tal decisão.
(Foto: divulgação)



