Como está difícil fazer com que os “entendidos” em Brasília, ouçam quem realmente sabe dos problemas no estado, no que tange às rodovias federais.
Autoridades políticas e empresariais catarinense tentam convencer de todas as formas o Governo Federal para que duplique a BR 282.
Aliás, não dá para entender o fato de que a principal rodovia, que corta todo o Estado, e que escoa praticamente toda a produção em direção aos portos, seja assim, tão ignorada pelos burocratas de Brasília.
O Governo pretende duplicar primeiro a BR 153 ligando o Paraná. Se for assim, Santa Catarina poderá perder muito dinheiro, pois, as agroindústrias irão preferir usar o trajeto em direção aos portos paranaenses, em detrimento aos nossos.

Em audiência pública em Brasília, a luta é para convencer para que se duplique primeiro o trecho de São Miguel do Oeste até Campos Novos, no entroncamento da BR 470.
O que se quer é uma medida adotada com critérios técnicos e pedágio justo, num regime de concessões que contemplem as rodovias BR 470, BR 153, BR 282 e BR 480, ou seja, com pedágios suportáveis.
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Justificativa
Ao historiar o processo de construção e uso da BR-282, o documento das instituições empresariais alega que transita pela BR-282 parte da economia que atende um quarto da população catarinense, de acordo com recente estudo da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

Indica que somente a cadeia industrial instalada na região Oeste, que abrange o transporte de carnes e insumos, movimenta cerca de 1,1 mil carretas de 30 toneladas por dia na rodovia.
“O setor de alimentos que gravita em torno do eixo dessa rodovia tem 3,4 mil indústrias, 96,8 mil trabalhadores e é responsável por 40% das exportações catarinenses”, destaca o Conselho das Entidades Empresariais de Chapecó (CEC) no documento entregue ao Ministério dos Transportes e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Informações: Extra Comunicação