Queimadas: despreparo, narrativas, e nenhuma solução

  Não precisa ser muito explicativo para dar sentido à percepção de todos nós, quanto às queimadas que acontecem em todo o Brasil, e as condições do ar que estamos respirando em razão delas.

bombeiros de Santa Catarina auxiliam no combate às chamas no Mato Grosso do Sul / Foto: Divulgação / CBMSC

Infelizmente, hoje, percebe-se o quanto ideólogos responsabilizaram o governo passado, com “defesa” incondicional de artistas nacionais e internacionais. Até música pedindo para salvar a Amazônia foi criada e interpretada pelos pseudo protetores das florestas.

Enquanto isso, o Governo Federal de hoje, sem saber o que fazer, tenta encontrar jeitos para minimizar o impacto negativo que paira sobre ele, com a criação de uma Autoridade Climática. Pronto. Tudo resolvido. Aliás, mais um cargo inócuo.

A ministra Marina Silva deveria ser a maior autoridade responsável. No entanto, nesse atual cenário, é apenas uma peça decorativa, junto ao governo, sem saber o que falar ou fazer. Enfim, a questão é preocupante, e não deveria ser levada para o campo político.

Seja como for, providências precisam ser tomadas para o problema, agravado pela falta de chuva nas regiões do país, mais atingidas pelo fogo.

Santa Catarina tem sido gigante na ajuda aos irmãos gaúchos

Sem dúvida, o Estado de Santa Catarina ter formado uma verdadeira força-tarefa para ajudar o Rio Grande do Sul, desde que o estado vizinho foi afetado por fortes chuvas e enchentes.

Santa Catarina amplia ajuda ao Rio Grande do Sul com profissionais e equipamentos em várias frentes / Foto: Ricardo Wolffenbüttel / SECOM

Por determinação do governador Jorginho Mello entraram em campo as secretarias de Estado da Proteção e Defesa Civil, Assistência Social, Mulher e Idoso, da Saúde e da Segurança Pública, por meio das Polícias Militar, Civil, Científica e Penal, além do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e das Centrais Elétrica de Santa Catarina (Celesc) e da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan).

Os números deixam evidente o esforço adotado para que o Rio Grande do Sul conte com o suporte dos catarinenses. Na linha de frente no salvamento e na ajuda humanitária, até esta quarta-feira, 15, 3.778 pessoas e 519 animais domésticos foram resgatados por bombeiros ou policiais militares catarinenses. Além de 18 vítimas fatais. Pelo menos 42 bombeiros compõem a equipe de socorro, e mais cinco cães de busca.

Nesta terça-feira, se somaram à força tarefa, 60 profissionais da Celesc. Na composição, 10 caminhões e 50 eletricistas, além de técnicos, pessoal de apoio logístico e engenheiros.