Depois de mais de meio século de espera, o sonho da pavimentação da Caminhos da Neve, BR 438, começa, enfim, um aceno para o projeto sair do papel. O Ministério dos Transportes aprovou o pedido para a execução das obras no trecho que liga Gramado (RS) a Florianópolis (SC), um avanço histórico para a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense, e, por que não dizer, para todo o Sul do país.
Rodovia é praticamente intransitável. Mesmo assim, há uma logística de transporte, especialmente de madeira e de frutas
A decisão do ministro Renan Filho demonstra sensibilidade e visão estratégica. Não se trata apenas de asfaltar uma estrada, mas de integrar regiões complementares, aproximar culturas e impulsionar o turismo e a economia de montanha, que vem ganhando força e diversidade ao longo dos anos. O passo seguinte, já encaminhado, é a inclusão definitiva da obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), medida essencial para garantir os recursos e a execução do projeto.
É um movimento que representa muito mais do que infraestrutura: é o resgate de uma aspiração de cerca de 50 anos e o reconhecimento da importância da Serra Catarinense e Gaúcha como eixos de desenvolvimento regional e nacional. A pavimentação da Caminhos da Neve trará benefícios diretos para o turismo, o escoamento da produção, e para a vida de quem há décadas enfrenta o desafio de trafegar em um dos mais belos, mas ainda precários, trechos de ligação entre os dois estados.
Agora, com o aval do Ministério dos Transportes e o compromisso de levar o projeto à Casa Civil, cresce a expectativa de que o governo federal finalmente inclua essa obra no PAC. É hora de transformar a antiga reivindicação em realidade, um símbolo de integração e progresso que o Sul do Brasil merece ver concluído.
Lages se abre para a música clássica através do 13º Festival Internacional Música da Serra, todas as noites, a partir desta quarta-feira (23), e se estende até sábado, 26. As apresentações acontecem no Teatro do Colégio Bom Jesus, sempre a partir das 20h, com entrada gratuita.
O festival reúne estudantes de música de várias partes do país. Na manhã desta segunda-feira (21), todos participaram do primeiro ensaio geral / Foto: Paulo Chagas
Nos bastidores o evento já está acontecendo. Na manhã desta segunda-feira (21), os alunos de música participaram do primeiro ensaio, dando mostras do que farão no dia da apresentação deles, prevista para a última noite do Festival.
Na busca pela qualificação, os jovens têm aulas específicas de cada instrumento. Durante esta semana, eles vão passar as manhãs aperfeiçoando o conhecimento com os professores, também vindos de outras cidades.
É o caso do maestro Lucas Araújo, que veio de São Carlos (SP), mas que também é maestro fundador e diretor artístico da Blumenau Filarmônica – BLUFIL.
Além disso, durante o Festival, a música também chega em outros cantos da cidade. Pensando em pessoas que não podem ir até o Bom Jesus, ou seja, aqueles que estão em hospitais e asilos, os alunos irão até eles e propiciar momentos inesquecíveis, ilustrando o lado social do evento.
A audiência pública sobre o futuro da Rota Caminhos da Neve (BR 438), realizada na tarde desta última sexta-feira (21), em São Joaquim, evidenciou os avanços do lado catarinense, e a confirmação de que o Governo do Estado irá complementar o trecho de pouco mais de 10 km até a divisa com o Rio Grande do Sul. O Estado também investiu sozinho na construção da Ponta das Goiabeiras, sobre o Rio Pelotas.
O grande gargalo está na indefinição quanto à federalização da Rodovia. As maiores dificuldades estão no lado gaúcho, com a situação praticamente estacionada, quase sem mobilização por parte das principais autoridades do Rio Grande do Sul. É como se Bom Jesus e arredores nada significassem para os gestores e as demais representações políticas.
A luta do Grupo BR 43 tem sido praticamente isolada. A comunidade gaúcha, há quase 40 anos tem buscado sensibilizar os governos estadual e federal, para implementação asfáltica da Rota Caminhos da Neve, para dar novo impulso ao desenvolvimento econômico da região, de forma integrada com Santa Catarina, traçando um novo percurso entre Florianópolis (SC) e Gramado (RS).
Presenças
Por mais que o interesse seja maior de parte da comunidade de Bom Jesus, no lado gaúcho, a representatividade do Estado, na audiência, foi pífia.
Prefeito de Gramado, Nestor Tissot
Contou com apenas com a presença do prefeito de Gramado, Nestor Tissot e do representante da Superintendência do DNIT, Daniel Benk. Além de alguns vereadores e lideranças de Bom Jesus. O prefeito da cidade, Frederico Becker, principal interessado, sequer justificou a ausência.
Pelo lado dos catarinenses, expressiva força política, com participação dos prefeitos de São Joaquim, Lages, Bom Jardim da Serra, Urubici e de Florianópolis. Dos deputados federais Daniela Reinher e do Coronel Armando, dos estaduais Marcius Machado e Volnei Weber, entre inúmeras classes empresariais representativas da região.
Esforço conjunto
Novamente a representatividade catarinense, por mais que esteja avançada com relação à pavimentação e com a certeza da conclusão, evidenciou a falta de tenacidade no lado gaúcho. Porém, irá atuar em conjunto para que haja avanço, e que o projeto possa avançar.
Na audiência, a importante participação do diretor executivo nacional, Carlos Barros, representando o ministro dos Transportes, Renan Filho. Tecnicamente, apontou os principais problemas e as possíveis soluções.
Destaque também para a presença do diretor institucional da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), Edinho Bez, representando os cerca de 330 deputados e senadores. Aliás, na audiência, lá estiveram também representantes de deputados e senadores, demonstrando a valorização pela causa.
A partir de agora, há expectativa de que a partir da Ata da audiência, as resoluções ganhem objetividade. Em suma, o evento chamou atenção especial, pela falta de engajamento da classe política do Rio Grande do Sul, especialmente, de parte do Governo.
Houve até quem sugeriu em tom de brincadeira, de que Bom Jesus estaria disposto a ser anexado à Santa Catarina, tamanha a sensação de abandono.
A audiência foi organizada pelo do Grupo BR 438, sob a coordenação de Jaziel Aguiar Pereira, com ampla participação do comendador Wirto Schaeffer e do jornalista Artur Hugen.
O diretor de Relações Institucionais da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), Edinho Bez, faz um chamamento para a Audiência Pública, agendada para o dia 20 de junho, em São Joaquim, para discutir sobre o corredor da Rota Caminhos da Neve, interligando as Serras Gaúcha e Catarinense, e também Florianópolis e Gramado.
A Frenlogi tem como objetivo atuar para o progresso da logística nacional. Principalmente no sentido de estabelecer mediação entre o Parlamento e o Executivo, no desenvolvimento de obras de infraestrutura e o aprimoramento da legislação federal no setor.
Em suma, a participação da Frenlogi tem enorme representatividade para que os objetivos da Audiência sejam alcançados. Méritos também a todas as entidades e lideranças empresariais e políticas de São Joaquim (SC) e Bom Jesus (RS), que estão também engajadas neste própósito. Isso demonstra engajamento pelo desenvolvimento de ambas as regiões. Todos juntos, e pensando grande!
Fazenda e Pousada da Roseira: um dos belos atrativos de Bom Jesus (RS)
A Serra catarinense e gaúcha têm peculiaridades no que tange ao turismo, e com grandes atrativos junto à natureza
As regiões serranas, tanto em Santa Catarina quanto no Rio Grande do Sul possuem excelentes estruturas ligadas ao turismo rural, e contam com características bem similares. No lado gaúcho, em Bom Jesus, há pouco mais de 175 quilômetros de Lages, mais precisamente na BR 438, conhecida como Rota Caminhos da Neves, está situada a Fazenda e Pousada da Roseira.
Fogão de Pedra
A Fazenda e Pousada da Roseira mantém as evidências tradicionais de uma típica fazenda, mas com adaptações bem administradas, e com capacidade para hospedar cerca de 30 pessoas, sem contar o espaço de camping. A sede tem mais de 60 anos de existência. A exploração do turismo teve início há cerca de 10 anos. Em paralelo, mantém o manejo de gado e de ovinos, além da plantação de grãos, entre outras atividades do campo. Nada que interfira na operacionalidade da hospedagem dos visitantes.
Volnei Velho Camargo
Volnei Velho Camargo, 54, proprietário da fazenda conta que tudo começou após um almoço com um grupo de ciclistas, e o modelo de turismo foi ganhando nova dimensão, com a recepção de grupos cada vez maiores. A partir de então, a ideia de seguir explorando a atividade foi prosperando, e as adaptações foram surgindo na casa grande e na construção de cabanas. “Na sequência também iniciaram as visitas dos adeptos aos passeios 4 X 4, motociclistas, e ainda mountain bike, trakking, off-road e muitas aventuras, sempre com agendamento prévio”, ressalta.
A área da propriedade é dotada de rotas atrativas a esses grupos e seus veículos, mas também propicia caminhadas e cavalgadas. A partir de um mapa, os turistas podem desfrutar das paisagens locais e das trilhas guiadas, em que a natureza, bastante generosa, contempla o desfrute visual e direto, do conhecido Cachoeirão do Rio Cerquinha, da Cascata da Ferradura, e do Arroio Roseira. De um mirante com balanço suspenso é possível contemplar a paisagem e as quedas d´água.
Gastronomia campeira
Dona Ivonete Marques
Não deixa de ser um grande atrativo, a gastronomia campeira feita por várias mãos, especialmente sob o talento culinário da senhora Ivonete Marques. Os alimentos são confeccionados num grande fogão de pedra, o que favorece no sabor da comida caseira. No geral, um local simples, aconchegante e aprazível. Nele, o turista encontra uma ótima área de Camping e Cabanas com churrasqueiras e cozinha campeira. A recepção fica por conta do famoso Zé Bonitinho.
Informações sobre as diárias e pernoites nas cabanas:
Bom Jesus é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, localizado no nordeste do Estado, nos chamados Campos de Cima da Serra, e conta com cerca de 11,2 mil habitantes. A potencialidade econômica provém da agricultura, na produção de grãos, além da influência da fruticultura, entre outros produtos coloniais. O turismo, crescente, é outro potencial a ser observado. Na Rota Caminhos da Neve, são vários equipamentos que se sustentam, mesmo com as péssimas condições da infraestrutura viária.
Reporto na íntegra o material publicado no Portal Lages Hoje. O relato apresenta claramente a atual situação vivida, especialmente de Bom Jesus (RS), com grandes impactos à Serra Catarinense.
Pavimentação da Rota Caminhos da Neve (BR 438): luta contra o descaso
Comunidades de São Joaquim (SC) e Bom Jesus (RS) tentam chamar atenção política para viabilizar a pavimentação da BR 438 que pode garantir o desenvolvimento das duas regiões serranas
Realidade do cotidiano, de quem precisa utilizar e estrada. Acientes e perdas de cargas são rotina / Foto: Grupo BR 438
Nossa reportagem foi conferir de perto a luta vivenciada por quase 30 anos pela comunidade de Bom Jesus (RS), município localizado no extremo da região nordeste do Rio Grande do Sul. A viagem seu deu neste último final de semana, dias 11 e 12/01. O problema da região é a falta de pavimentação na conhecida Rota Caminhos da Neve (BR-438). Trata-se de um trecho praticamente intransitável, de aproximadamente 44 Km, e que liga os municípios de São Joaquim (SC) e Bom Jesus (RS).
Motoristas que trasportam madeira para a Serra Catarinense vivem um verdadeiro inferno em dias de chuva / Vídeo: Grupo BR 438
Caso seja pavimentado, o trecho se torna em mais uma rota de ligação entre os estados, e vai propiciar o desenvolvimento econômico da região de serra, favorecendo o escoamento da madeira, das safras de grãos, de frutas, entre outros produtos, além de alavancar o turismo rural. A maior conquista até hoje, foi a construção da ponte das Goiabeiras sobre o Rio Pelotas, pela iniciativa do Governo de Santa Catarina. Foi o fim de uma espera que durou mais de mais de 40 anos.
Há também um trecho pavimentado, mas ainda inacabado, no lado catarinense. Restam cerca de 11 km, aproximadamente de chão até à divisa entre os estados. No entanto, o maior problema está no lado gaúcho, onde existe apenas um estudo de viabilidade. Porém, sem projeto e sem nenhuma perspectiva de pavimentação nos próximos anos, isso, se depender só do governo do Rio Grande do Sul. Em ambos os lados, a detenção da Rota ainda está nas mãos dos dois governos estaduais, e segue à espera da transferência para a União. Caso ocorra, consolida assim, a esperada federalização, oficializando a já denominada BR 438.
Trecho asfaltado em SC
Outro pequeno avanço se dá a partir de um terceiro estudo de viabilidade, e que abre uma nova perspectiva, ou seja, ampliar o trajeto. Na visão de Brasília, a ideia é interligar o corredor, desde a BR 285, em Bom Jesus, passando por São Joaquim, Urubici, Bom Retiro, Vidal Ramos, Imbuia, Brusque, indo até a BR 101, no Porto de Itajaí. Por essa nova visão, há esperança de ver a abertura de licitação pelas mãos do Governo Federal, e assim, a região começar a ver a possibilidade de começarem as obras de pavimentação da BR 438, na complexa extensão de apenas 44 quilômetros.
“A situação é tão difícil e complexa, que um simples Sedex, enviado de Bom Jesus para São Joaquim, que deveria chegar em 24 horas, demora atualmente sete dias.”
Jaziel de Aguiar Pereira
Conforme explica o historiador Jaziel de Aguiar Pereira, de Bom Jesus, um dos principais abnegados pela pavimentação, que é também presidente do Conselho de Turismo de Bom Jesus, no caso de Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) tem todas as condições de terminar o trecho paralisado até à Ponte das Goiabeiras. Segundo aponta, o Estado tem recursos, tem projeto, tem licença ambienta e, tem lugar para extração de brita. “Mesmo sendo um estado menor que o Rio Grande do Sul, SC tem total viabilidade financeira. Todos os municípios já tem asfalto, uma vez que no lado gaúcho, há mais de 20 localidades que sequer “conhecem o asfalto”. São realidades diferentes, e se o governo catarinense completar a obra, irá estimular a pavimentação do outro lado da ponte, até Bom Jesus”, afirma.
Em resumo, a BR 438 é ainda apenas uma rodovia planejada, em não transformada em federal. E hoje, quem tem a responsabilidade de cuidar são as Prefeituras, tanto de São Joaquim, quanto de Bom Jesus. Mas, nada impede que os governadores executem obras de manutenção. A percepção, segundo ainda Jaziel, há muita dificuldade política, e precisaria ajuda de muitas mãos para fortalecer o pleito, principalmente de uma reunião entre os governadores dos dois estados, para um plano efetivo de ação. “Os auxílios hoje recebidos são poucos, diante da dimensão do projeto”, ressalta.
“Existem hoje mais de 700 empreendimentos cadastrados em plataformas digitais entre São Joaquim, Urubici e Bom Retiro. Esse mesmo fenômeno seguirá em direção à Gramado e Canela, e com certeza ficará muito dinheiro para as famílias que moram ao longo da rodovia, e que, inclusive, hoje prosperam mesmo sem a estrada asfaltada, com forte infraestrutura de gastronomia, internet, e logística de entretenimento para atender os visitantes”
Com a pavimentação da estrada abre-se uma nova porta e uma nova forma de viajar, atraindo turistas de Caxias, Bento Gonçalves, entre outros municípios das proximidades. Eles teriam a opção de passagem por Bom Jesus; cruzar para o lado catarinense; descer a Serra do Rio do Rastro para o viajante chegar às praias do Sul de Santa Catarina, e até mesmo na região de Torres, localizada no litoral Norte do Rio Grande do Sul, ou ainda nas estâncias de águas termais existentes em Gravatal e Tubarão.
Em entrevista. Jaziel explica o drama vivido pelas comunidades de Bom Jesus (RS) e também de São Joaquim (SC)
Produção de madeira
Atualmente existe uma grande produção de madeira que sai das localidades de São Francisco do Sul, Jaquirana e Bom Jesus, destinada às empresas de celulose da Serra Catarinense. Com a nova rodovia, haveria uma enorme economia na logística do transporte. Estima-se que partam destas cidades, mais de 150 caminhões bitrens diariamente. O mesmo se dá com a fruticultura, em especial a maçã. A rota asfaltada vai abrir oportunidade para os pomares da região gaúcha, exportarem diretamente para o Porto de Itajaí (SC). Hoje, parte da produção de maçã segue para o Porto de Rio Grande, viajando por mais de 200 quilômetros. “A Rota Caminhos da Neve abre oportunidades, com redução de custos, e ainda liga o turismo de Gramado à Florianópolis”, por serem os dois lugares que mais atraem turistas no Sul do Brasil”, cita.
Depoimento do comerciante Wagner Zuanazzi, do Paradouro Rondinha – na entrada da Rota Caminhos da Neve, em Bom Jesus
A partir do momento em que seja criado um caminho entre estes dois destinos haverá uma redução do trecho, em mais de 100 quilômetros. Conforme Jaziel, Bom Jesus se beneficiaria com a passagem de muitos turistas que parariam na cidade para se alimentar, dormir, comprar no comércio, e até conhecer as belezas, e a cidade começaria a reter recursos, incluindo dos viajantes da Argentina, abrindo mais oportunidades de trazer dólares de pessoas oriundas de outro país. Ou seja, circulariam mais de dois mil veículos por dia e cerca de um milhão de pessoas por ano na região. “Abre-se ainda, a possibilidade de cargas de matéria-prima utilizarem o corredor, desde Itajaí, passando pela nova rodovia, cruzando por São Joaquim e Bom Jesus, para atender a produção de milhares de ônibus num dos maiores polos mental mecânicos do Sul do Brasil, em Caxias do Sul, e movimentaria mais de R$ 200 milhões por ano”, afirma Jaziel.
Por fim, Jaziel de Aguiar comenta que há otimismo e esperança de parte da comunidade. O potencial da região é gigante. Pois, mesmo sem a rodovia asfaltada entre Bom Jesus e São Joaquim, há atualmente lugares magníficos, visitados por pessoas oriundas dos mais variados lugares do Brasil. Lembra que Urubici, em Santa Catarina, é um exemplo, considerado um fenômeno. Para se ter ideia, as coordenadas entre as cidades de São Joaquim e Urubici, no Airbnb (empresa de aluguel por temporada), aparecem mais de 700 cadastros para hospedagem. “Nossa intenção é fazer o mesmo para as famílias em Bom Jesus, que podem continuar com as atividades rurais, e investir em paralelo no turismo”, finaliza.
Na retomada do Tema Livre, versão 2025, com cenário novo e tudo, trago um relato diferente sobre a Rota Caminhos da Neve (BR 438). Pois, desta vez, neste último final de semana, estive e, Bom Jesus e andei pela fatídica estrada. E pasmem, está mais do que péssima. Um crime o que estão fazendo com a comunidade da Região de Bom Jesus, mas que atinge também os catarinenses.
O descaso político beira ao caos. Muitos já falam que o governo gaúcho desconsidera por completo a região, como se não existisse no mapa. Isso, sem falar também do relapso dos deputados estaduais e federais, e da própria impensa estadual.
De certa forma, estou já trabalhando numa reportagem especial, a partir dos relatos que ouvi, e tudo mais o que presenciei, inclusive, ao visitar um equipamento turístico, a Fazenda e Pousada Roseira, que inacreditavelmente sobrevive, e com um grande fluxo de visitantes, apesar do sério problema no acesso viário.
Falo ainda sobre a decisão da Azul em suspender os voos comerciais no Aeroporto em Correia Pinto, e dos desafios em encontrar alternativas para atencer as pessoas em situação de rua no Estado, entre outros. Confira!
Inicia nesta terça-feira, 23 de julho, o 12º Festival Internacional Música na Serra, com grande concerto às 20h, no teatro do Colégio Bom Jesus, e entrada gratuita.
Nesta primeira noite o Festival Internacional Música na Serra, traz a apresentação do grupo Senna6, que vem à Lages pela primeira vez, com uma formação que agrega instrumentos representativos tanto no âmbito de concerto quanto na música popular e que raramente são vistos em conjunto.
Felipe conta que apresentarão nesta noite de terça-feira (23), o espetáculo “Musicotrópole”, trará ao público além de obras sinfônicas, outras canções autorais, rearranjadas para o grupo. “Nosso repertório é influenciado por diversos movimentos musicais populares surgidos em mais de um século em nossa cultura, na sua espontaneidade e improvisação. Espero que o público goste e compareça”, convida ele.
O Festival
O 12º Festival Internacional Música na Serra, acontece de 23 a 27 de julho, com concertos gratuitos, sempre às 20h, no teatro do Colégio Bom Jesus. O evento é uma realização do Instituto José Paschoal Baggio, juntamente com o Ministério da Cultura e a Fundação Catarinense de Cultura.