Truta da Serra é absorvida pela indústria e restaurantes

O Estado de Santa Catarina é o maior produtor de truta do Sul do País, e a Serra é a que concentra a maior parte. Toda a produção é praticamente absorvida pela indústria de processamento Belo Peixe, instalada em Lages, chegando também aos principais restaurantes.

Produtor de truta da localidade de Pessegueiros, em Lages

É uma grande escala. Isso que não é computada a venda direta de produtores não cadastrados na Associação Criadores de Truta (Acatrtuta).

Aliás, a produção do peixe na Serra poderia ser bem maior, caso o Governo do Estado, através da direção da Epagri, tivesse investido, conforme prometera, na velha Estação de Piscicultura, hoje, depreciada, junto à antiga Base Avançada de Painel (BAP).

Por outro lado, a Acatruta tem se mobilizado para dar ao consumidor o melhor produto possível. Não é propaganda, mas faz questão de dizer que encontrou na ração PRESENCE, distribuída pela Agropecuária Schoroeder, a melhor garantia da taxa de conversão alimentar, especificamente pela qualidade do produto.

Sendo assim, melhor para o consumidor, que terá nesta Semana Santa à disposição para pôr à mesa, um produto de excelência, com nutrientes valiosíssimos para o organismo humano.

Benefício à saúde

Nunca é demais lembrar os benefícios a partir da presença do cálcio e zinco, que contribuem para o fortalecimento do organismo. Além disso, é rica em ômega-3, que ajuda no desenvolvimento cerebral e dos olhos, agindo ainda como ácido anti-inflamatório, principalmente para reduzir a inflamação nas articulações. O ômega-3 diminui, dessa forma, o risco de artrite. Outro benefício do consumo de alimentos ricos em ômega-3, caso dos peixes como a truta, é evitar o envelhecimento precoce da pele e prevenir rugas.

Fotos: Paulo Chagas

Truticultores pedem a ativação de Estação em Painel

Mais de dois anos se passaram desde que o Estado, através da Epagri, assumiu o controle da velha Estação de Piscicultura, também conhecida como Base Avançada de Painel (BAP), depois da transferência do Ibama. Isso aconteceu em agosto de 2017.

Poiis bem. Passado todo esse tempo, a Estação ainda não está servido para o propósito pensado, ou seja, a reprodução de alevinos com genética diferenciada de truta. A proposta segue como sendo prioridade.

A esperança é de que este ano, as coisas possam acontecer. É que, no ano passado, um relatório apontando a real importância e as necessidades para por em funcionamento o local, foi redigido pelo responsável pela Estação Experimental da Epagri, Vilmar Francisco Zardo.

Em contato com a diretoria da Epagri, a resposta é de que as providências estão sendo tomadas. O mesmo foi dito por Zardo.

Funcionamento precário

No local algumas espécies como carpa, jundiá e truta, apenas para manter o mínimo funcionamento, mas sem nenhuma finalidade ou projeto.

Rede elétrica

Ainda conforme o pesquisador é preciso levar em consideração uma escala de prioridades. Pois, não é possível colocar qualquer coisa tecnicamente viável no local se não for feita primeiramente a reforma da rede elétrica. Ele explica que a situação está deplorável.

Porém, ressalta que já há um processo licitatório montado, incluindo o projeto, e que também está com a direção da Epagri, desde setembro de 2019 aguardando a deliberação.

Pressão

Os truticultores, através da Associação (Acatruta) pressionam. Eles não entendem a razão de tanta demora para por em funcionamento uma estrutura que está pronta, apenas necessitando de alguns ajustes.

Fotos: Paulo Chagas