A fala de Raimundo Colombo durante entrevista à Rádio Menina, de Balneário Camboriú, chama atenção pela contradição política que carrega. Ao mesmo tempo em que prega diálogo, moderação e responsabilidade, o ex-governador adota um tom duro ao classificar o atual governo de Santa Catarina como “medíocre”, sem apresentar uma alternativa programática clara além da exaltação ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues, justamente um quadro do seu próprio partido.

A crítica ganha contornos ainda mais questionáveis quando se observa que Colombo condena candidaturas “sem vínculo com o Estado” e fala em “ato de desamor por Santa Catarina”, mas endossa um projeto que, até aqui, se sustenta mais em discurso e visibilidade regional do que em um debate consistente sobre os gargalos estruturais que ele mesmo aponta.
No fim, a entrevista parece menos um chamado ao diálogo e mais um reposicionamento político: Colombo tenta se recolocar no jogo de 2026 atacando o governo atual, enquanto prepara o terreno para um nome aliado, num movimento que soa pragmático, mas pouco coerente com o tom elevado que ele diz defender para a política.
Por outro lado
Há ainda um ponto que não passa despercebido nos bastidores: se Raimundo Colombo afirma não ter, “neste momento”, intenção de disputar cargos em 2026, por qual razão voltou a ocupar espaço frequente na mídia, emitir juízos duros sobre o governo e fazer leituras detalhadas do cenário eleitoral? Em política, exposição raramente é gratuita.
A reaproximação com o debate público sugere, no mínimo, uma estratégia de reposicionamento, seja para testar seu próprio recall eleitoral, seja para se manter como fiador de um projeto partidário, seja para preservar capital político para uma eventual entrada tardia no jogo.
Ao adotar o papel de analista e crítico, Colombo tenta recuperar protagonismo sem assumir compromisso formal com uma candidatura. É um movimento clássico: manter-se “disponível” politicamente, aquecer o nome, influenciar o tabuleiro e, ao mesmo tempo, não fechar portas. No discurso, não é candidato; na prática, voltou a agir como quem não quer sair de cena.






Na próxima terça (28) e quarta (29), serão realizadas as reuniões das comissões permanentes e as sessões plenárias com espaço para manifestação das entidades do Vale do Itajaí.
Maior evento de ciclismo do país, a prova soma pontos para o ranking internacional da UCI America Tour, rumo ao ciclo olímpico de Los Angeles 2028, e promete movimentar a economia regional.
Na ocasião, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, pré-candidato ao Governo de SC, aproveitou o momento para lançar a possibilidade de Ratinho Junior, governador do Paraná, ser o nome do PSD para disputar a Presidência da República. A fala, porém, não soou bem entre bolsonaristas presentes e também fora do evento. 


