O calendário pecuário de Lages começa em ritmo acelerado neste ano. A Associação Rural e o Sindicato Rural de Lages dão início à temporada de leilões de 2026 com a Feira de Gado Geral, no dia 16 de março, às 18h30, com um cenário marcado pela valorização do gado e otimismo entre produtores e compradores.

Segundo o presidente das entidades, Márcio Pamplona, os negócios já realizados nas propriedades indicam preços superiores aos do ano passado, reforçando a expectativa positiva para o primeiro remate do ano. Mais de 300 animais estão inscritos, com destaque para fêmeas prenhas, categoria que vem registrando forte procura em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Também haverá oferta de terneiros, antecipando a movimentação que tradicionalmente cresce nos meses seguintes. As negociações poderão ser feitas presencialmente ou pelos canais digitais do YouTube (Camargo Agronegócios) e Lance Rural.
Maio: feiras e solidariedade
O mês de maio promete intensa movimentação no setor. O Sindicato Rural de Lages realizará duas edições da
tradicional Feira do Terneiro e da Terneira, reunindo grande volume de animais jovens e atraindo compradores de diversas regiões. A procura aquecida por terneiros reflete a confiança dos produtores na reposição e na continuidade do ciclo pecuário.
Além disso, será realizada a segunda edição do Leilão Agro do Bem, que une negócios e solidariedade. Assim como no ano passado, serão leiloados animais e diversos itens arrecadados junto à comunidade rural, com toda a renda revertida ao Hospital Seara do Bem.
Pamplona resume o espírito da temporada: “Com a combinação de negócios e solidariedade, a temporada 2026 promete consolidar o protagonismo de Lages no setor pecuário regional.”
Fotos: Divulgação/Paulo Chagas






Entre os itens leiloados, obras de artes, como quadros, bolsa de doutorado ou mestrado de três anos, na Uniplac, cuia, aperos, sêmens de reprodutores, entre outros produtos de utilidades ao meio rural, como galões de óleo diesel, sal mineral, além das doações de 77 cabeças de terneiros e terneiras, um boi, um touro, algumas ovelhas, dois equinos, e até mesmo um filhote de cão pastor da raça maremano.






Conforme avalia o presidente da Associação e Sindicato Rural de Lages, Márcio Cícero Pamplona, o número de animais inscritos é considerado representativo, com destaque para as novilhas e as vacas de cria. “São mercadorias que alcançam uma grande procura nesta época, de qualidade expressiva, e por isso acredito que será um bom momento para negociar”, evidencia o dirigente rural.







