Com o pleito de 2026 completamente antecipado, surge o primeiro manifesto vindo do Partido dos Trabalhadores, a respeito de um nome para a disputa eleitoral. Esta semana, mais precisamente na quarta-feira, 12, o deputado estadual, Padre Pedro (PT), que é candidato à presidência do Partido, em Santa Catarina, manifestou apoio à indicação do nome do presidente do Sebrae, Décio Lima, como pré-candidato ao governo do Estado em 2026.
Deputado Padre Pedro reforça campanha à presidência estadual do PT, manifestando apoio ao nome de Décio Lima ao governo em 2026 / Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL
O manifesto ocorreu durante reunião de partidos de esquerda. Segundo o deputado, Décio Lima, que levou o PT à disputa do governo catarinense no segundo turno em 2022, reúne todas as condições necessárias ao partido para caminhar forte e coeso na disputa eleitoral de 2026.
Padre Pedro aproveitou a ocasião, para também reforçar a pré-candidatura, à presidência do PT, e a indicação de Lima ao governo, faz parte da proposta de fortalecimento da unidade partidária como instrumento fundamental para o enfrentamento das eleições do próximo ano.
O nome de Décio foi aceito por unanimidade, entre os representantes do PSB, da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSOL, Solidariedade e Rede, menos o PDT que esteve ausente da reunião.
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Trato também fatos da Região, com assuntos ligados aos municípios de Painel e São Joaquim, e claro, uma análise mais completa sobre o fortalecimento do MDB, no Governo, e a relação com a pré-candidatura anunciada, ao Governo do Estado, pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), entre outros temas.
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), disse não ter mais volta da decisão. Vai ser candidato ao Governo do Estado, em 2026, e, inclusive, já programou a data do lançamento da pré-candidatura, no dia 22 de março, no dia do aniversário dele, em Chapecó.
As declarações de João Rodrigues foram acompanhadas por diversas lideranças estaduais / Fotos: Divulgação / Ney Bueno
A declaração dele foi feita no último sábado, 25, em Itapema, na presença de inúmeras lideranças políticas, e de renome no estado. Entre elas, o prefeito de Florianópolis, Topázio Netto; de Criciúma, Vaguinho Espíndola; de Camboriú, Leonel Pavan, além de deputados como os estaduais, Julio Garcia, Paulinha e Napoleão Bernardes, e da federal Giovânia de Sá, entre outros, ou seja, uma multiplicação de nomes de vários partidos, incluindo do MDB, Novo e Podemos.
Disse ter o aval da população de Chapecó, pois, foi eleito com 83% dos votos, mesmo tendo alertado durante a campanha que iria deixar o cargo de prefeito para concorrer ao governo. Seja como for, está deflagrada a antecipação oficial da campanha eleitoral em Santa Catarina. João, destaca que a disputa será pela capacidade individual de cada um, entre ele e Jorginho. Enfim, resta saber como a esquerda tentará tirar proveito.
O outro lado
Há de se considerar que a partir do interesse do prefeito de Chapecó, na disputa pelo Governo do Estado, irá travar um forte embate político com o atual governador Jorginho Mello (PL), que também já trabalha pela reeleição.
A principal particularidade está na corrente liberal que envolve os dois, além da aproximação com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Haverá uma disputa de direita. Disso não há como fugir. Jorginho por sua vez, está trabalhando para fortalecer o restante da gestão, com trocas de nomes específicos no alto escalão, visando dinamizar ainda mais os trabalhos.
Permanece no aguardo das decisões do MDB, para o preenchimento de outras importantes Pastas. O Partido é, sem dúvida, sempre, a “noiva” de luxo a cada pleito. Porém, Jorginho já demonstrou que precisa unir forças com outras correntes, caso não possa contar com o MDB, que, aliás, já deve também estar de olho numa composição contrária aos interesses do atual governador, alinhando-se com o PSD de João Rodrigues.
Portanto, tem, internamente, quem quer o desembarque, e outros não. Uma decisão complexa, pois, por hora, é difícil saber quem lá na frente será o candidato em potencial para vencer o pleito. Por isso, o MDB, segue de certa forma indeciso. Gosta de estar no poder, e isso é fato. De quebra, só tem a força partidária para servir como aliado, sem nenhum nome para o Governo.
Força política
João Rodrigues parte para a disputa de forma incisiva. Não quer mais ouvir falar em Senado. E sim, disputar o Governo. A dinâmica da gestão dos últimos anos em Chapecó, o credencia a postular a condição que quer no próximo pleito. Não há nada que impeça, nesse sentido. Nem mesmo Jair Bolsonaro, que por certo, nem vai se envolver.
De certa forma, tanto João, como Jorginho, terão de avaliar mais à frente o cenário. A esquerda irá querer tirar proveito da situação e verá como uma oportunidade, justamente pela dispersão das forças eleitorais para um mesmo lado. Questão que não poderá ser subestimada.
Chapecó comemora a recente inauguração do Elevado Alcebíades Sperandio (Bandeira). A obra trouxe realmente a solução para os problemas de engarrafamento que eram registrados em momentos de pico na antiga rotatória da Bandeira.
Elevado da Bandeira Alcebíades Sperandio. Foto: Jonatã Rocha/Secom GOVSC
Foram investidos R$ 47,3 milhões, sendo aproximadamente R$ 17 milhões da Prefeitura e R$ 30 milhões do Governo do Estado, sendo que R$ 17,7 milhões foram pagos na gestão do ex-governador Carlos Moisés da Silva, e R$ 12,7 milhões na atual administração, do governador Jorginho Mello.
A obra do Elevado beneficia as milhares de pessoas que passam pelo local, sendo mais de 20 mil veículos por dia, além dos moradores e comerciantes da redondeza.
O lado político do conjunto da obra
Passadas as eleições municipais, não há como deixar de observar o futuro político do prefeito João Rodrigues (PSD). Mesmo antes da disputa pela reeleição, sempre deixou claro o olhar para a hipótese de enfrentar as urnas em 2026, como candidato ao Governo do Estado.
O governador tem habilidade nas costuras e está fazendo uma boa gestão, e encaminha a reeleição / Foto: Leandro Schmidt
No entanto, também enfatiza o bom relacionamento com o governador Jorginho Mello (PL). Talvez seja cedo para apontar uma decisão definitiva. Há também o caminho do Senado, e que, aliás, entendo, torna-se mais viável do que um confronto com o atual governante, que está fazendo uma boa gestão.
Seja como for, há também possibilidade de um ajuntamento de forças nesse contexto eleitoral para o Governo. Irá depender muito dos acordos. Jorginho é também habilidoso nas costuras políticas, e se tiver com o ele, por exemplo, o MDB e outras siglas com densidade, como o PP e o Podemos, somada à popularidade positiva, João Rodrigues poderá estar entrando numa disputa complicada.
Leve-se em conta ainda, a amizade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, comungada fortemente entre ambos. Cabem, perfeitamente, o PSD e o MDB, na majoritária ao lado do PL.