Policiais preocupados com a própria segurança

Os policiais de Curitibanos se reuniram no último sábado (14), para discutir propostas para tentar conter a onda de violência contra policiais e a própria população.

O problema atinge os policiais no exercício de suas atividades e até mesmo quando não estão em serviço.

aprasc

O que se quer é uma urgente tomada de atitude em relação ao problema, que passou  acontecer também por aqui,  não mais somente em grandes centros.

Outro grave problema é a falta de contingente para trabalhar. Nos últimos seis meses, 19 policiais militares saíram da Guarnição de Curitibanos, que conta hoje com apenas 69 PMs.

Um documento  elaborado em conjunto – Aprasc, Ministério Público e Polícia Civil, será enviado ao governo do Estado solicitando o envio de mais policiais para a cidade e região.

A realização de um diagnóstico para levantar os índices de ocorrências e identificar onde estão acontecendo servirá para embasar o documento.

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Força tarefa

Outra ação mais pontual apontada na reunião para tentar conter o aumento da criminalidade em Curitibanos seria a realização de uma força-tarefa, reunindo policiais militares e civis do município e região, em pelo menos dois bairros do município considerados os mais críticos.

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Relatos

Nos relatos apresentados, ficou comprovado que tanto a falta de efetivo, como a violência contra policiais, militares e civis, são um problema recorrente nas demais regiões e em todo o Estado. 

Soldados são orientados sobre temas transversais

Na noite de quinta-feira (25), nas dependências do 10º Batalhão de Engenharia e Construção cerca de 250 soldados tiveram uma intervenção sobre temas importantes como drogas, sexualidade e a violência.

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A conversa foi com o pessoal do Paternidade, pois, todos os dias nas audiências, tratam e trabalham indiretamente com esses temas, que resultam em violência.

Atentos e propostos a trabalhar em rede sempre, a equipe multiprofissional do Instituto lançou a campanha “Diga sim ao amor e não a violência”.

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Com o propósito de as famílias ficarem livres de diversos problemas sociais os soldados devem ter assimilado o recado.

(Informações e fotos: Marciano Correa)

Chapecó “grita” pelo fim da violência

A boa terra de Chapecó mudou muito desde que saí de lá, em 1997. Cresceu, evoluiu, avançou em diversas áreas sociais e econômicas, e hoje, com cerca de 200 mil habitantes, teve, infelizmente, o impacto do aumento também, da criminalidade.

Protesto em ChapecóEsta terça-feira (25), foi um dia marcante para a população chapecoense, quando foi para as ruas promover um ato público para pedir proteção e o fim da violência.

A maior reivindicação é a ampliação do aparelho de segurança e o aumento do efetivo de policiais civis e militares.

Foi uma forte demonstração às autoridades, da indignação pelos milhares de casos de violência registrados nos últimos meses, o que tem criado um clima de medo.

protesto em Chapecó1O problema não escolhe classe. E, para as famílias que já sofreram na pele o drama, de nada adiantarão promessas e anúncios dos governos, porque essas perdas são irreversíveis.

A população saiu da “zona de conforto” e foi para a rua protestar.  O apelo é pesado. Dá realmente o que pensar, e fazer com que as ações governamentais sejam muito além do que foi feito nos últimos 10 anos, por exemplo.

A situação em Chapecó é de carência em áreas vitais. Não há policiamento ostensivo, sistemático e habitual da Polícia Militar, o que facilita a ação delituosa.

Protesto Chapecó2Quando o cidadão é lesado e recorre à proteção do Estado, a Polícia Civil muitas vezes não tem recursos humanos para investigar.

Os menores infratores compõem um preocupante capítulo à parte nesse quadro, pois, espalham o terror e raramente ficam detidos.

Por fim, uma forte operação policial está instalada em Chapecó, exatamente para combater a criminalidade, e com alguns resultados positivos.

Mas, na opinião geral da comunidade, ainda é pouco.

Chapecó quer dar um basta à violência

A comunidade já não aguenta mais o alto índice de violência no município. Para ser ideia da gravidade, do início do ano até agora já aconteceram 14 assassinatos, entre outros crimes.

campanha violênciaEsta semana, a partir da união da comunidade com entidades de classe foi lançada a campanha “Chega de Violência: Chapecó unida exige segurança”. São 50 organizações da sociedade civil organizadas na campanha.

No dia 25, terça-feira, acontece um ato público às 9h30min na Av. Getúlio Vargas.

Apesar da valorização das forças policiais, a prioridade é pelo aumento do efetivo das Polícias Civil e Miliar no Município.

Os números refletem o problema

Na abrangência do 2º Batalhão da Polícia Militar cujo efetivo total para cobrir uma área de 41 municípios é de 611 policiais militares. Em mais de 20 municípios oestinos a força local é de apenas quatro homens.

Só em Chapecó

A situação se torna dramática na sede do 2º BPM, em Chapecó, onde o efetivo total é de apenas 279 PMs, além da Central Regional de Emergência.

Certeza

Para a comunidade não resta dúvida de que a maior dificuldade é a carência de efetivo. 

Em resposta ao problema

As polícias Civil e Militar e Polícia Rodoviária Federal irão promover uma megaoperação de repressão à criminalidade no Oeste.

seguranca a 043A decisão foi tomada, nesta quarta-feira (19), pela cúpula da Polícia do Estado.

A operação batizada de Torniquete, em alusão ao estrangulamento rápido das ações criminosas, será lançada nesta quinta-feira (20) em Chapecó.