A manhã de Sexta-feira Santa amanheceu gelada, porém, com o sol radiante. Desde cedo, fieis foram chegando para acompanhar os atos religiosos no alto do Morro da Cruz, organizados pela Diocese de Lages.

Aos poucos, o semblante do local foi tendo o visual de milhares de pessoas. De outro lado, os organizadores tratavam de dizer que não era um teatro, e sim, uma simples encenação, e que trazia a atualização dos momentos do martírio sofrido por Jesus Cristo.

De acordo com o bispo diocesano de Lages, Dom Guilherme Werlang, um momento de para que todos reflitam sobre a injustiça que levou à crucificação e morte de Jesus. Situação que se repete ainda em tempos de hoje.
Dois anos depois
A pandemia impediu a realização do evento nos últimos dois anos. Perdas irreparáveis foram lembradas. Mas, as palavras foram para a compreensão e fraternidade. Um dia para refletir sobre tantos sacrifícios.
Fiéis e a fé
Antes do sol nascer já havia a presença de algumas pessoas no Morro da Cruz. Na medida que a manhã ia esquentando, o restante do público também chegava.

De joelhos ou caminhando, os 500 degraus da escadaria eram superados pela fé.
O espetáculo

O grande momento de fé, sem dúvida, era a oportunidade de rever a encenação da Paixão e Morte de Cristo.

A cada ato, embora mesmo todos sabendo do final, era acompanhado com devoção. E, ainda nesta sexta, às 16h30, tem nova encenação: Paixão e Morte de Jesus Cristo.
Programação
Neste sábado (16) a encenação da Ressureição de Jesus ocorrerá à noite, no Morro da Cruz (21h15).

No Sábado de Aleluia será realizada a tradicional Procissão da Luz. Os devotos levam suas tochas onde se celebra o aguardo pela ressurreição de Jesus Cristo.
OBS: Nas fotos de Toninho Vieira, Ary Barbosa de Jesus Filho e Greik Pacheco, a quem agradeço pelos excelentes registros produzidos. Sem poder acompanhar de perto, a contribuição do envio do material jornalístico foi de suma importância para que se pudesse reproduzir e divulgar nosso maior evento religioso de Santa Catarina.