Santa Catarina lidera o ranking nacional de atividade econômica ao registrar crescimento de 4,9% entre janeiro e novembro de 2025, segundo o Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), prévia do PIB. O desempenho é mais que o dobro da média brasileira, que ficou em 2,4%, e coloca o estado à frente de Goiás (4,7%) e Pará (4,4%).
Desempenho de Santa Catarina é superior ao dobro da média nacional, que somou elevação de 2,4% no mesmo período – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC
O avanço é puxado principalmente pela indústria, comércio e serviços. A indústria catarinense cresceu 3,4% no período, contra 0,6% no país; o comércio teve alta de 5,7%, quase quatro vezes a média nacional (1,5%); e os serviços avançaram 3,7%, acima dos 2,7% do Brasil.
O governador Jorginho Mello atribui o resultado à força produtiva do estado, à desburocratização e ao apoio ao empreendedorismo. Já o secretário Silvio Dreveck destaca que o crescimento econômico se reflete em bons indicadores sociais, como a menor taxa de desemprego e de desigualdade do país, consolidando Santa Catarina como referência nacional em desenvolvimento.
Lages iniciou nesta quarta-feira (21) o curso “Turismo Rural: Identificação e Seleção de Oportunidades de Negócios”, reunindo 26 participantes em uma capacitação voltada ao fortalecimento do turismo rural como vetor de desenvolvimento econômico.
A ação é promovida pela Prefeitura de Lages, por meio da Secretaria Municipal do Turismo, executada pelo Senar e em parceria com o Sindicato Rural. Ministrado pelo consultor Humberto Freccia Netto, referência nacional no setor, o curso segue até quinta-feira (22) na CDL.
A iniciativa integra a estratégia do município para estimular novos empreendimentos, gerar renda no campo e valorizar as potencialidades rurais, alinhada à diretriz da prefeita Carmen Zanotto de profissionalizar o setor e ampliar sua contribuição para a economia local.
A qualificação reforça um movimento acertado da gestão municipal ao tratar o Turismo Rural como política pública estruturante, e não apenas como ação pontual. A união entre poder público, entidades de apoio e iniciativa privada dá consistência à proposta e sinaliza maturidade institucional.
Em um município que já carrega o selo de referência nacional no segmento, investir em capacitação e planejamento é menos uma aposta e mais uma necessidade para não perder protagonismo.
Além do impacto econômico direto, a iniciativa tem mérito social e ambiental, ao estimular a permanência das famílias no campo e integrar cultura, identidade local e sustentabilidade. É um passo concreto para transformar potencial histórico em resultados duradouros.
A fala de Raimundo Colombo durante entrevista à Rádio Menina, de Balneário Camboriú, chama atenção pela contradição política que carrega. Ao mesmo tempo em que prega diálogo, moderação e responsabilidade, o ex-governador adota um tom duro ao classificar o atual governo de Santa Catarina como “medíocre”, sem apresentar uma alternativa programática clara além da exaltação ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues, justamente um quadro do seu próprio partido.
Entrevista à Rádio Menina / Foto: reprodução/divulgação
A crítica ganha contornos ainda mais questionáveis quando se observa que Colombo condena candidaturas “sem vínculo com o Estado” e fala em “ato de desamor por Santa Catarina”, mas endossa um projeto que, até aqui, se sustenta mais em discurso e visibilidade regional do que em um debate consistente sobre os gargalos estruturais que ele mesmo aponta.
No fim, a entrevista parece menos um chamado ao diálogo e mais um reposicionamento político: Colombo tenta se recolocar no jogo de 2026 atacando o governo atual, enquanto prepara o terreno para um nome aliado, num movimento que soa pragmático, mas pouco coerente com o tom elevado que ele diz defender para a política.
Por outro lado
Há ainda um ponto que não passa despercebido nos bastidores: se Raimundo Colombo afirma não ter, “neste momento”, intenção de disputar cargos em 2026, por qual razão voltou a ocupar espaço frequente na mídia, emitir juízos duros sobre o governo e fazer leituras detalhadas do cenário eleitoral? Em política, exposição raramente é gratuita.
A reaproximação com o debate público sugere, no mínimo, uma estratégia de reposicionamento, seja para testar seu próprio recall eleitoral, seja para se manter como fiador de um projeto partidário, seja para preservar capital político para uma eventual entrada tardia no jogo.
Ao adotar o papel de analista e crítico, Colombo tenta recuperar protagonismo sem assumir compromisso formal com uma candidatura. É um movimento clássico: manter-se “disponível” politicamente, aquecer o nome, influenciar o tabuleiro e, ao mesmo tempo, não fechar portas. No discurso, não é candidato; na prática, voltou a agir como quem não quer sair de cena.
A iniciativa da OAB/SC toca em um ponto sensível, mas absolutamente necessário: o Supremo Tribunal Federal não pode seguir imune a qualquer tipo de autocrítica institucional. Quando a principal entidade da advocacia em Santa Catarina afirma que a credibilidade do STF está abalada, não se trata de retórica política, mas do reflexo de uma percepção que hoje atravessa diferentes setores da sociedade.
A iniciativa reafirma o compromisso da OAB/SC com a defesa do Estado Democrático de Direito / Foto: Divulgação
A defesa do fim da vitaliciedade, com adoção de mandatos, é um debate maduro e coerente com experiências internacionais. Mandatos não significam enfraquecer a independência do Judiciário, mas, ao contrário, podem fortalecer a legitimidade democrática da Corte, trazer previsibilidade e evitar a excessiva personalização do poder em ministros que permanecem por décadas no cargo.
Decisões monocráticas
Outro ponto especialmente relevante é a limitação das decisões monocráticas. O protagonismo individual de ministros, muitas vezes em temas de alto impacto político, tem gerado insegurança jurídica e a sensação de que o STF deixou de ser uma Corte para se tornar a soma de vontades individuais. Reforçar o caráter colegiado é uma medida básica para recuperar estabilidade, coerência e transparência.
Indicação dos ministros
Já a proposta de rever o modelo de indicação dos ministros é talvez a mais ousada — e a mais necessária. O atual sistema, excessivamente concentrado no Executivo, alimenta a percepção de politização da Corte. Um modelo mais plural, com participação da advocacia, magistratura e Ministério Público, pode reduzir esse viés e ampliar a legitimidade institucional do STF perante a sociedade.
Em síntese, a OAB/SC acerta ao tirar o debate do campo emocional e levá-lo para o terreno técnico e institucional. Reformar o STF não é atacar a democracia, mas justamente fortalecê-la. Ignorar esse debate, por medo ou conveniência política, apenas prolonga um desgaste que já está posto e que cobra um preço alto em confiança pública e segurança jurídica.
A proposta da chamada PEC da Segurança surge em um contexto de agravamento da violência, fortalecimento do crime organizado e crescente sensação de insegurança da população. O Governo, volta com força ao tema, com a intenção de conseguir a aprovação, justamente para se fortalecer no período eleitoral.
Proposta do governo apresentada em outubro de 2024 aos governadores esbarra na falta de credibilidade política e no temor de enfraquecimento do pacto federativo / Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A Segurança Pública, por certo, será amplamente debatido neste período. Do ponto de vista conceitual, a iniciativa do governo federal busca responder a um problema que já ultrapassou, há muito tempo, os limites estaduais, exigindo coordenação nacional, padronização de estratégias e maior integração entre forças policiais e sistemas de inteligência.
A lógica da proposta
A justificativa central da PEC se ancora na ideia de que o modelo atual, excessivamente fragmentado, dificulta o enfrentamento de organizações criminosas que atuam de forma interestadual e até transnacional. Facções não respeitam fronteiras administrativas, utilizam rotas federais, portos, aeroportos e sistemas financeiros nacionais.
Nesse sentido, o governo argumenta que é legítimo ampliar o papel da União, não para substituir os estados, mas para articular, financiar e coordenar políticas de segurança pública de alcance nacional, algo que hoje ocorre de forma pontual e reativa.
Além disso, há um argumento fiscal e operacional: muitos estados enfrentam grave limitação orçamentária e estrutural para investir em tecnologia, inteligência e capacitação. Uma política nacional mais robusta poderia reduzir desigualdades regionais e evitar que áreas mais frágeis se tornem refúgios do crime organizado.
O ponto crítico: credibilidade política
É justamente nesse aspecto que a PEC encontra seu maior obstáculo. A resistência dos governadores não se dá apenas por divergência técnica, mas por desconfiança política. O atual governo carrega um histórico de discursos ambíguos sobre segurança pública, com ênfase anterior em pautas ideológicas e menor valorização das forças policiais.
Para muitos estados, isso fragiliza a credibilidade da União como liderança legítima nesse tema. Além disso, a proposta é percebida como uma tentativa de centralização excessiva, potencialmente violando o pacto federativo. Governadores temem perder autonomia sobre suas polícias e veem o movimento como uma transferência de poder sem garantias claras de recursos permanentes ou de respeito às realidades locais.
Onde o governo acerta, e onde falha
O acerto da PEC está no diagnóstico: segurança pública não pode ser tratada apenas como problema estadual. Falta ao Brasil uma política nacional contínua, com metas, indicadores e integração real de dados e inteligência. Esse vácuo é evidente. Por outro lado, o erro está na forma.
Ao apresentar a proposta sem uma construção prévia com os estados, o governo enfraquece sua própria narrativa. Segurança pública é um tema sensível, que exige confiança, cooperação e previsibilidade, não imposição constitucional de cima para baixo.
Conclusão
A PEC da Segurança tem fundamento técnico defensável, mas credibilidade política limitada. Enquanto o governo não demonstrar, de forma concreta, que respeita o federalismo, valoriza as forças de segurança e está disposto a compartilhar decisões, e não apenas poder, a resistência dos estados tende a persistir. Em síntese: o problema é real, a intenção pode ser legítima, mas a condução política da proposta compromete sua aceitação e eficácia. A tendência é da não aprovação.
O presidente da Associação dos Municípios da Serra Catarinense (Amures) e prefeito licenciado de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, reuniu-se nesta segunda-feira (19) com a equipe técnica da entidade, marcando a retomada das atividades em 2026. O encontro teve como foco o alinhamento de informações e o planejamento das ações que serão desenvolvidas ao longo do ano.
Entre as principais iniciativas previstas para 2026 estão o fortalecimento do apoio técnico aos municípios, especialmente nas áreas de Engenharia, Turismo, Jurídico, Comunicação e Movimento Econômico, além da qualificação dos atendimentos prestados pela Amures e pelos consórcios Cisamures e Cisama. A entidade também pretende intensificar a articulação regional, promovendo maior integração entre os municípios da Serra Catarinense.
Outra ação destacada é a realização de visitas institucionais aos prefeitos da região, com o objetivo de ampliar o diálogo, identificar demandas locais e alinhar projetos conjuntos. A proposta da nova gestão é tornar a Amures ainda mais próxima dos municípios, reforçando o municipalismo e a cooperação regional ao longo de 2026.
A Prefeitura de Lages, por meio da Secretaria de Políticas para a Mulher e para a Pessoa Idosa e do Procon, iniciou 2026 reforçando seu compromisso com a proteção e valorização das mulheres. No dia 29 de janeiro, será realizada uma capacitação voltada para proprietários e profissionais de bares, restaurantes, hotéis e casas noturnas, com base na Lei Federal nº 14.786/2023, que institui o Protocolo “Não é Não”.
Foto: Divulgação
A iniciativa, marcada para o Mercado Público Municipal Osvaldo Uncini, das 14h às 17h, busca prevenir situações de constrangimento e violência contra mulheres em ambientes de lazer, além de garantir acolhimento às vítimas e responsabilização dos agressores.
A secretária Suzana Duarte destaca que a campanha é essencial para criar espaços mais seguros e respeitosos, especialmente diante da proximidade do Carnaval e de grandes eventos, quando os riscos de violência tendem a aumentar. O selo “Não é Não – Mulheres Seguras”, previsto na legislação, será um incentivo para que estabelecimentos adotem práticas de respeito e proteção às mulheres.
Lages já é referência nacional no atendimento às vítimas e na atuação integrada da rede de proteção, oferecendo acolhimento humanizado e políticas públicas permanentes de prevenção. A prefeita Carmen Zanotto reforça que o município está atento e comprometido com a promoção de uma cultura de igualdade e segurança, fortalecendo ações que não apenas amparam as mulheres, mas também conscientizam toda a sociedade sobre a intolerância a qualquer forma de violência.
📞 As denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais: Central de Atendimento à Mulher – 180, Polícia Militar – 190, Secretaria Municipal (49) 3019-7454, plantão da Secretaria (49) 98402-9413, além do Disque Direitos Humanos – 100.
Mais do que uma campanha, o Protocolo “Não é Não” representa um passo decisivo para consolidar uma sociedade mais justa, livre de violência e pautada pelo respeito às mulheres.
A Prefeitura de Lages segue investindo na qualificação da saúde pública com a entrega de dois novos Desfibriladores Externos Automáticos (DEA) ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os equipamentos ampliam a capacidade de resposta em casos de parada cardiorrespiratória, aumentando significativamente as chances de sobrevivência dos pacientes.
Os DEA são dispositivos portáteis que analisam automaticamente o ritmo cardíaco e aplicam choque elétrico quando necessário, garantindo mais agilidade, precisão e segurança no atendimento pré-hospitalar. O investimento reforça o compromisso do município com a modernização do Samu, oferecendo melhores condições de trabalho às equipes e mais segurança à população.