Polícia e a Operação Marias

A Operação Marias deflagrada pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (27), visa frear os índices de violência doméstica em Santa Catarina.

A mobilização resultou em 25 prisões, 17 mandados de busca e apreensão e 342 fiscalizações de medidas protetivas, conforme balanço preliminar. Também foram apreendidas armas e munição com suspeitos. A ação segue durante todo o dia.

Pelo menos 350 policiais civis das 30 Delegacias Regionais do estado estão mobilizados. As prisões são preventivas ou de sentença definitiva, determinadas pela Justiça, e motivadas por crimes como violência sexual, estupro de vulnerável, ameaça, descumprimento de medida protetiva e posse irregular de arma de fogo.

Divulgação / Delegacia-Geral da Polícia Civil

Toda a alternativa é válida

Refiro-me à proposta da deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania), para combater a violência contra a mulher. Ela sugere o uso da tecnologia.

Ela está certa. Quanto mais ferramentas, como aplicativos, podem contribuir para reduzir os alarmantes números do feminicídio no país.

A proposição da parlamentar ocorreu durante o seminário realizado, na quinta-feira (27), pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados que debateu as novas tecnologias destinadas à prevenção e ao combate à violência contra a mulher.

O Brasil ocupa 5ª pior posição no ranking mundial de homicídios de mulheres, sendo que 79% dos casos de violência acontecem dentro da própria residência.

Santa Catarina  

Carmen Zanotto falou também sobre o aumento da violência contra a mulher em seu estado, Santa Catarina. Somente em 2019, foram 28 feminicídios.

Fonte e foto: Cidadania

Audiência sobre feminicídio e violência contra as mulheres

Ressalto mais uma vez a boa iniciativa em debater os assuntos feminicídio e violência contra a mulher, através de audiência pública, na Câmara de Vereadores de Lages, na tarde desta quinta-feira (27).

Proponente das audiências a deputada estadual Marlene Fengler (PSD), e ao lado, o prefeito Antonio Ceron

A iniciativa da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, debate o crescimento da violência contra as mulheres em Santa Catarina e planeja estratégias de enfrentamento. Esta é parte de outras seis audiências macrorregionais.

Dados

No Brasil, a cada três mulheres, uma já foi vítima de violência. Em Santa Catarina, só neste ano, até agora, foram registrados 28 feminicídios. Em 2018, foram 35 casos, conforme dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Conforme o Tribunal de Justiça há 41.743 processos em andamento nas comarcas catarinenses envolvendo violência doméstica contra a mulher.

Número que só está abaixo de processos relacionados ao tráfico de drogas. Pelas pesquisas, cerca de 60% dos casos, os agressores são alguém conhecido da vítima. E apesar das campanhas e dos debates, mais da metade, 52% das mulheres se calam.

Informações: Rossani Thomas / Fotos: Deise Ribeiro     

Audiência debate sobre a violência contra mulheres

Um assunto inesgotável. Precisa sim ser debatido inúmeras vezes, até que um dia o objetivo seja alcançado.

Sendo assim, a deputada estadual Marlene Fengler (PSD), estará em Lages nesta próxima quinta-feira (27), para novo debate sobre a violência contra as mulheres e feminicídio, durante audiência pública.

A discussão ocorre na Câmara de Vereadores de Lages, a partir das 14 horas.

Foto: Agência Alesc

Mobilização no combate à violência contra a mulher

Toda e qualquer mobilização ou discussão para debater a violência contra a mulher precisa ser valorizada. Foi exatamente isso que várias entidades proporcionaram nesta última segunda-feira (20), no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de Lages (CDL).

Uma união de forças em busca de soluções para o enfrentamento de um sério problema, e como foi dito, não pode ser tratado como um caso isolado. Só este ano, já se tem registro de  25 feminicídios em Santa Catarina.

O debate sobre o grave tema reuniu profissionais da assistência social, psicólogos, judiciário e entidades com ações ligadas ao combate à violência. Ao menos 30 municípios mandaram representantes para debater medidas que auxiliem no fortalecer da política de direitos das mulheres.

Organizado pelo assistente social da Amures/Cisama, Lauro dos Santos em parceria com a Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação, Federação Catarinense de Municípios – Fecam e Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, o encontro teve como um dos grandes momentos a manifestação do juiz de Direito Alexandre Takashima.

Ele disse que o Conselho de Direitos da Mulher tem de ser eficiente e estratégico para ser mais autônomo em suas decisões e surtir o resultado esperado. “Não se faz assistência social sem dinheiro, mas o conselheiro tem de ter mais autonomia”, disse Takashima.

O objetivo geral

A Roda de Conversa sobre a Política Nacional para as Mulheres, tem o objetivo de incentivar a criação de Conselhos Municipais e combater à violência contra a mulher.

(Informações e fotos: Oneres Lopes)

Ônibus Lilás estará em Lages

A batalha contra a violência que mulheres de todas as classes sociais, etnias ou religião enfrentam continua.

Na próxima semana, de 9 a 11 de abril, Lages receberá o Ônibus Lilás, do Programa Mulher Viver sem Violência, do governo federal, que passará por algumas escolas levando reflexões sobre a prevenção.

Além de atividades recreativas, também serão realizados atendimentos nas áreas da saúde, assistência social, educação, orientações psicossocial e jurídica, roda de conversa, dicas sobre qualificação profissional, encaminhamentos para confecção de documentos, cortes de cabelo e maquiagem, trabalhos com agricultura e meio ambiente.

A iniciativa tem o apoio da prefeitura, através das secretarias municipais de Políticas para a Mulher, Assistência Social e Habitação, Educação, Saúde, Agricultura e Pesca, Serviços Públicos e Meio Ambiente e Balcão Cidadão, além de outros órgãos parceiros, de setores da justiça, segurança pública e entidades filantrópicas.

Programação:

09/04 – 13h30 às 17h30: atividades na Emeb Izidoro Marin, bairro Caroba;

10/04 – 10h: solenidade de abertura no pátio da Secretaria de Políticas para a Mulher, na avenida Presidente Vargas;

11/04 – 13h30 às 17h30: atividades no Ceim Maria Conceição Nunes, no bairro Várzea.

Foto: Arquivo

Dados alarmantes de violência contra a mulher

Numa proposição da vereadora Aida Hoffer (PSD), a Câmara de Lages trabalhou o tema da violência contra a mulher numa audiência pública realizado no Plenário, na noite de quarta-feira (6).

Os números assustam

Somente na 2ª Vara Criminal de Lages, atualmente, estão em análise mais de quatro mil processos, sendo que 1.200 destes estão relacionados à violência doméstica. Diariamente atende uma ou duas prisões em flagrante em audiências de custódia e que existem 30 presos preventivos, que estão sendo processados envolvendo a violência de gênero.

Proteção à mulher

Pelo programa Rede Catarinas de Proteção à Mulher, criado em março de 2018, já foram atendidas mais de 765 visitas preventivas com resultados e realizadas mais de 50 visitas preventivas aos agressores de mulheres.

Plenário da Câmara de Vereadores lotou para a audiência pública

Secretaria para a mulher

Os dados da Secretaria de Políticas para Mulher e Assuntos Comunitários apontam que, desde 2017, já foram atendidas 195 mulheres. Atualmente, 145 famílias recebem acompanhamento psicológico, social ou jurídico, de acordo com os casos.

Entendimento

Sem educação não é possível combater o problema. As diversas falas também reforçaram a importância da participação da família na formação social do ser humano e defenderam que é fundamental o envolvimento de todos para superação do feminicídio. Além disso, reafirmaram que o trabalho em rede no enfrentamento à violência contra a mulher pode ser um mecanismo para tratar do assunto.

Investimento em campanha

A reunião também definiu que é preciso investir mais em campanhas de prevenção e orientação para conscientizar a população acerca da problemática, além de capacitar espaços públicos e privados para que todos os locais sejam locais de acolhimento às mulheres vítimas de violência.

O público que esteve presente espera agora que as ações definidas sejam implementadas

 

 Ligue 180

A Central de Atendimento à Mulher ou Ligue 180 é uma central telefônica que atua como um disque-denúncia. É um programa nacional que recebe denúncias de assédio e violência contra a mulher e as encaminha para os órgãos competentes.

O Ligue 180 funciona 24 horas por dia, de segunda a domingo, inclusive feriados. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer lugar do Brasil. O anonimato é garantido. Através desse serviço também é possível obter orientações sobre serviços da rede de atendimento, direitos da mulher e legislação.

A violência contra mulher atinge a todos e a denúncia pode ser feita por qualquer pessoa. Então, não importa se você conhece ou não a pessoa que está sofrendo violência, ligue 180 e denuncie! Ajude a proteger as mulheres.

Informações e fotos: Ascom Câmara de Vereadores

Reforço no combate à violência contra a mulher

O reforço vem da aprovação do projeto de lei 076/2018, que institui a “Semana de Conscientização e Combate ao Feminicídio e Violência contra a Mulher” e a insere no calendário oficial de eventos do município de Lages.

O movimento é dedicado a ações de conscientização sobre os direitos humanos das mulheres, ao combate do feminicídio e outros tipos de violências contra a mulher.

A proposta prevê que, anualmente, na semana entre 1º e 8 de março, o Poder Público Municipal realize atividades relacionadas a esta lei, tais como palestras, debates, seminários, dentre outros, com o intuito de diminuir atos de negligência, discriminação e/ou qualquer tipo de violência contra a mulher.

De iniciativa da vereadora Aida Hoffer (PSD), o projeto aguarda agora pela sanção ou veto do prefeito Antonio Ceron (PSD).

Informações e foto: Ascom Câmara de Vereadores