Ministro nega irregularidades nas urnas e multa o PL

Confesso que era esperada a reação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, ainda nesta quarta-feira (23), ao negar a apuração de irregularidades em cerca de 280 mil urnas do segundo turno das eleições presidenciais, e ao inverter os papeis.

Não bastasse isso, condenou a coligação do presidente Jair Bolsonaro, composta também pelo Progressistas (PP) e pelo Republicanos, ao pagamento de multa de quase R$ 23 milhões por “litigância de má-fé” – sobe a alegação de que isso acontece, quando a Justiça é provocada de maneira irresponsável. Também determinou o bloqueio imediato do Fundo Partidário do Instituto Voto Legal e a inclusão de Valdemar Costa Neto, mandatário da legenda, e Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, no inquérito 4.874, que apura a existência de milícias digitais que atentam contra o Estado Democrático de Direito.

Por sua vez, em nota, o PL informou que acionou sua assessoria jurídica para analisar a decisão do TSE, e reitera que apenas seguiu o que prevê o artigo 51 da Lei Eleitoral que obriga as legendas a realizar uma fiscalização do processo eleitoral.

Fonte: Jovem Pan – Foto: Assessoria STF

PL deu nova declaração sobre relatório das urnas

Segundo o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, a nova aparição coletiva se deveu a reiterações da mídia dizendo que não há provas no relatório apresentado ontem, 22.

No entanto, Valdemar disse inúmeras vezes que basta haver indícios, previstos em lei, que já justificam o indeferimento liminar, a por isso, a necessidade de verificação extraordinária.

Afirmou que não se discutem as eleições, mas a história do Brasil, e para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) verifique tais indícios, para que não restem dúvidas. O voto tem de ser seguro. 

No tocante ao pedido do ministro Alexandre de Moraes, ou seja, de apresentar em 24 horas as inconsistências também do primeiro turno, o PL protocolou nova sugestão para que se comece a analisar os dados do segundo turno, e, em havendo a comprovação dos indícios, que sejam então estendidas as investigações ao primeiro turno, pois, os dados já constam no relatório.

Resta saber agora qual será o posicionamento do Tribunal. Muito complexo.

Foto: Reprodução de vídeo

PL anuncia oposição ao futuro governo de Lula

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto / Reuters – Foto: Adriano Machado

Não era mesmo esperada outra conduta do Presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao afirmar nesta última terça-feira (8), que o partido fará oposição ao governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva PT). Ele foi categórico ao dizer que o PL não renunciará às suas bandeiras de ideias, opondo-se aos valores comunistas e socialistas.

Disse ainda que o presidente Jair Bolsonaro, derrotado na disputa à reeleição, será convidado para ocupar a presidência de honra do Partido Liberal. No entanto salientou que em pautas pontuais e de interesse do país, poderão ter o apoio do PL, a partir de decisão conjunta. Uma postura que vem ao encontro da defesa dos ideais conservadores.

Outra decisão dita por Costa Neto, é de que o partido deve apoiar a reeleição do atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), caso o congressista apoie um nome do PL para a presidência do Senado. Ao ser questionado se o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro já seria pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) em 2024, Valdemar negou e afirmou que ele será o nome do PL para a corrida presidencial de 2026.

Bancada

Comandado por Costa Neto, o PL saiu fortalecido nas eleições deste ano. Na Câmara dos Deputados, dos 513 assentos, o partido conquistou 99. No Senado, o PL desbancou o MDB, que há mais de três décadas, era o maior partido da Casa, e foi o maior vitorioso nas urnas. Dos 27 senadores eleitos, oito são do PL, enquanto o PT elegeu quatro. (Fonte: Agência Brasil).

Presidente deve assinar hoje a ficha no Partido Liberal

Ao assinar a ficha de filiação ao Partido Liberal (PL), nesta terça-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro chegará à sua nona legenda em seus 33 anos de trajetória política, desde que se elegeu vereador no Rio de Janeiro, em 1988.

O número de siglas pelas quais ele passou equivale ao total de mandatos que acumulou em sua vida.

Por outro lado, Bolsonaro chega ao Partido com a promessa do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de que terá a palavra final sobre as composições da legenda nas disputas estaduais, vetando alianças com partidos de centro-esquerda e esquerda.

Em Santa Catarina, o senador Jorginho Mello (PL), não esconde a satisfação. Como pré-candidato ao governo, dará palanque a Bolsonaro, e passa a gozar do prestígio do Presidente no Estado, o que pode reverter a seu favor no traçado que leva até o Centro Administrativo.

Foto: divulgação