Propaganda eleitoral no rádio e TV chega ao fim nesta quinta

A corrida eleitoral de 2026 entra nesta quinta-feira (1º) em sua reta final. Hoje é o último dia de veiculação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão referente ao primeiro turno das eleições, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Imagem: IA

O horário eleitoral gratuito começou em 28 de agosto e, durante 35 dias, levou aos eleitores as mensagens, propostas e posicionamentos das candidatas e candidatos que disputam os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

O encerramento da propaganda no rádio e na televisão, no entanto, não significa o fim imediato de todas as atividades de campanha. Nesta quinta-feira também termina o prazo para realização de comícios e utilização de aparelhagem de sonorização fixa, entre 8h e 24h. O comício de encerramento poderá avançar até as 2h da madrugada de sexta-feira.

Os debates no rádio e na televisão também têm como prazo final esta quinta-feira, com possibilidade de extensão até as 7h de sexta-feira (2), conforme as regras eleitorais.

Na sexta-feira, ainda permanece permitido um conjunto de formas de propaganda, dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. No sábado (3), véspera da votação, será possível realizar caminhada, carreata, passeata e distribuir material gráfico até as 22h.

A propaganda eleitoral paga na internet e o impulsionamento de novos conteúdos também têm nesta quinta-feira o último dia. Já a propaganda paga na imprensa escrita pode ser divulgada até sexta-feira (2).

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado no domingo, 4 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário oficial de Brasília.

A partir de agora, portanto, a campanha entra nos últimos momentos antes da votação, com candidatos e partidos sujeitos às regras específicas para cada forma de divulgação até o encerramento do período permitido pela legislação eleitoral.

Campanha de Bolsonaro apresenta provas ao TSE

O ministro Alexandre de Moraes havia dado 24 horas para que aliados do presidente apresentassem provas de acusações feitas na segunda-feira (24), sobre as denúncias de que algumas rádios estariam priorizando inserções do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em detrimento às do atual presidente.

Sendo assim, a coordenação da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) encaminhou, no início da noite desta terça-feira (25), os relatórios ao TSE, contendo mais informações sobre a denúncia.

Mediante as comprovações, a campanha pediu que o TSE determine a suspensão da propaganda de rádio da coligação de Lula em todo o país.

Alexandre de Moraes, na segunda, afirmou que se a ação protocolada não tivesse as provas das acusações, a campanha de Bolsonaro poderia ser responsabilizada por suposto ato com o intuito de tumultuar o processo eleitoral. Resta agora saber qual a providência a ser tomada.

Escândalo está posto!

Em resumo, há muita tensão envolvendo as eleições brasileiras. O escândalo está posto, a partir da exoneração do cargo, de um servidor Alexandre Gomes Machado, que era o responsável pelo recebimento dos arquivos com as peças publicitárias e a disponibilização no sistema eletrônico do TSE, para que fossem baixadas pelas emissoras de rádio e TV. A informação foi revela e publicada primeiramente pelo site O Antagonista, nesta quarta-feira (26).

Foto: TSE divulgação

Apenas registrando

Impressionante o quanto lojas e supermercados devem perder dinheiro com as mídias impressas, essas que o colocam presas entre as grades com ofertas.

Quase todos os dias tem um panfleto diferente. Aliás, vários. São raros os que colocam apenas um desses panfletos comerciais.

Só de uma empresa chamada Ecoville Brasil, havia 10 panfletos com ofertas de verão. Todos iguais, quando apenas um seria o suficiente.