Bolsonaro é preso pela Polícia Federal neste sábado

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso de forma preventiva neste sábado, 22 de novembro de 2025, em Brasília. A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde permanece custodiado em sala especial destinada a ex-presidentes. A decisão ocorre após pedido da Polícia Federal e foi cumprida pela manhã.

A defesa já havia solicitado prisão domiciliar humanitária, alegando problemas de saúde, mas o pedido foi negado pelo STF.

Prisão para os fraudadores do INSS

A decisão da CPMI do INSS de aprovar, por unanimidade, o pedido de prisão preventiva de 21 envolvidos em fraudes contra aposentados é um sopro de esperança em meio à descrença na justiça brasileira. Nomes graúdos — ex-presidentes, ex-diretores, lobistas e empresários — aparecem no rol dos acusados, mas até agora ninguém foi preso, nenhum bem bloqueado, nenhuma resposta firme dada ao país.

Depois de ouvir advogado Eli Cohen, parlamentares aprovaram requerimento apresentado pelo relator que sugere a prisão de 21 nomes investigados pela Polícia Federal Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente da comissão, senador Carlos Viana, foi direto: “A Polícia Federal já apontou quem são, como roubaram e para onde foi o dinheiro. E não temos ninguém preso até hoje. Isso é de uma impunidade vergonhosa”. Ele tem razão. O que se viu foi o saque institucionalizado das aposentadorias, deixando idosos vulneráveis como alvo de um esquema perverso.

A prisão preventiva, defendida pelo relator Alfredo Gaspar, não é apenas medida jurídica, mas um recado claro: quem rouba aposentados não pode seguir solto, rindo da cara da lei. Manter esses acusados em liberdade significa permitir que provas se percam, testemunhas sejam pressionadas e que o crime continue a ser reproduzido em novos disfarces.

Há ainda a gravidade de denúncias envolvendo parlamentares que, segundo a Polícia Federal, recebiam “mesadas” das instituições que orquestraram os golpes. Se isso for confirmado, o escândalo ganha contornos ainda mais revoltantes.

Por isso, a decisão da CPMI deve ser aplaudida. É o Congresso cumprindo seu papel de fiscalizar e apontar os culpados. Agora, cabe ao Supremo Tribunal Federal corresponder à expectativa da sociedade e mostrar que a lei é igual para todos. Se há provas fartas, que se decrete a prisão preventiva e se devolva à população, especialmente aos aposentados, a confiança de que o crime não compensa.

Bolsonaro: o dia em que a prisão se torna possível

Nesta terça-feira, 22 de julho de 2025, o Brasil acompanha, com olhos atentos e nervos à flor da pele, o avanço do cerco judicial em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro. O risco de sua prisão, antes considerado improvável por muitos, tornou-se um cenário concreto— e a responsabilidade por isso não é exclusiva do Judiciário, mas também do próprio Bolsonaro, que insiste em desafiar os limites impostos a ele.

Ex-presidente Jair Bolsonaro / Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O risco de prisão de Jair Bolsonaro, neste 22 de julho, é real e imediato. Após descumprir medidas judiciais — como dar entrevistas que circularam nas redes — o ex-presidente afronta diretamente o STF, que agora pode decretar sua prisão preventiva.

Mais que um embate pessoal com o ministro Alexandre de Moraes, trata-se de um teste às instituições: permitir a impunidade seria ceder ao autoritarismo. Se a lei vale para todos, ela precisa ser cumprida — inclusive por quem já ocupou o cargo mais alto da República.

Procuradoria-Geral da União (PGR), pede prisão de Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus por envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Isso ocorreu minutos antes do limite do prazo — 23h59 desta segunda-feira (14).

O julgamento final poderá ocorrer em setembro e condenar Bolsonaro à prisão / Foto: Carolina Antunes/PR

Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, Bolsonaro teria liderado uma organização criminosa armada com o objetivo de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e manter-se no poder.

A denúncia inclui crimes como: Organização criminosa armada, Tentativa de golpe de Estado, Dano qualificado ao patrimônio público e Deterioração de patrimônio tombado. O julgamento está previsto para ocorrer em setembro, após o prazo de 15 dias para as defesas apresentarem suas alegações finais.

Caso condenado por todos os crimes, Bolsonaro pode pegar até 43 anos de prisão, embora o tempo máximo de cumprimento no Brasil seja de 40 anos.

Justiça determina soltura do prefeito Salvaro, de Criciúma

O prefeito que estava detido preventivamente em razão da Operação Caronte, teve, juntamente com os demais servidores municipais e empresários envolvidos, a prisão revogada por determinação da Justiça. A Operação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina, investiga possível esquema de fraude em licitações e corrupção no serviço funerário de Criciúma.

A soltura foi em decisão tomada pela desembargadora Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer. Mesmo diante da gravidade das acusações, houve o reconhecimento de parte dela, de que não havia mais motivos para manter presos o prefeito e nem os demais investigados.

Medidas cautelares

No entanto, o prefeito Clésio Salvaro e todos os denunciados que estavam presos, vão ter que se submeter a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, por, pelo menos 90 dias, e também se manter afastados do serviço público por outros 120 dias.

Outra recomendação requer a proibição de qualquer contato com as pessoas envolvidas no processo. Isso também se subentende, de que não poderá participar da campanha política do seu sucessor, uma vez que também está vetado o uso das redes sociais, além de não poder conceder entrevistas. Seja como for, as investigações terão prosseguimento, porém, com os réus em liberdade.

Foto: Ascom PMC

SC envia equipe de bombeiros para combate às queimadas

Como se vê, o Governo de Santa Catarina tem sido solidário e destina ajuda por meio do Corpo de Bombeiros Militar. Esta semana enviou uma nova equipe de bombeiros para auxiliar no combate aos incêndios florestais. Desta vez eles vão ao Mato Grosso (MT).

Ato marcou a saída da equipe em direção ao MT foi realizado no Centro de Ensino Bombeiro Militar, na manhã desta segunda-feira, 23.

A medida reforça o compromisso do Estado em atuar de forma solidária com as regiões afetadas por desastres naturais. O novo grupo é composto por 20 bombeiros militares especializados em ações de combate a incêndios florestais e resgate.

Eles ficarão 30 dias, como parte da missão da Força Nacional. Equipados com oito veículos e materiais de última geração, os profissionais estarão mobilizados em áreas críticas onde as chamas consomem a vegetação. E equipe fará parte da Força Nacional que atua no combate às chamas dos incêndios florestais que acometem diversas regiões do país.

Enquanto isso, na Câmara dos Deputados e no Governo Federal…

Vem da Câmara dos Deputados a informação de que está em discussão a liberação de recursos orçamentários de enfrentamento às mudanças climáticas, e penas mais rigorosas para incêndios florestais criminosos, além da valorização dos brigadistas e ações emergenciais para a saúde da população. Demorou. Estas questões elencadas integram a mobilização dos deputados diante da atual seca histórica e das queimadas descontroladas.

Deputados se mobilizam para aprovar projeto que aumenta a pena para incêndios criminosos / Foto: Jader Souza/AL Roraima/Agência Brasil

O deputado Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) detalhou projeto de lei (PL 3645/24) que ele acaba de apresentar para aumentar a pena nos casos de queimadas. Segundo o deputado, não é possível que o Parlamento brasileiro não trate desse tema. “Portanto, estamos aumentando a pena de seis até dez anos, que é uma pena mais severa”, disse.

Sanções mais duras

O Governo Federal baixou o Decreto nº 12.189, que endurece as sanções a pessoas que provocarem incêndios ilegais no país. Publicada em edição extra no Diário Oficial da União na sexta-feira, 20, a norma institui novas multas por infrações envolvendo incêndios.

O início de queimadas em florestas ou outras vegetações nativas terá penalidade de R$ 10 mil por hectare ou fração; já em florestas cultivadas, de R$ 5 mil. Essas sanções não existiam e se somam ao conjunto de outras medidas que visam desincentivar e coibir os incêndios criminosos.

“Prisão a quem consumir drogas nas ruas”, afirma João Rodrigues

O prefeito de Chapecó ganhou atenção redobrada esta semana ao afirmar durante uma entrevista numa rádio local, de que não vai multar o sujeito que fuma maconha, e sim prender. O assunto avançou quando ele relatou o fato de que quando esteve na praia surgiram as notícias de que Balneário Camboriú havia criado uma lei municipal para multar os consumidores de drogas..

Prefeito João Rodrigues tem tomado atitudes diferenciadas em Chapecó / Foto: Facebook

Em Chapecó uma lei similar também tramita na Câmara de Vereadores. Ao ser questionado sobre o que acha a respeito, João Rodrigues disse que não concorda e não vai fazer isso. Segundo ele tem que prender, e tratar como crime conforme a lei.

Pois, quem está fumando na rua não é rico, e sim pessoas que nada tem, que roubam para manter o vício. Sendo assim, afirmou em alto e bom som que qualquer pessoa que for pega consumindo drogas em via pública será presa, mas, com a opção de ser internada e se tratar.

Outro dia citou que está quase pronto um novo albergue para ajudar no tratamento de pessoas com algum tipo de dependência química. Um lugar em que as pessoas que queiram ficar voluntariamente, poderão morar e trabalhar em afazeres simples, como por exemplo, cuidar da horta, entre outras coisas, até a reabilitação completa.

O prefeito João Rodrigues se notabilizou por ter implantado no município a internação involuntária de dependentes químicos.

Operação Mensageiro: Ponticelli deixa a prisão

O resultado de ações judiciais começa a aparecer com a soltura de alguns dos supostos envolvidos na ação desencadeada na Operação mensageiro, e que investiga a suspeita de fraude em licitação e corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e distribuição de lixo em algumas cidades de Santa Catarina. Uma verdadeira batalha judicial vem se desenrolando desde então.

Nesta quinta-feira (30), o prefeito de tubarão foi solto da prisão, embora com medidas restritivas, com uso de tornozeleira eletrônica. Juares Ponticelli havia sido detido na terceira fase da Operação. Também solto o funcionário da Prefeitura, Darlan da Silva. Entre as medidas cautelares, o uso da tornozeleira e a ordem expressa de não se aproximar da Prefeitura.

Foto: Divulgação