Presidência da Alesc: em busca de um nome de consenso

O assunto é repetitivo. Porém, pertinente. A eleição da Mesa Diretora e do presidente segue sem definição, mesmo diante da importância política que a situação se reveste. É por esta razão que o tema requer análise constante.

No dia 1º de fevereiro, os deputados serão empossados para um novo período legislativo, e neste mesmo dia, são obrigados a compor a Mesa Diretora. O cargo de presidente é bastante cobiçado. T

anto, que mexe com os interesses do próprio governo, que já adiantou apoio a José Milton Scheffer (PP). De outro lado, Mauro De Nadal (MDB), costura o suporte das demais bancadas para voltar ocupar a maior cadeira da Alesc.

Há quem sustente a necessidade de um nome de consenso; de alguém que possa aglutinar os interesses da Casa e do próprio governador. Diante dessa premissa, os 11 deputados do Partido Liberal e o governador Jorginho Mello se reúnem nesta quarta-feira (24), para discutir a questão.

Deputado Julio Garcia / Foto: Bruno Collaço / Agência Alesc

Surge a possibilidade de um terceiro nome, o do deputado Júlio Garcia (PSD), que pode quebrar a indefinição. Julio não tem desgaste interno, e conta com ótimo trânsito. Quem sabe seja a saída para a unificação interna e possa assim colocar um ponto final num desgaste que vem se acentuando nos bastidores da política. Eis uma possibilidade, apenas.

Ivan Naatz defende nome de consenso para presidir a Alesc

Em férias e longe do Brasil, o deputado Ivan Naatz (PL), líder da bancada do Partido Liberal na Assembleia Legislativa, se manifestou a respeito das conversas em torno da disputa da presidência e da mesa diretora do parlamento catarinense.

Foto: Deputado Ivan Naatz, líder da bancada do PL na Alesc. (Divulgação).

Naatz defende que seja outro nome, que tenha consenso, que aglutine, que agrade a maioria, caso os deputados José Milton Scheffer (PP) e Mauro De Nadal (MDB) não conseguirem maioria prévia. Tem lógica. O deputado afirma que tem mantido contato com o governador Jorginho Mello (PL), dizendo ser a melhor alternativa para a Casa. A escolha do presidente acontece no dia 1º de fevereiro.

Por outro lado, seguem as conversações para o complemento do secretariado do novo governo, com a manutenção do foco da governabilidade, e por isso, a necessidade, talvez, do consenso na Alesc. Zé Milton e De Nadal precisam da maioria mínima de 21 votos dos 40 deputados. A disputa entre os dois se acirrou quando a bancada do PL sinalizou apoio ao progressista.

Aproximação do MDB com Jorginho Mello

O assunto da escolha da presidência da Alesc, e do nome apontado pela preferência de Jorginho Mello (PL), o do deputado José Milton Scheffer (PP) está em alta. A questão anda quente em meio às conversas de bastidores. O governador tem trabalhado para ter ao lado dele o MDB, que fora seu adversário no pleito, na condição de vice, de Carlos Moisés.

Deputado Jerry Comper aparece como sendo um dos possíveis indicados à Infraestrutura / Foto: Portal MDB)

Porém, em nome da harmonia e da governabilidade a segunda maior bancada da Alesc poderá assumir mais uma pasta, além da Agricultura, que já conta com Valdir Colatto. Está em jogo a Secretaria de Infraestrutura, que conta com a indicação do deputado Jerry Comper. Só depende dele. Isso tem balançado o meio emedebista.

Lembro a recente conversa que tive com o presidente da Alesc, Moacir Sopelsa (MDB), em Lages, quando me falou que o MDB precisa ser reconstruído. Para tanto, também precisa ceder e se aglutinar. E, estar no primeiro escalão do Governo é a melhor forma de se fortalecer. Caso contrário, poderá virar oposição simplesmente, e buscar um poder forçado, via plenário, apenas. Sim. Não é interessante a condição. 

Por fim, se for para presidir a Assembleia, o MDB está forte. Conta com o favorecimento interno de outras bancadas. Jorginho Mello e o representantes do Partido estão por conversar nesta quinta-feira (12). Foto: Site do MDB).

Embaraços no apoio do PL a Zé Milton para presidir a Alesc

O governador eleito tem dito que pensa na governabilidade, ao se inserir no processo de escolha do presidente da Assembleia Legislativa. No entanto, ao hipotecar apoio ao nome do progressista José Milton Scheffer (foto) poderá ter criado um problema. A conta inicial é a de que terá três deputados do PP e mais 11 do PL, somando 14.

Deputado José MIlton Scheffer pode não ter sido a melhor escolha do PL e de Jorginho Mello para apoiar à Presidência da Alesc / Foto: Fábio Queiroz

No meu pensamento, o ajuste teria de ser com o MDB, que tem a segunda maior bancada, com seis deputados. Pesa o fato de que Mauro De Nadal (MDB) está na disputa da presidência também, e pode ter no contexto geral a maior soma de votos.

A não ser que haja alguma outra disposição envolvendo o próprio MDB, que já conta com gente da sigla na lista de secretários, caso do ex-deputado federal Valdir Colatto escalado para a Agricultura. Vai saber.

Nos bastidores, outros blocos já mostraram articulação. Portanto, a postura do governador eleito em dar sustentação a um nome, cuja bancada tem apenas três cadeiras, gera dúvidas ao sucesso de seu projeto de governabilidade.

Seria oportuno o próprio Jorginho vir a público e dizer qual a estratégia. Seja como for, o modus operandi de Jorginho, nos deixa repletos de dúvidas quanto à aspiração dos seus objetivos, no tocante à titularidade maior da Mesa Diretora, da Alesc. 

Sopelsa: “O MDB caminhou muito mal nos últimos anos”

O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), Moacir Sopelsa (MDB), está participando em Lages da 2ª Exposição Sul Brasileira de Ovinos e da 3ª Exposição Nacional dos Ovinos Naturalmente Coloridos. Ele o irmão Victor, são criadores e expositores. Tive a oportunidade de entrevistá-lo, e saber dele algo mais envolvendo o MDB e o futuro na vida política. Confira a entrevista completa:

PC – Daqui para frente, o que o Sr. pensa em fazer após o fim do período como deputado?

MS – Bem, tenho até 31 de janeiro, quando concluo meu mandato. Depois vou curtir um pouco a minha família, e minha neta. Foram 40 anos de vida pública, sempre envolvido com eleições, com mandatos. Desde o vereador e prefeito em Concórdia; depois seis mandatos de deputado. Chega um momento em que você também precisa pensar um pouco na tua qualidade de vida e na família, né? Eu não vi minhas filhas crescerem. Hoje, elas têm o que fazer. Têm faculdade, cada uma tem o seu trabalho. Sempre quem cuidou mais delas foi a Valentina, a minha esposa.

PC – Vai ser assim, parar com tudo no meio político?

MS – Não. Claro que não pretendo ir para casa e vestir o pijama. Se eu puder vou seguir ajudando. Na assembleia, eu tenho um relacionamento muito grande com os 40 deputados que estão lá. E não vai ser diferente com os 16 que vão chegar, embora eu não tenha mandato, mas é sempre alguma coisa, a gente vai ter oportunidade de contribuir. Fora isso eu também quero estar perto das minhas atividades. Tenho amor muito grande pela criação. Tenho alguma coisa de ovinos e bovinos. Claro que só uma pequena escala em uma pequena propriedade, e sempre terei trabalho junto com o Víctor, meu irmão. E vou estar sempre à disposição para poder continuar com o meu trabalho em um lugar ou outro. Vou pensar em viver.

PC – No campo político há necessidade de uma reconstrução no Partido. Como deve ser?

MS – Para a construção precisa ser observado aquele que deve ser o governador a partir do próximo domingo. E, as pesquisas indicam um grande favoritismo para o senador Jorginho Mello. Então, com o governo, a reconstrução vai depender de como vão ser feitas também as composições. E vamos saber qual o interesse, e se o governo será compartilhado com o MDB.

PC – E nessas costuras com o novo Governo o senhor poderá estar presente, quem sabe ocupando um cargo?

MS – Não, não. Eu penso que o MDB, se for convidado pelo governador, que se eleger no domingo, vai precisar se definir. A bancada estadual e o partido devem pensar em ter um projeto dentro do governo. Por outro lado, entendo que o governo vai ser entregue para o futuro governador, em ótimas condições. Eu não tenho nenhuma dúvida disso, o pude participar. Será um governo com possibilidade de fazer bons investimentos. Tanto um quanto o outro candidato, tem experiência política e administrativa, e com possibilidade de fazer um bom mandato. O MDB se participar do governo, vai ter que ver qual é o espaço. Precisa ver qual o entendimento; precisa ter o convite do governador. Por enquanto, não há nada definido de convite, nem de um e nem do outro, embora a executiva do MDB tenha declarado apoio aberto ao senador Jorginho Mello. Até agora não se falou em Secretaria, e nem tenho essa pretensão. Mas se eu puder contribuir, assim será.

PC – E o Partido, o MDB, como o senhor pretende ajudar numa reconstrução a partir de agora?

MS – O MDB caminhou muito mal nos últimos dois anos. Não soube construir uma proposta desde a eleição de quatro anos atrás, quando o PMDB não foi para o segundo turno. Não se conscientizou de que, pela primeira vez da história das eleições que o MDB teve candidato a gente podia até podia ter perdido a eleição no primeiro turno. Mas, quando houve dois turnos, o MDB sempre estava no segundo. Faltou mais trabalho. Nós caminhamos mal. E quando se decidiu em fazer a prévia para escolher candidatos, essa prévia, em vez de somar, ela dividiu ainda mais o nosso partido. Nós perdemos companheiros, como o senador Dário Berger. Não é pouca coisa, é um senador. Perdemos companheiro, como o ex-deputado federal Valdir Colatto, e tantos outros. É muita gente. Acabou.

PC – E o caminho que se decidiu, ou seja, compor com o governador Carlos Moisés?

MS – Quando se decidiu na convenção que nós estaríamos juntos com o governador Carlos Moisés, aqui há de se fazer justiça, e dizer que governador, Carlos Moisés sempre nos tratou bem, e colocou o MDB no ponto mais alto da administração dele. Tratou as bancadas e os deputados federais com recursos destinados aos municípios como nunca se viu. E depois da convenção continuou a divisão do partido. Uma parte apoiou, outra não.

PC – Essa foi uma das razões da derrota de Carlos Moisés no pleito?

MS – Olha é uma das questões dentre tantas outras que levaram a nossa coligação não ir para o segundo turno. Não passamos de 17%. O nosso candidato ao senado fez menos de 400 mil votos. A nossa bancada estadual, embora tenha elegidos seis deputados, não passou de 500 mil votos. O MDB, de Curitibanos ao Grande Oeste na fronteira com a Argentina, ficou com dois deputados, um estadual e um federal. Então, nós temos que repensar o nosso partido. Não temos representação no Planalto Serrano, não temos no Planalto Norte, no Vale do Itajaí, não temos em Florianópolis. Ficamos com dois deputados estaduais no Sul do Estado.

PC – E a eleição de domingo também para Presidente da República, o que deve influenciar?

MS – Acho que nesta eleição deve definir o que deverá ser feito a partir do ano que vem com o MDB. Existem conversações de fazer fusões entre muitos partidos. Pois, se você for ver, em Santa Catarina, o Esperidião Amin não conseguiu eleger a esposa e nem o filho; não fez nenhum deputado federal. A família Bornhausen também, não elegeu o filho. O MDB não elegeu senador. Enfim, a gente viu que os partidos ficaram nanicos. O PSDB, em Santa Catarina ficou somente com dois deputados estaduais. Então é preciso pensar na fusão, e independente de quem ganhar a eleição no Brasil, vão haver fusões e federações. Oportunidade para você poder ver um novo caminho do nosso e de outros partidos, sem impedimentos. Daqui a pouco, se der certo, aumentam as bancadas estadual e federal.

PC – E sobre a candidata do MDB a Presidente?

MS – Acho que a nossa candidata a Presidente da República fez uma boa eleição, foi a terceira mais votada. A posição dela de agora tem de ser respeitada, mas está se vendo que está se tornando uma líder. Dos candidatos a presidente que foram derrotados, ela será a grande líder do MDB e ajudar na nossa renovação, na mudança que temos que fazer politicamente dentro do País.

PC – E qual a sua avaliação quanto às composições dentro da Assembleia Legislativa para a formação da Mesa Diretora?

MS – Na Assembleia sempre houve o entendimento, especialmente depois da mudança em se fazer a eleição da Mesa Diretora com o voto aberto. Sempre se fez uma composição democrática, que tenha a participação de todos os que querem compor. Na Assembleia não há o privilégio de eleger como Presidente o mais votado, nem o menos votado. Se estiver eleito e diplomado, os 40 têm o mesmo direito, e todos gostariam de ser o presidente, disso, não tenho dúvida. Será feito mais uma vez um entendimento. Acho também, que o Governador eleito precisará ter dentro da Assembleia a base de sustentação política. Eu que sempre tive mandato de vários governadores, sempre defendi que em projetos bons, devo estar junto. Ser oposição só por ser oposição nunca foi o meu estilo, e recomendo que as pessoas tenham este sentimento. E dos nomes que estão sendo cogitados para presidente, aquele que tiver condições de fazer 21 votos, ele vai fazer os 40. E o MDB está tentando fazer o trabalho de composição, mas respeitando as demais candidaturas postas. Por fim, para o Governo, o MDB se for convidado, ele deve contribuir, caso contrário, vamos fazer nosso trabalho, com oposição inteligente.

Ouça a entrevista na íntegra:

Por Paulo Chagas

Maurício Eskudlark assume a presidência da Alesc

Sem muito alarde, em ato, realizado na manhã de sábado (3) no Palácio Barriga Verde, em Florianópolis, por volta das 9 horas, ocorreu a posse do deputado Maurício Eskudlark (PL) como presidente em exercício da Assembleia Legislativa.

Ele permanecerá no cargo em substituição ao deputado Moacir Sopelsa (MDB), que deixou a presidência para conduzir o governo do Estado.

A solenidade aconteceu no Plenário Deputado Osni Régis e reuniu representantes de poderes e órgãos públicos, lideranças políticas, amigos e familiares dos dois deputados.

Eskudlark, que até então ocupava a 1º vice-presidência da Casa, exercerá a presidência por 30 dias, mesmo período em que Sopelsa deve ocupar a chefia do Executivo estadual.

Sobre a condução dos trabalhos na Alesc, ele afirmou que pretende dar continuidade à linha adotada por Sopelsa, buscando conferir agilidade na votação dos projetos, enxugando gastos, e transformando os recursos públicos em benefícios e qualidade de vida para a população catarinense.

Foto Vicente Schmitt/Agência AL

Alesc retorna aos trabalhos e elege novo presidente

A primeira providência na retomada das sessões ordinárias da Assembleia Legislativa, na tarde desta quarta-feira (02) foi a de eleger o novo chefe da Casa. O deputado Moacir Sopelsa (MDB) foi eleito Presidente. Já o deputado Maurício Eskudlark (PL) foi eleito o 1º vice-presidente.

O deputado lageano, Marcius Machado também concorreu ao cargo de 1º vice, obtendo apenas 7 votos a seu favor.

Foto: Bruno Collaço / Agência AL

Por outro lado, ainda sobre Sopelsa, vale dizer que ele é um dos deputados mais experientes do Parlamento estadual, com seis legislaturas consecutivas.

Natural de Concórdia, no Oeste, é agropecuarista e atuou como dirigente de entidades representativas do setor e foi secretário de Estado da Agricultura por duas ocasiões.

O parlamentar tornou-se o 51º presidente da Alesc na era republicana, com mandato até 31 de janeiro de 2023.

Alesc tem nova Mesa Diretora com Mauro de Nadal presidente

Diferente de outros anos a Assembleia Legislativa de Santa Catarina teve uma eleição tranquila na abertura dos trabalhos nesta segunda-feira, 01 de fevereiro. O deputado Mauro de Nadal (MDB) é o novo presidente.

Mauro de Nadal eleito Presidente da Alesc -Foto: Rodolfo Espínola / AgênciaAL)

Portanto, com 39 votos a favor da chapa única e 1 ausência estão eleitos o presidente, vice-presidente e demais membros da mesa ficando assim:

Presidente – Mauro de Nadal (MDB)

1º vice-presidente – Nilson Berlanda (PL)

2º vice-presidente – Kennedy Nunes (PSD)

1º secretário – Ricardo Alba (PSL)

2º secretário – Rodrigo Minotto (PDT)

3º secretário – Padre Pedro Baldissera (PT)

4º secretário – Laércio Schuster (PSB)

Em declaração o presidente eleito da ALESC agradeceu o apoio de todos os deputados e disse que estará sempre de portas abertas e que a ordem sempre será de harmonia.

Em Seguida o vice-presidente eleito, Dep. Nilson Berlanda, agradeceu aos companheiros de partido e aos demais deputados pela honra e confiança que lhe foi dada. Dizendo ainda que intensificará a atenção a todo Estado, em especial ao Planalto Catarinense, pela proximidade da sua cidade, Curitibanos.

Marcius Machado

Foto: Roberto Azevedo

Marcius estava no páreo da vice-presidência, abonado, inclusive, pelo senador Jorginho Mello. Mas, para evitar maiores problemas ele aceitou ficar com a primeira vice-presidência da Assembleia em 2022, abrindo mão ao colega de bancada, Nilso Berlanda.