Ação de combate à pesca predatória no Salto Caveiras

A intenção é combater a pesca predatória que acontece na represa do Salto Caveiras e também para conscientizar a população sobre a preservação do lago e suas espécies, um grupo de amigos pescadores vai realizar uma ação neste sábado (11 de dezembro).

Uma das ideias é a soltura de alevinos no Recanto do Baú, localidade de Ilhota, no Distrito do Salto Caveiras, a partir das 10h.

A ação faz parte do projeto Tio Cesar Bairros, que conta com o apoio da Prefeitura de Lages, por meio da Secretaria de Agricultura e Pesca.

Tem como finalidade repovoar o Rio Caveiras e chamar a atenção da comunidade e das autoridades sobre a pesca predatória que acontece em toda extensão do rio. “

O projeto teve início no ano passado e já foram realizadas duas ações, sendo a terceira nesta final de semana.

O grupo conta com mais de 80 integrantes de todo o Estado, cidades como Blumenau, Rio do Sul e do litoral como Porto Belo. Já foram soltos cerca de 1.600 alevinos de traíras e 250 de jundiás. A previsão nesta próxima ação é ter a mesma quantidade de peixes soltos. Méritos!

Fotos: Divulgação

Javalis seguem preocupando produtores em SC

A proliferação de javalis (Sus scrofa), listados entre as 100 “piores” espécies exóticas invasoras do mundo pela União Internacional de Conservação da Natureza (GISD, 2010), é uma preocupação recorrente dos produtores rurais em Santa Catarina.

Javalis (Sus scrofa), estão listados entre as 100 “piores” espécies exóticas invasoras do mundo.

Neste ano, as regiões da Serra e Meio Oeste concentram os principais relatos de prejuízos do setor agrícola, de acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC). Não há estimativas oficiais, mas, calcula-se que circulam 8 mil animais em território catarinense.

Lavouras afetadas

A agricultura e a pecuária estão entre os segmentos mais afetados pela disseminação e crescimento populacional dos javalis. Na agricultura, o impacto mais significativo é por predação de lavouras, resultando em prejuízos econômicos significativos, especialmente em culturas de milho, soja e pastagens.

Ameaça

Na pecuária, especialmente a suinocultura, os javalis representam uma ameaça sanitária, pois a condição desses animais é desconhecida. Por serem populações de vida livre, compartilham habitat e estabelecem formas de contato com diferentes espécies animais, expondo-se à transmissão de doenças infecciosas.

Os javalis são um caos para a agricultura e pecuária, além dos campos nativos. Eles destroem as produções e causam insegurança sanitária. A situação no Estado é preocupante, porque a procriação destes animais é muito rápida, o que exige medidas na mesma velocidade para não deixar a situação fugir do controle.

Caça

O comandante da Polícia Militar Ambiental de Lages, Marco Antônio Marafon Júnior, destaca que o Estado possui Controladores Atiradores Caçadores (CAC) habilitados pelo IBAMA para caça dos animais.

São clubes de tiro e pessoas físicas com registro de posse de armas e autorizadas pelos órgãos ambientais para fazer o abate dos javalis nas propriedades. No entanto, além da habilitação que pode ser feita pela internet junto ao IBAMA e presencialmente nas Polícias Ambientais, os “caçadores” também precisam da autorização dos produtores para entrarem nas propriedades.

O comandante explica que os animais abatidos devem ser enterrados nas propriedades e a orientação dos órgãos ambientais é para que não sejam consumidos, pela insegurança sanitária.

Soltura de animais silvestres: a natureza agradece

Sempre ativo e atento, o 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, realizou nesta sexta-feira, 08, a soltura de duas aves silvestres no interior do município de Lages – SC.

A guarnição esteve no Centro de Ciências Veterinárias, onde recebeu do Grupo de Estudo de Animais Selvagens – GEAS, duas aves silvestres nativas para realizar a soltura.

As aves são conhecidas popularmente por “Tucano do bico verde” e puderam retornar ao seu habitat natural.

No CAV, uma das aves com suspeita de atropelamento, com fratura em fêmur, radio e ulna e, após o tratamento, se recuperou e voltou a atividade plena de vôo.

A outra ave foi encontrada no pátio de uma residência, estava bem, apenas não voava. Após treinos de vôo a ave voltou a desempenhar a função.

Fotos: Guarnição PMA Cb PM Antunes e Sd PM Priscila

Polícia Ambiental de olho na aplicação de agrotóxicos

Esta semana a Polícia Ambiental de Lages em conjunto com a CIDASC esteve no interior de São Joaquim fiscalizando a aplicação de agrotóxicos nos pomares de maçã. Isso foi na quarta-feira (30).

O trabalho ocorreu nas localidades de Estância do Meio e Três Pedrinhas.  Além da fiscalização os produtores também foram orientados sobre o descarte das embalagens dos produtos.

Por fim, a verificação de que os produtores estavam fazendo a utilização correta dos produtos. Mesmo assim foram advertidos e outros notificados para que façam o uso correto dos agrotóxicos, armazenamento, local de aquisição do agrotóxico, emissão de nota fiscal, receituário e a utilização de equipamentos de segurança.

Informações e foto: PMA

Cheias e alagamentos: Lages a caminho de uma solução

A cada chuva forte em Lages, parte da população se preocupa, sem saber qual vai ser a extensão da aguaria.

Evitar estes problemas tem sido a preocupação da cidade. Nesta quinta-feira (24), o vereador Gerson dos Santos apresentou na Câmara de Vereadores um levantamento técnico e dados científicos para prevenir as enchentes em Lages.

O trabalho foi desenvolvido pelo Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com o apoio da Defesa Civil de Lages, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar Ambiental.

Alternativas

A partir do que foi feito, podem ser tomadas as decisões no âmbito da gestão municipal. De prático, as soluções apresentadas envolvem a construção de uma barragem próxima à BR-116, entre Lages e Painel; a implantação de um túnel extravasor que corta um “cotovelo” ente a chácara Asa Verde até o local de emboque dos rios, atrás do Morro Grande; e ainda a adoção de cinco diques de contenção.

Pelo que foi dito, não necessariamente todas as medidas devam ser adotadas pela municipalidade, mas os diferentes modelos podem reduzir em até 30% o impacto das enchentes, além de garantir um dia a mais de prazo para a gestão de crise à Defesa Civil de Lages.

Custos

O custo estimado para a construção da barragem seria em torno de R$ 70 milhões e para o túnel aproximadamente R$ 30 milhões.

Acho que….

O prefeito Antonio Ceron sempre tem dito de que Lages não pode mais ficar ouvido os “achismos”, e que realmente era preciso um estudo aprofundado sobre o tema.

Agora tem em mãos medidas de controle para amenizar ou conter as cheias no Município.

Fotos; Nilton Wolff

Sobre a proliferação de javalis em Santa Catarina

O javali tornou-se um tormento para os produtores rurais de todo o Estado porque destrói as plantações e ameaça a vida das pessoas que trabalham na área rural.

Atendendo apelo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), o governo do Estado regulamentou a caça, a captura e o abate desses animais em território barriga-verde.

O trabalho para o controle populacional e a prevenção desses animais se estende por todas as regiões.

A exemplo do que já se propôs na Região Serrana, no Oeste do Estado, a FAESC, o Sindicato Rural de Chapecó e a Polícia Militar Ambiental (PMA) lançaram um projeto piloto no último sábado (14), na comunidade de Rodeio do Herval, no distrito de Marechal Bormann, em Chapecó. São parceiros da iniciativa a Cidasc, ICasa, Aurora Alimentos, Cooperalfa, Sindicarne, Epagri e Embrapa.

O comandante da PMA, coronel Adair Alexandre Pimentel, que já comandou a PMA de Lages, frisou que será realizado um mapeamento dos animais para que possa ser mensurada a quantidade de javalis na região e o controle dos mesmos.

A partir do mapeamento das ocorrências, a PMA fará a ponte entre o produtor e os controladores autorizados, para que possam ir até a propriedade e abater o javali, com pessoas autorizadas.

Armadilhas

O comandante explicou, ainda, que os produtores também estão autorizados a utilizarem armadilhas, que têm um padrão específico e seguem protocolo de utilização. Nesse caso, o animal pode ser abatido pelo produtor, também com algumas regras, ou seja, de que o trânsito com a carcaça do animal é proibido, sob pena de autuação, e também o não consumo da carne.

Ameaça

Esses animais exóticos formam populações fora de seu sistema e representam ameaças ao meio ambiente, causam enormes prejuízos à economia, à biodiversidade e aos ecossistemas naturais. As perdas econômicas decorrentes das invasões biológicas nas culturas, pastagens e nas áreas de florestas são imensas.

Por fim, na Serra Catarinense o trabalho para combater o javali anda um tanto parado. Seria oportuna a retomada.

Fotos: M.B Comunicação

Alerta sobre o período de Defeso do Pinhão

Vale lembrar que o período de defeso do pinhão está quase no fim. A colheita estará liberada a partir de 1°de Abril. Só então, que a colheita e comercialização estão autorizadas.

Com este alerta a Polícia Ambiental pretende evitar que o consumidor compre o pinhão antes desta data. Para tanto, a PA está intensificando o patrulhamento dos locais que comercializam o pinhão, devido ao grande número de apreensões registradas nos últimos anos.

Saúde e regeneração das araucárias

Além de fazer mal à saúde, por não estar “maduro”, ao comprar o pinhão durante o defeso, as pessoas impedem a regeneração das Araucárias, dificultando a dispersão de suas sementes e sua continuidade.

Portanto, quem for flagrado desobedecendo a lei pode receber pena, de um a três anos de prisão e/ou multa.”

(Informações e foto: Katiane Wiggers de Melo)

PMA investiga danos ambientais por produto desconhecido

Um produto desconhecido, porém, de forte reação, escorreu de um terreno perto de outras empresas próximas às margens da BR 116, na cidade alta, em Lages. Por onde passou deixou marcas semelhantes à de queimadas, e parte da vegetação afetada, como roseiras plantadas ao longo da cerca, acabaram morrendo. A percepção do dano ambiental ocorreu a cerca de uma semana.

Na tarde desta quinta-feira (13), após ser informada da ocorrência a Polícia Militar Ambiental foi investigar. A partir da constatação irá instaurar um procedimento investigatório e análises de laboratório serão feiras para saber exatamente qual tipo de resíduo que causou os danos na vegetação próxima e acabou escorrendo também no riacho.

Os policiais verificaram os danos na área, e agora vão verificar todas as licenças ambientais das empresas próximas ao local da ocorrência, para ver sem houve descumprimento por parte de alguém a partir da documentação. Em conjunto com o Instituto de Meio Ambiente (IMA), serão analisadas a medidas a serem tomadas nesse caso.