Convenções traçam novo momento da política em SC

Convenção do PP

O Progressistas de Santa Catarina realizou sua convenção estadual em clima de unidade e consenso, homologando a coligação com PSD, MDB e União Brasil para as eleições de 2026. O partido confirmou oficialmente a candidatura de Esperidião Amin à reeleição para o Senado, integrando a chapa majoritária liderada por João Rodrigues (PSD).

Foto: Carol Marin/Grupo ND

Os discursos concentraram-se no fortalecimento da legenda e na ampliação das bancadas estadual e federal. Apesar da manifestação isolada do deputado Pepê Collaço, favorável à reeleição de Jorginho Mello, a convenção transcorreu sem confrontos e também homologou os candidatos proporcionais do partido.

Convenção do PSD

O PSD oficializou João Rodrigues como candidato ao Governo de Santa Catarina, tendo Carlos Chiodini (MDB) como candidato a vice-governador. A convenção, realizada na Assembleia Legislativa, também confirmou Esperidião Amin (PP) e Antídio Lunelli (MDB) como candidatos ao Senado pela coligação formada por PSD, PP, MDB e União Brasil.

Foto: Instagram João Rodrigues

O ato consolidou a principal aliança de oposição ao atual governo estadual e marcou o início oficial da campanha da chapa.

Convenção do PL

O Partido Liberal confirmou Jorginho Mello como candidato à reeleição ao Governo de Santa Catarina, tendo o ex-prefeito de Joinville Adriano Silva (Novo) como vice. A convenção também homologou Carol de Toni e Carlos Bolsonaro como candidatos ao Senado e lançou Jair Renan Bolsonaro à Câmara dos Deputados.

Foto: Portal Prisco Paraíso

O evento contou com a presença de Flávio Bolsonaro, reforçando a importância estratégica de Santa Catarina para o projeto político do PL nas eleições de 2026.

Convenção do Podemos

O Podemos de Santa Catarina homologou sua nominata completa para as eleições de 2026, oficializando 17 candidatos a deputado estadual e 41 candidatos a deputado federal. A convenção ocorreu em conjunto com o ato da chapa de reeleição de Jorginho Mello, reafirmando o apoio da legenda à coligação governista.

Foto: Valquíria Guimarães

A presidente estadual do partido, deputada Paulinha, destacou que a formação completa das chapas demonstra organização e fortalece a base política para ampliar a representação do Podemos na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional.

Importantes convenções dão a largada da disputa em SC

O sábado (1º) promete marcar oficialmente o início da principal disputa eleitoral em Santa Catarina. Em Florianópolis e na Grande Florianópolis, duas das maiores forças políticas do Estado realizam suas convenções estaduais. O PSD reúne lideranças na Assembleia Legislativa para homologar a candidatura de João Rodrigues ao Governo do Estado, tendo Carlos Chiodini (MDB) como candidato a vice, além de definir os nomes ao Senado.

Imagem criada por IA

Já o PL promove sua convenção na Arena Opus, em São José, para oficializar a candidatura à reeleição do governador Jorginho Mello e confirmar a chapa ao Senado formada por Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro. Os dois eventos também contarão com a presença dos presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL), reforçando o peso político de Santa Catarina no cenário nacional.

Poítica: cenário aberto em SC

Faltando poucos meses para o início efetivo do calendário eleitoral, Santa Catarina desponta como um dos estados mais estratégicos para a direita brasileira.

A ascensão nacional de Júlia Zanatta (PL), sugestionada à posição de vice do presidenciável Flávio Bolsonaro, a consolidação da pré-candidatura de João Rodrigues (PSD), e os movimentos do governador Jorginho Mello (PL) indicam que o debate político catarinense entrou definitivamente no modo 2026.

A eventual participação de uma catarinense em uma chapa presidencial, algo ainda tratado no campo das especulações, demonstra que o Estado poderá exercer papel mais relevante no cenário nacional do que em eleições anteriores.

Tabuleiro

O panorama político catarinense indica a formação de três grandes polos para 2026:

– Jorginho Mello (PL), buscando a reeleição com o apoio do bolsonarismo;

 -João Rodrigues (PSD), tentando construir uma alternativa de centro-direita;

– Gelson Merísio (PSB), liderando uma frente de centro-esquerda apoiada por Lula.

Se essas articulações forem confirmadas, Santa Catarina deverá viver uma das disputas eleitorais mais polarizadas de sua história recente, com reflexos diretos no cenário nacional e na formação dos palanques presidenciais.

Possível mudança no tabuleiro político do PL de Santa Catarina

A presença do vereador carioca no âmbito catarinense segue gerando discussão / Aliás, ele anda por Santa Catarina, buscando aproximação / Crédito: Divulgação/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Caso Carlos Bolsonaro opte por disputar a Câmara Federal, e não o Senado, o impacto no tabuleiro catarinense tende a ser mais organizador do que disruptivo para o grupo de Jorginho Mello (PL).

Ao sair da disputa majoritária, ele reduz a pressão sobre a composição da chapa ao Senado, abrindo espaço para arranjos mais equilibrados entre lideranças locais e evitando a sobreposição de candidaturas com peso semelhante dentro do mesmo campo político.

Nesse contexto, ganha força a possibilidade de uma dobradinha ao Senado entre Caroline De Toni (PL) e Esperidião Amin (PP). A combinação une o capital político do bolsonarismo mais ideológico, representado por De Toni, com a experiência e a capilaridade de Amin, criando uma chapa mais robusta e competitiva. Trata-se de uma equação que pode ampliar o alcance eleitoral do grupo governista, equilibrando renovação e tradição dentro do mesmo palanque.

No conjunto, esse desenho tende a favorecer o projeto de reeleição de Jorginho Mello ao reduzir ruídos internos, fortalecer a nominata proporcional e qualificar a disputa majoritária. Com uma chapa ao Senado mais coesa e potencialmente forte, o grupo governista ganha densidade política e melhora sua capacidade de enfrentamento, enquanto a oposição segue tentando consolidar um projeto competitivo em meio a um cenário ainda fragmentado.

Janela partidária mostra avanço numérico e político da direita

A janela partidária fechou deixando um recado claro, e sustentado por números: o pêndulo político no Congresso voltou a inclinar para a direita. Não foi um movimento tímido. Foram mais de 120 trocas, algo próximo de 25% da Câmara, numa migração que revela menos convicção ideológica e mais cálculo eleitoral.

Ilustração IA

O maior beneficiado é o PL, legenda ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O partido registrou 20 adesões e 7 saídas, um saldo positivo de 13 deputados, chegando à marca simbólica de 100 parlamentares, quase um quinto de toda a Câmara. Em Brasília, esse número não é detalhe: significa mais recursos, mais tempo de TV e maior domínio nas comissões.

O Podemos também surfou essa onda, com 13 adesões e apenas duas saídas, acumulando saldo positivo de 9. São movimentos que, somados, consolidam o crescimento do campo conservador dentro do Legislativo.

Esse reposicionamento encontra eco no cenário eleitoral. A competitividade de Flávio Bolsonaro, que aparece em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajuda a explicar por que tantos parlamentares decidiram mudar de lado agora. A lógica é simples: ninguém quer disputar eleição em campo desfavorável.

Enquanto isso, o Centrão segurou como pôde, mas os números mostram desgaste. O União Brasil teve 28 saídas contra 21 adesões, fechando com saldo negativo de 7. O PSD perdeu 4 cadeiras (13 saídas e 9 adesões), e o MDB encolheu ainda mais, com saldo negativo de 6 (13 saídas e 7 adesões). Não são perdas devastadoras isoladamente, mas, no conjunto, indicam perda de tração.

No fim, os números falam mais alto do que qualquer discurso. Deputados não se movem por acaso, se movem para onde enxergam melhores chances de reeleição. E, ao que tudo indica, a leitura dominante hoje é de que o próximo ciclo eleitoral pode favorecer um Congresso mais à direita.

Se essa aposta vai se confirmar nas urnas, ainda é uma incógnita. Mas a fotografia atual é nítida: com 100 deputados no PL, saldos positivos expressivos em partidos conservadores e perdas consistentes no Centrão, o tabuleiro político já começou a ser reorganizado, não por ideologia, mas pela matemática do poder.

Eleições 2026: reposição da Chapa liberal

O governador Jorginho Mello redesenha o tabuleiro político catarinense com um movimento claro de reposicionamento estratégico: a defesa de uma chapa pura do PL ao Senado, agora reforçada pela confirmação da deputada federal Caroline De Toni e do vereador carioca Carlos Bolsonaro como nomes do partido para a disputa. A decisão vai além de uma simples escolha eleitoral.

Trata-se de uma sinalização política direta: o PL aposta na consolidação de identidade própria, buscando unificar discurso, eleitorado e projeto ideológico sem depender de alianças tradicionais. Em vez da composição ampla, o partido opta pela coerência interna e pela fidelização de sua base mais mobilizada.  A escolha, contudo, eleva o nível da disputa.

Uma chapa pura tende a polarizar o debate e reduzir espaços para composições intermediárias, antecipando um cenário eleitoral mais ideológico e menos pragmático. É uma aposta de alto risco, mas também de alto potencial eleitoral: ou consolida uma vitória robusta baseada na identidade partidária, ou amplia resistências fora da base fiel.

PL institui reconhecimento e proteção do Cão Comunitário

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou o PL nº 334/2025, de autoria do deputado Marcius Machado, que institui a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário.

A proposta reconhece oficialmente os animais sem tutor formal, mas que recebem cuidados da comunidade, garantindo direitos como cadastramento, microchipagem, vacinação, esterilização e atendimento veterinário básico.

O texto assegura a permanência desses animais nos locais onde vivem, proíbe remoções sem justificativa técnica e veda práticas de maus-tratos ou impedimento de cuidados.

A lei também prevê ações educativas, instalação de abrigos e responsabilidade do Poder Público pelo acompanhamento e controle sanitário. O projeto segue agora para sanção do Governo do Estado.

SC: direita em pé de guerra

O anúncio de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina foi o estopim de uma crise dentro do próprio campo bolsonarista.

Deputada Ana Campagnolo / Foto: Jeferson Baldo / Agência AL

A candidatura dele é vista por parte da direita catarinense como uma “intervenção de fora”, já que o estado tem lideranças locais consolidadas, como Caroline de Toni, Ana Campagnolo e até Daniel Freitas, que vinham sendo cotadas para a vaga.

A situação ficou ainda mais delicada com a troca de farpas públicas entre Carlos Bolsonaro e Campagnolo, algo que expôs as rachaduras internas do PL em SC. Caroline de Toni, por sua vez, tenta manter uma postura institucional, mas já sinaliza que pode mudar de legenda (o Novo seria uma opção) se o PL fechar questão em torno de Carlos.

Essa disputa é simbólica: revela a tensão entre o bolsonarismo “de origem” (família Bolsonaro) e o bolsonarismo catarinense, que quer mais autonomia.