Na tradicional gravação, às sextas pela manhã, mais uma vez, o chimarrão fazendo parte do cenário. Mas, os assuntos abordados tratam de questões bem relevantes.
Falo sobre a decisão do Governo Federal, e cortar os novos subsídios ao agro, do Plano Safra 24/25, e os possíveis reflexos.
Também abordo sobre a Reforma Administrativa, proposta pela prefeita Carmen Zanotto, e que já está sendo avaliada pelas principais comissões na Câmara de Vereadores, e, no campo político, uma rápida análise sobre a adesão do MDB ao Governo do Estado, e a decisão do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), no que tange ao lançamento da pré-candidatura ao Governo de SC, em 2026, no dia 22 de março.
Na presença de jornalistas, na manhã desta terça-feira (18), o governador comunicou importantes adesões ao governo, que indicam a consolidação da aliança com o MDB. Se confirmou o nome do deputado federal Carlos Chiodini, na Secretaria de Agricultura, com amplos poderes para nomear também adjuntos e dirigentes da Epagri e Cidasc.
MDB se junta ao projeto do governo em definitivo / Foto: Roberto Zacarias/Secom-SC/Divulgação.
Ou seja, será um supersecretário, a exemplo do já instalado no governo, Jerry Comper, na Secretaria de Infraestrutura. No meio ambiente, Emerson Stein. O time ainda deverá se completar com a indicação de mais alguém para a comandar a Fesporte.
As novas indicações ligadas ao MDB, não deixam margem de dúvidas de que alinha com o partido, visando a reeleição para 2026. Na mesma ocasião, os jornalistas convidados puderam também acompanhar um resumo dos números das ações e das contas do governo até então, apresentados pelo secretário da Fazenda, Cléverson Siewert.
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), disse não ter mais volta da decisão. Vai ser candidato ao Governo do Estado, em 2026, e, inclusive, já programou a data do lançamento da pré-candidatura, no dia 22 de março, no dia do aniversário dele, em Chapecó.
As declarações de João Rodrigues foram acompanhadas por diversas lideranças estaduais / Fotos: Divulgação / Ney Bueno
A declaração dele foi feita no último sábado, 25, em Itapema, na presença de inúmeras lideranças políticas, e de renome no estado. Entre elas, o prefeito de Florianópolis, Topázio Netto; de Criciúma, Vaguinho Espíndola; de Camboriú, Leonel Pavan, além de deputados como os estaduais, Julio Garcia, Paulinha e Napoleão Bernardes, e da federal Giovânia de Sá, entre outros, ou seja, uma multiplicação de nomes de vários partidos, incluindo do MDB, Novo e Podemos.
Disse ter o aval da população de Chapecó, pois, foi eleito com 83% dos votos, mesmo tendo alertado durante a campanha que iria deixar o cargo de prefeito para concorrer ao governo. Seja como for, está deflagrada a antecipação oficial da campanha eleitoral em Santa Catarina. João, destaca que a disputa será pela capacidade individual de cada um, entre ele e Jorginho. Enfim, resta saber como a esquerda tentará tirar proveito.
O outro lado
Há de se considerar que a partir do interesse do prefeito de Chapecó, na disputa pelo Governo do Estado, irá travar um forte embate político com o atual governador Jorginho Mello (PL), que também já trabalha pela reeleição.
A principal particularidade está na corrente liberal que envolve os dois, além da aproximação com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Haverá uma disputa de direita. Disso não há como fugir. Jorginho por sua vez, está trabalhando para fortalecer o restante da gestão, com trocas de nomes específicos no alto escalão, visando dinamizar ainda mais os trabalhos.
Permanece no aguardo das decisões do MDB, para o preenchimento de outras importantes Pastas. O Partido é, sem dúvida, sempre, a “noiva” de luxo a cada pleito. Porém, Jorginho já demonstrou que precisa unir forças com outras correntes, caso não possa contar com o MDB, que, aliás, já deve também estar de olho numa composição contrária aos interesses do atual governador, alinhando-se com o PSD de João Rodrigues.
Portanto, tem, internamente, quem quer o desembarque, e outros não. Uma decisão complexa, pois, por hora, é difícil saber quem lá na frente será o candidato em potencial para vencer o pleito. Por isso, o MDB, segue de certa forma indeciso. Gosta de estar no poder, e isso é fato. De quebra, só tem a força partidária para servir como aliado, sem nenhum nome para o Governo.
Força política
João Rodrigues parte para a disputa de forma incisiva. Não quer mais ouvir falar em Senado. E sim, disputar o Governo. A dinâmica da gestão dos últimos anos em Chapecó, o credencia a postular a condição que quer no próximo pleito. Não há nada que impeça, nesse sentido. Nem mesmo Jair Bolsonaro, que por certo, nem vai se envolver.
De certa forma, tanto João, como Jorginho, terão de avaliar mais à frente o cenário. A esquerda irá querer tirar proveito da situação e verá como uma oportunidade, justamente pela dispersão das forças eleitorais para um mesmo lado. Questão que não poderá ser subestimada.
O governador Jorginho Mello deu posse a oito secretários de Estado nesta sexta-feira, 24. Conforme o governador os ajustes foram feitos de modo a aprimorar ainda mais o trabalho do Governo do Estado e a qualidade das entregas à população catarinense.
A posse dos novos integrantes do primeiro escalão do governo estadual foi realizada na manhã desta sexta-feira, 24, na Casa d’Agronômica, em Florianópolis.
Não se discute a competência de cada um, porém, há nas mudanças uma visão mais política. O governador quer mais efetividade e comprometimento. Afinal, restam ainda dois anos, mas os mais importantes na gestão. E o que for sendo feito agora fica mais vivo na cabeça dos catarinenses.
Por isso, Jorginho explicou a necessidade de mudanças no alto escalão. “um time jogando precisa fazer algum ajuste, um avança mais, outro recua, outro troca de posição, enfim, e nós conseguimos fazer essas modificações trazendo gente preparada, gente que tem capacidade técnica, gente que tem serviço prestado para que o estado de Santa Catarina ganhe”, disse.
Seja como for, no pensamento do governador é ajudar ainda mais nas entregas, no compromisso, no cumprimento do plano de governo assumido com a sociedade catarinense.
Quem assumiu
Kennedy Nunes (Casa Civil);
Bruno Oliveira (Comunicação);
Catiane Seif (Turismo);
Coronel Flávio Graff (Segurança Pública);
Adeliana Dal Pont (Assistência Social, Mulher e Família);
Beto Martins (Portos, Aeroportos e Ferrovias).
Na Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil quem assume é Mário Hildebrandt, com posse marcada par o dia 31 de janeiro. Também tomou posse na manhã desta sexta, Ricardo Miranda Aversa, na presidência do Departamento Estadual de Transito ( Detran-SC).
Como secretários adjuntos foram empossados, João Paulo Gomes Vieira, na Comunicação; e o coronel Sinval Santos da Silveira Junior, na Segurança Pública.
Permanece ainda a expecatativa de novas mudanças, com a inclusão ou não de nomes do MDB, em pastas importantes como a da Agricultura e a do Meio Ambiente.
Manter-se no poder ou entrar nele são fatores que estão pesando nas definições para o pleito do ano que vem. As evidentes articulações demonstram o quanto há necessidade de ajuste nas composições, isso, em todas as esferas.
Cúpula do MDB está indecisa se permanece ou desembarca do Governo. Chiodini com o poder de decidir os rumos do partido / Foto: MDB
Em Santa Catarina, as discussões estão elencadas na base do governo, do fortalecimento dela, contando com as alianças, em especial com o MDB. A união não está tão estável assim. O recesso oficial é o que distancia os deputados e demais lideranças partidárias das sessões.
Porém, nos bastidores, os desdobramentos futuros agitam interesses. O MDB, dividido, estuda a permanência no governo de Jorginho Mello (PL).
Reforma no secretariado
Está para acontecer mudanças no secretariado. Alguns nomes destacados vêm do MDB, e podem ser confirmados até o final desta semana. Enquanto isso, por sua vez, emedebistas ainda estudam as propostas. Pastas como a da Agricultura e do Meio Ambiente estão à mesa para o aceite ou não.
Dentro do partido, é sentida a necessidade de saber qual o rumo a seguir. O momento é crucial para as pretensões futuras. A verdade é que tem lideranças que optam pelo desembarque agora, mas, há os que acham que devem estar juntos.
Por isso a divisão e a incerteza em simplesmente deixar a parceria construída até então. O presidente estadual Carlos Chiodini é a peça que falta na decisão desse jogo de sai ou fica. Por hora, a posição dele é para postergar para depois do retorno do ano legislativo. Pois, há interesses dele e do partido, na esfera federal, e até mesmo para ganhar tempo para uma definição sobre a base de sustentação do governo em Santa Catarina.
Proposta melhorada
O MDB sabe que é o fiel da balança nas eleições de 2026, e joga pesado também pelos seus interesses. No passado recente tem sido sempre aliado dos governos, exatamente pela grandeza que representa politicamente. No entanto, não tem nomes fortes para apresentar ao eleitorado numa disputa pelo governo. Isso é fato.
Portanto, precisa estar condicionado em forma de aliança, e junto ao atual governo aceitou a junção desde o início. Se desembarcar deve estar ciente que estará seguindo a melhor opção. Por outro lado, Jorginho Mello está disposto a ampliar a participação na aliança.
Além da Pasta da Agricultura, oferecida ainda no ano passado, o MDB poderá ter também nomes indicados para a Epagri e Cidasc, e até mesmo a outras áreas, como a Fesporte. Enfim, qual o maior peso que recai na decisão do MDB? A gente sabe. É a força do poder que vai se estabelecer entre os nomes para o governo no próximo pleito. Nome para vice, o MDB tem.
O deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) foi confirmado como o novo secretário de Agricultura e Pecuária no governo de Jorginho Mello. Lunelli é o segundo integrante do MDB a ocupar um cargo no primeiro escalão do governo, reforçando a presença do partido na administração estadual.
Deputado estadual Antídio Lunelli / Foto: Solon Soares/Agência AL
O governador Jorginho Mello destacou a visão empresarial de Lunelli como um fator estratégico para o desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina. Como se vê, o governador Jorginho Mello está se movimentando politicamente para garantir sua reeleição em 2026.
A entrada de Lunelli como Secretário, fortalece o acordo com o MDB, e oficializa a adesão do partido ao governo do estado. O fortalecimento conta com a manutenção da Secretaria de Infraestrutura e a inclusão da Secretaria de Agricultura, além de uma terceira secretaria a ser definida. Com Antídio Lunelli na Agricultura, assume vaga na Alesc a suplente Rosi Maldaner, ex-prefeita de Maravilha.
Plano político
Além disso, sabe-se que o governador Jorginho Mello está negociando com o MDB e o PP para formar uma chapa forte para as próximas eleições de 26. Essas articulações incluem a possibilidade de Antídio Lunelli, do MDB, ser o candidato a vice-governador na chapa de Mello, o que não estaria fora da realidade.
Essas alianças são estratégicas para consolidar também o apoio na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e garantir, quem sabe, a reeleição do atual presidente da Alesc, Mauro de Nadal. Outra hipótese, mais distante, se ajusta na possibilidade de um acordo também com o PSD, abrindo vaga na majoritária, com apoio a um nome ao Senado.
Missão no Chile
Na manhã desta segunda-feira, 18, Jorginho se reuniu com dirigentes da LATAM para tratar de novos destinos e possibilidades de negócios para o estado. O alvo da missão agora é Lima, capital do Peru, que tem posição estratégica para ser o elo entre a América Latina e a Ásia.
Foto: Nathan Neumann/Secom
Além da atração de turistas para Santa Catarina, a ideia é melhorar o acesso de empresários e produtos com a Ásia. Atualmente, países como o Japão e a China são destinos de grande parte das exportações de proteína animal catarinense.
Para o governador Jorginho Mello, a empresa, que hoje já é o maior operador de voos domésticos do Brasil, pode auxiliar na inovação de atender a um mercado em que há grande demanda.
O projeto para 2026 com o MDB e o governador Jorginho Mello se consolidou com avanço positivo nas proposições do partido aliado. O acordo foi selado em reunião durante a manhã desta quarta-feira (30), na Casa D’Agronômica.
Do MDB estiveram presentes os deputados estaduais e Carlos Chiodini, da esfera federal. Na decisão, o acerto para ocupar três importantes secretarias, ou seja, a manutenção da Infraestrutura, mais a da Agricultura e Pecuária, com chances de ser ocupada pelo deputado estadual Antídio Lunelli, e outra ainda a ser definida, podendo ser a de Assistência Social.
Em resumo, a consumação da nova parceria, tem influência direta com o projeto de reeleição de Jorginho Mello, e abre a perspectiva da presença efetiva do MDB na majoritária. Além disso, um aceno que amplia a bancada da Alesc, em prol das proposições do Executivo. Por fim, a questão da presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, é um assunto que deverá ser discutido internamente, entre os deputados.
O pós-eleições em Santa Catarina envolve diretamente questões ligadas ao Governo do Estado. Na articulação ao melhor pacote na distribuição de cargos se destaca o embarque do MDB em pastas consideradas essenciais. Sem considerar a de Infraestrutura, que já está em mãos emedebistas, embora considere-se a troca do titular Jerry Comper, a tendência é de que o MDB também passe a conduzir mais uma, a da Agricultura e Pecuária.
Deputado Antídio Lunelli poderá ser o indicado a uma Secretaria no governo de Jorginho Mello / Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL
Quanto aos nomes, o partido ainda discute indicações, sem afirmação entre os possíveis titulares da lista, caso de Antídio Lunelli e Valdir Cobalchini. Por outro lado, o MDB quer mais uma inserção no alto escalão. Nesse caso, existe a possibilidade de uma negociação diferenciada podendo dar à Ivete da Silveira a Assistência Social, em troca da manutenção de Beto Martins no Senado.
Porém, o MDB também está de olho na possibilidade de obter a Secretaria de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias. Esse embarque poderá significar a consolidação da aliança para 2026 com o MDB, podendo, inclusive, se inserir numa majoritária, com a indicação do vice ou ao Senado, somando-se ainda a junção com o PP, entre outros partidos, deixando o PSD praticamente isolado.