A defesa do senador Jorge Seif (PL/SC) bem que tentou postergar ao máximo a chegada da ação que contesta os gastos de campanha, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (STF), que, inclusive, já passou pela primeira instância, com a rejeição do Tribunal Regional Eleitoral (TRE SC). O caso agora está nas mãos do ministro Floriano Azevedo Marques Neto.
Senador Jorge Seif / Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Se for levada em conta a jurisprudência que levou à cassação do prefeito e vice, de Brusque, pelo mesmo motivo, abuso de poder econômico, Seif deverá ter sérios problemas para se defender.
Na campanha, ele teria se utilizado dos bens de transporte do empresário Luciano Hang, como por exemplo, avião e helicóptero.
A oposição acompanha com muito interesse o desenrolar do processo impetrado pela coligação dos partidos do PSD, União Brasil e Patriota.
O envolvimento direto do empresário Luciano Hang no pleito eleitoral passado, está custando caro a ele. Tem sido alvo da justiça em inúmeras situações. Agora, a Justiça do Trabalho de Santa Catarina o condenou por assédio eleitoral durante o pleito de 2018.
Luciano Hang – Foto: facebook
A decisão judicial publicada na última semana atende pedido feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e determina o pagamento de indenização, a título de dano moral coletivo, no valor de R$ 1 milhão, e de R$ 1 mil por dano moral individual, para cada empregado da Havan com vínculo até o dia 1º de outubro de 2018.
Em nota, Hang classificou a condenação como “descabida e ideológica”, a decisão de primeira instância da Justiça do Trabalho em Florianópolis. Nega ter cometido tais irregularidades e disse que irá recorrer da decisão.
Era o que se esperava, dito, inclusive, aqui na coluna. Também observado pelos demais formadores de opinião na política. Sendo assim, na retomada do julgamento do senador Jorge Seif (PL/SC), nesta terça-feira (7), o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE), rejeitou de forma unânime a tese da cassação.
Magistrados julgaram improcedente ação que pedia cassação e inelegibilidade de Jorge Seif Junior / Foto: Roque de Sá/Agência Senado
O Senador era acusado de abuso de poder econômico nas eleições passadas. O processo foi movido pela coligação do ex-governador Raimundo Colombo (PSD-SC), candidato derrotado ao Senado no mesmo pleito.
A coligação constituída, além do PSD, pelo União Brasil e o Patriota, alegou que o agora senador Jorge Seif se utilizou da estrutura oferecida pelo empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, alvo também das denúncias.
Enfim, por mais que tenham sido identificadas irregularidades, a relatora e desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta, entendeu que as ações de campanha não foram suficientes para impactar no resultado das urnas, e que não houve caracterização de abuso de poder econômico. Os demais julgadores seguiram o voto da relatora. Agora, a coligação acusadora deverá recorrer junto à instância superior, em Brasília.
Uso de helicóptero
No processo, os réus eram acusados de (1) utilizar de maneira irregular um helicóptero para transporte e participação em eventos, (2) usar estrutura material e pessoal das lojas Havan para veiculação de campanha e (3) financiar ilegalmente propaganda por parte da entidade sindical de São João Batista durante um evento no município.
A relatora da ação, desembargadora Maria do Rocio, apontou que, em relação ao uso de veículo aéreo, a prestação de contas do senador havia sido aprovada anteriormente pelo Tribunal e que o fato não desequilibrou a disputa, além de que os gastos declarados pela chapa estiveram aquém do que seria autorizado utilizar.
Quanto aos empresários envolvidos
No caso do envolvimento do então presidente sindical Almir Manoel Atanázio dos Santos, a relatora entendeu não haver provas para responsabilizá-lo e que não foi possível identificar privilégio concedido a Jorge Seif em detrimento de outro candidato que pudesse estar presente no evento.
Foto: Vinicius Claudio
Já em relação à atuação do empresário Luciano Hang na campanha de Seif, a desembargadora afirma que as fotos e vídeos juntadas nos autos do processo “falam por si e demonstram que Hang se utilizou do aparato da empresa Havan para apoio à candidatura de Jorge Seif”, mas pondera que é necessário avaliar o impacto disso para considerar a existência de abuso de poder econômico a ponto de justificar a cassação e a inelegibilidade.
Comparação com o caso do vice e prefeito de Brusque
A magistrada compara com caso similar ocorrido em Brusque, quando o Tribunal Superior Eleitoral tornou Hang inelegível por oito anos, pela mesma prática ilícita, e cassou os mandatos do prefeito e vice-prefeito do município.
Entretanto, na ação em questão, a juíza conclui que “não há dúvida que houve transgressão à jurisprudência do STF, representada pela utilização da estrutura das Lojas Havan na campanha eleitoral, de modo a construir relação associativa entre a marca da pessoa jurídica e a campanha, o que é reprovável, mas, diversamente do que lá ocorreu (Brusque), não encontra a dimensão apta a concluir tenha afetado a normalidade e legitimidade do processo eleitoral”.
Anteriormente, o Ministério Público Eleitoral já havia se manifestado pela improcedência da ação por meio de parecer do então procurador regional eleitoral, André Stefani Bertuol.
Faço agora também minha análise ao julgamento do senador Jorge Seif (PL) no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE/SC), em que ele ganhou um respiro no processo que pode lhe levar à perda do mandato. O que se passou no julgamento, na última quinta-feira (26), não poderia ter terminado de forma melhor.
O assunto ganhou notoriedade durante a semana, a partir do início do julgamento que pode levar à cassação do senador / Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Depois de dois votos contrários à continuidade do processo contra o Senador, dos juízes Maria do Rocio Santa Ritta, relatora do processo, e Otávio Minatto, o curso da história, pelo menos no âmbito da justiça eleitoral de Santa Catarina deverá terminar favorável ao senador do Partido Liberal.
O pedido de vista, de quatro outros magistrados culminou com o adiamento do julgamento e a data remarcada para o dia 7 de novembro, para o complemento da decisão final. O processo foi proposto pela coligação Bora Trabalhar (PSD, União Brasil e Patriota), do candidato e ex-governador Raimundo Colombo, principal interessado no resultado.
Em instância superior
Enfim, por mais que a juíza relatora Maria Rocio tenha admitido que houve irregularidade durante o período de campanha, com uso de estrutura oferecida pelo empresário Luciano Hang, da Havan, entre outras questões que fazem parte do processo, o voto foi contra a cassação.
No meio formador de opinião, as análises indicam que deverá ser inocentado, pelo menos, na esfera do Estado. Mais adiante, em instância superior, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é que a questão poderá ter nova interpretação.
Isso se for levar em consideração o que já se viu, em termos de veredicto, que culminou com a cassação do prefeito e vice de Brusque, sob os mesmos pretextos. Em suma, o futuro de Seif ainda é bastante nebuloso.
O Tribunal Regional Eleitoral irá julgar no próximo dia 26, ação de investigação movida pela coligação Bora Trabalhar (PSD, Patriota e União Brasil) contra a chapa que elegeu Jorge Seif Júnior (PL) para o Senado.
A coligação, que teve como candidato ao Senado o ex-governador Raimundo Colombo (PSD), que ficou em segundo lugar no pleito, acusa a chapa de Seif de ter recebido financiamento indireto e ilegal de campanha de pessoa jurídica, o que é proibido por lei, representada pelo possível uso de um helicóptero da Havan, que segundo a acusação, transportou além de Seif, também o seu principal cabo eleitoral que é o empresário Luciano Hang para eventos de campanha.
Contra a chapa
Raimundo Colombo
Como a ação é contra a chapa, a decisão também terá efeito sobre os suplentes Adrian Rogers Censi, que é de Blumenau, e Hermes Artur Klann, empresário de Brusque, que foi indicado por Hang.
Os advogados Mauro Prezotto e Gustavo Serpa pedem a cassação do diploma dos eleitos, a anulação dos votos atribuídos à chapa e o recálculo do resultado da eleição, com a consequente diplomação do candidato mais votado, no caso, Raimundo Colombo (PSD), caso Seif seja condenado. (Fonte: SC em Pauta)
Repercute a informação de que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) marcou a data para julgar a ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) movida pela coligação Bora Trabalhar (PSD, Patriota e União Brasil) contra o senador Jorge Seif (PL).
Senador foi processado por coligação encabeçada pelo PSD / Foto: Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A coligação tinha como candidato o ex-governador Raimundo Colombo (PSD), que ficou em segundo lugar nas eleições para o Senado. O processo será analisado em plenário no dia 26 de outubro. Segundo as informações, a ação pede a cassação de mandato de Seif por suposto abuso de poder econômico.
São basicamente três alegações: uso de helicóptero supostamente emprestado irregularmente para participação de eventos de campanha, uso da estrutura da Havan para promoção de Seif e financiamento de propaganda eleitoral. A defesa do senador nega qualquer irregularidade.
O julgamento no TRE é a primeira etapa de um processo que tende a se estender até Brasília. Nos bastidores, é dada como certa a “subida” da ação para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Precedente
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou os mandatos do prefeito e do vice-prefeito de Brusque (SC), José Ari Vequi e Gilmar Doerner, por abuso de poder econômico durante campanha eleitoral nas Eleições Municipais de 2020.
A maioria dos ministros também reconheceu a inelegibilidade de todos os envolvidos – incluído o empresário Luciano Hang, proprietário das Lojas Havan – para as eleições que se realizarem nos oito anos subsequentes ao pleito de 2020.
Na época, os diretórios municipais dos partidos Podemos (PODE), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido Verde (PV) ingressaram com Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a Coligação “Brusque Mais Forte”, o empresário Luciano Hang e os candidatos a prefeito e vice-prefeito no município catarinense.
A alegação é a mesma utilizada contra o senador Jorge Seif (PL), sob a tese de abuso de poder econômico por uso da estrutura e a mídia do empresário Luciano Hang durante campanha.
Mesmo caso envolvendo o prefeito e vice de Brusque pode respingar no senador Jorge Seif (PL) / Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
A situação ocorrida com prefeito e do vice-prefeito de Brusque (SC), José Ari Vequi e Gilmar Doerner, por abuso de poder econômico durante campanha eleitoral nas Eleições Municipais de 2020, e que acabaram perdendo os cargos, pode também ter reflexos ao senador Jorge Seif (PL).
Tanto que já tramita processo contra ele em função do suporte dado em campanha pelo empresário da Havan, Luciano Hang. Pelo que se sabe o processo está em fase de instrução.
A denúncia, pelo que consta, partiu do ex-governador Raimundo Colombo (PSD), segundo colocado no pleito ao Senado, na eleição passada. Seif teria usado aviões e helicópteros do empresário durante a campanha.
A Havan, através de Nota Oficial, anunciou ontem terça-feira (22), de que não renovará contrato com times esportivos em 2023. É o efeito do resultado da política. Na justificativa, por conta do momento econômico e político que o Brasil vive, a Havan está revendo todos os seus investimentos para o próximo ano.
Com isso, informa que, para 2023, não renovará o patrocínio com nenhum time esportivo, como Flamengo, Athletico Paranaense, Cascavel e Brusque.
O contrato vigente com os clubes segue até o final, com encerramento em 31 de dezembro de 2022. Luciano Hang (foto) se previne e se recolhe politicamente, e começa a traçar uma nova conduta para seus negócios daqui para frente.