Senadores pedem impeachment do ministro Barroso

Alguns senadores convocaram coletiva à imprensa na tarde desta quarta-feira (23), e anunciaram que vão protocolar, ainda hoje, junto à Presidência da Casa, o pedido de impeachment do ministro Luiz Roberto Barroso. Entre os argumentos o fato de ele ter dito a uma pessoa, em Nova Iorque, ao ser questionado educadamente, a resposta “perdeu mané. Não amola!”. 

Além disso, os senadores alegam uma série de outros motivos, tais como, as desconformidades ao comprimento inconstitucional, e procedimentos administrativos irregulares, entre vários outros. O Senadores, também afirmam que apenas estão no cumprimento funcional de obrigação. Por fim, esperam que desta vez, sejam atendidos..

Audiência Pública 

Por outro lado, o senador Eduardo Girão (Podemos), através do Twitter, noticiou ainda ontem, terça-feira (22), que foi aprovada a realização de audiência pública no Senado, para debater sobre as denúncias nas eleições. Na semana que vem, segundo informou, serão ouvidos juristas, Polícia Federal, Ministros de Estado, incluindo, do Supremo Tribunal Federal (STF), com convite direto a Alexandre de Moraes, o servidor exonerado do TSE, os especialistas Carlos Rocha e Cerimedo (argentino). Concluiu dizendo “chega de segredinhos na República”.

Foto: reprodução de vídeo

Debate sobre o sistema eletrônico de votação

São cada vez mais constantes os questionamentos sobre os resultados das urnas eletrônicas. Recentemente um procurador do Mato Grosso do Sul, Felipe Marcelo Gimenez fez uso da tribuna na Comissão de Constituição e Justiça, do Senado, durante debate sobre o sistema eletrônico de votação.

Procurador do Mato Grosso do Sul, Maurício Gimenez

Conforme ele, o povo vem sendo enganado pela tecnologia da máquina, e que é preciso que se olhe para ela à luz da lei. Prevalecendo a ordem jurídica.

Segundo o procurador mato-grossense a cidadania do povo está sendo violada pelo Tribunal Superior eleitoral.

Ele não questiona o voto na máquina, e sim, sim o ato administrativo na contagem dos votos, e que precisa seguir o princípio da publicidade, auditando assim o fato jurídico, e não, a máquina.

Em resumo, o que ele pede é o direito da publicidade; para que todos os cidadãos possam fiscalizar, tornando público o resultado, com a impressão paralela dos resultados, antes do Boletim de Urna (BU), que apresenta a totalização das votações.

Seria sim, a única forma de provar que os votos declarados na máquina, sejam reais. Os questionamentos prosseguem, principalmente a insegurança sobre o sistema eletrônico de votação. O Brasil é o único país do mundo a usar a máquina para votar e contar os votos.