O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), por meio de seu núcleo regional Florianópolis, deflagrou na manhã desta segunda-feira, 24, a Operação Ressonância para o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e três mandados de condução coercitiva, nos municípios de Florianópolis, Palhoça, Biguaçu, São João Batista e Major Gercino.
Um servidor público efetivo do Estado, lotado no Hospital Celso Ramos, foi um dos detidos temporariamente. Os nomes dos investigados, por questões de segurança e para não prejudicar futuras diligências, não foram revelados pelo Gaeco.

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Investigações
A operação foi deflagrada após uma série de investigações que começaram após denúncia da Secretaria de Estado da Saúde, em novembro de 2015, à 33ª Promotoria de Justiça da Capital.
A Operação Ressonância apurou crimes de falsidade ideológica; inserção de dados falsos nos sistemas de informação; corrupção passiva e crimes eleitorais envolvendo cinco agentes públicos e terceiros, os quais, basicamente, estariam sistematicamente violando a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) para realização de exames de ressonância e tomografia, por intermédio de procedimentos irregulares e cobrança de valores dos pacientes.
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Esquema
A investigação apurou sofisticado esquema paralelo e escuso, que visa captar pacientes de diversos municípios, com necessidade de realização de consultas e exames no SUS, manipular o agendamento de consultas, exames e procedimentos médicos (cirurgias e principalmente exames de ressonância magnética), em sua maioria, no Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis, mediante o recebimento de valores em dinheiro e/ou benefício material ou, ainda, obter vantagem política futura, pela fidelização de eleitores, por parte dos investigados.
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Apoio
A operação contou com o apoio dos núcleos regionais do Gaeco de Joinville, Chapecó, Criciúma, Lages, Itajaí e Blumenau, e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar de Santa Catarina, e do Instituto Geral de Perícias (IGP).
Informações adicionais para a imprensa: Eduardo Correia – Foto: Eduardo Correia/SES