Gaeco deflagra Operação Infantius em quatro municípios

Na manhã desta sexta-feira (13), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou a Operação Infantius, voltada ao combate de crimes de exploração sexual infantojuvenil no ambiente digital.

A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Lages, Blumenau, Navegantes e Gaspar, com diligências simultâneas. Foram apreendidos dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento, que passarão por perícia especializada. Durante as operações, houve quatro prisões em flagrante e, em Blumenau, um dos investigados também foi detido por possuir mandado de prisão em aberto por estupro de vulnerável.

A investigação teve origem em monitoramento de redes digitais, identificando usuários que armazenavam e compartilhavam material ilícito envolvendo abuso sexual de crianças e adolescentes. As condutas apuradas estão previstas nos arts. 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que criminalizam o armazenamento e a divulgação de pornografia infantil.

A operação contou com apoio das Promotorias de Justiça de Lages, Navegantes, Gaspar e Blumenau, além da cooperação internacional da Homeland Security Investigations (HSI), agência vinculada ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.

O nome Infantius foi escolhido para reforçar o compromisso institucional de proteger os mais vulneráveis e combater a circulação de conteúdos de abuso sexual infantojuvenil.

O GAECO é uma força-tarefa composta pelo Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com foco na repressão às organizações criminosas. Já o CyberGAECO atua de forma especializada em crimes virtuais, reforçando o enfrentamento estruturado a delitos digitais de alta complexidade.

As investigações seguem em sigilo e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

Operação Mensageiro torna ex-prefeitos em réus

A decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina voltou a colocar no centro do debate público a Operação Mensageiro e seus desdobramentos. Em julgamento realizado pela 5ª Câmara Criminal, a Corte entendeu que há elementos suficientes para o prosseguimento das ações penais contra quatro ex-prefeitos catarinenses, que passam novamente à condição de réus.

Foto: MP/Divulgação

Entre eles está Antônio Ceron, ex-prefeito de Lages. No seu caso específico, os desembargadores apontaram indícios consistentes de irregularidades em três processos licitatórios, com sinais de direcionamento de editais e favorecimento a empresas vinculadas ao grupo Serrana.

As teses apresentadas pelas defesas não convenceram o colegiado, que decidiu pelo recebimento da denúncia. Houve apenas uma exceção: em relação a uma das concorrências públicas, o tribunal reconheceu a prescrição do prazo legal para punição, o que impediu o acolhimento integral da acusação nesse ponto.

Além de Ceron, também se tornaram réus Adriano Poffo (Ibirama), José Thomé (Rio do Sul) e Júlio César Ronconi (Rio Negrinho), todos ex-chefes do Executivo municipal, reforçando o alcance regional das investigações e a gravidade das suspeitas apuradas.

A defesa de Antônio Ceron informou que, por ora, não se manifestará sobre a decisão.

Em suma…

O recebimento das denúncias pelo TJSC não representa condenação, mas sinaliza que há fundamentos jurídicos relevantes que merecem ser esclarecidos no curso do processo. Em casos como este, o rigor institucional é essencial para fortalecer a credibilidade do poder público e preservar a confiança da sociedade nos mecanismos de controle.

Ao mesmo tempo, é indispensável garantir o pleno direito de defesa e o respeito ao devido processo legal. A Operação Mensageiro segue cumprindo um papel importante ao lançar luz sobre práticas que, se confirmadas, comprometem a lisura das licitações e a correta aplicação dos recursos públicos.

GAECO deflagra operação “Ruptura” na Serra Catarinense

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou nesta quarta-feira (12) a Operação “Ruptura”, com o objetivo de investigar supostos crimes de corrupção contra a administração pública. A ação, realizada em apoio à Promotoria de Justiça de Correia Pinto, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Ponte Alta, São José do Cerrito, Correia Pinto e Lages.

De acordo com o Ministério Público, a investigação apura corrupção passiva envolvendo um servidor de Ponte Alta, suspeito de ter solicitado vantagem indevida a um empresário durante a contratação de serviços para um evento comemorativo ao Dia do Município, em setembro de 2025.

O nome “Ruptura” faz referência ao suposto rompimento de um acordo irregular entre o servidor e o empresário. Materiais apreendidos serão periciados pela Polícia Científica e analisados pelo GAECO, que busca identificar outros possíveis envolvidos.

O caso segue sob sigilo judicial, e novas informações serão divulgadas à medida que o processo avance.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

GAECO deflagra operação “Argentum Occultum”

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou nesta terça-feira (4) a operação “Argentum Occultum”, em apoio à 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages. A ação investiga crimes de fraude à execução, falsidade ideológica e documental, e lavagem de capitais. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Itapema, no litoral catarinense.

Mandados foram cumpridos no litoral catarinense em investigação ligada à Comarca de Lages / Foto: MPSC

Entre os investigados está o ex-diretor de Recursos Humanos da Prefeitura de Lages, condenado por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. Durante sua gestão, entre 2009 e 2010, ele teria manipulado contracheques de servidores, gerando prejuízo de cerca de R$ 380 mil aos cofres públicos. O valor atualizado da condenação ultrapassa R$ 2,6 milhões.

As apurações apontam que o ex-servidor teria ocultado bens e valores e utilizado familiares em operações de lavagem de dinheiro para evitar o cumprimento da sentença e o ressarcimento ao erário.

O nome da operação, “Argentum Occultum” que significa “Prata Oculta”, em latim faz referência à ocultação de patrimônio investigada. O material apreendido será periciado pela Polícia Científica e analisado pelo GAECO, que busca identificar outros envolvidos e aprofundar as investigações, atualmente sob sigilo.

Deflagrada a operação “Carta Branca” na Serra Catarinense

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e a Polícia Civil de Santa Catarina deflagraram, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação “Carta Branca”, voltada à apuração de crimes contra a administração pública na região do Planalto Serrano.

A ação cumpre 19 mandados de busca e apreensão em Anita Garibaldi, como desdobramento da Operação “Trapaça”, realizada em 2024. A investigação mira esquemas de corrupção, peculato, fraudes em licitações, falsidade ideológica e violação de sigilo funcional, envolvendo servidores municipais e empresários.

Segundo o Ministério Público, os crimes teriam ocorrido durante a gestão municipal anterior, com favorecimentos e direcionamentos de licitações comandados por um ex-servidor do setor de compras da prefeitura.

A operação é conduzida pelo GAECO, em parceria com a 8ª Delegacia Regional de Lages, a Delegacia de Anita Garibaldi e conta com apoio da Polícia Científica. As investigações seguem sob sigilo.

Fonte:  Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

Operação Shutdown combate jogos de azar em SC e RS

O GAECO, a Polícia Militar de Santa Catarina e a Polícia Civil deflagraram nesta quinta-feira (04) a Operação Shutdown, em investigação contra um grupo criminoso responsável pela exploração de jogos de azar, especialmente o “jogo do bicho”, além de crimes de falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão em municípios de SC e do RS, com sequestro de bens, bloqueio de contas e confisco de imóveis, veículos e valores. Já foram apreendidos mais de US$ 400 mil, cheques e três carros importados de luxo.

As apurações apontam que o grupo utilizava empresas de fachada, “laranjas” e movimentações bancárias suspeitas para inserir no sistema financeiro recursos obtidos ilegalmente. Segundo o MP, tratava-se de uma organização altamente estruturada e articulada, que atuava de forma reiterada e sofisticada.

O nome da operação, “Shutdown”, simboliza o objetivo de encerrar completamente as atividades ilícitas do grupo. A ação contou com efetivo do GAECO, BOPE, BPCHOQUE, batalhões da PM e apoio de forças policiais do Rio Grande do Sul, além da Polícia Científica de SC para garantir a preservação das provas.

Fonte: Comunicação Social do MPSC

Denúncia e forte desabafo do vereador Ozair Coelho (Polaco)

O vereador Ozair Coelho (PSD), o Polaco, usou a tribuna da Câmara de Vereadores de Lages, na sessão desta segunda-feira (18), para falar do episódio da Operação Stone, desencadeada na semana passada pelo MPSC, através do GAECO e GEAC, na qual, ele também foi alvo das investigações.

Ao falar, ressaltou que vinha fazendo fiscalizações constantes nas obras de pavimentação, e percebia irregularidades. Por exemplo, nas camadas de asfalto, de apenas quatro centímetros de espessura.

No entanto, o mais grave, é de que recebeu ameaças de morte. Citou que áudios dele devem constar no celular, não em uma única empresa, mas em todas as três envolvidas.

Veja na íntegra o pronunciamento do vereador.

Notas oficiais em razão da Operação Stone em Lages

No decorrer desta quinta-feira (14), a Prefeitura Municipal de Lages, a Câmara Municipal de Vereadores, e, o vereador Ozair Coelho (Polaco), se manifestaram através de Nota, em razão da Operação Stone, desencadeada pelo MPSC, através do Gaeco e GEAC. A Operação apura ilícitos nos contratos firmados entre 2017 e 2024.

Notas abaixo: