Senadores brasileiros nos EUA

Uma comitiva de oito senadores brasileiros desembarcou em Washington neste fim de semana com uma missão diplomática: tentar barrar o tarifaço de 50% anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

O objetivo, negociar com congressistas, empresários e autoridades americanas, defender a competitividade dos produtos brasileiros, e evitar impactos negativos na indústria nacional, especialmente nos setores de aço, alumínio e commodities agrícolas.

Entre os oito senadores, participa da missão, Esperidião Amin, de Santa Catarina. Na agenda, reuniões na Embaixada do Brasil e na Câmara de Comércio dos EUA, além de encontros com parlamentares democratas e republicanos e diálogos com representantes da sociedade civil. 

A medida das taxações em 50% deve entrar em vigor em 1º de agosto, e o Brasil busca alternativas diplomáticas para revertê-la.

Reunião do Comitê de Crise sobre o “Tarifaço” dos EUA

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) realizará na próxima segunda-feira (28), às 13h30, a primeira reunião aberta do Comitê de Crise sobre o chamado “Tarifaço” dos EUA. O encontro será online, via Zoom, e está aberto a todas as indústrias exportadoras do estado.

Durante a reunião, será lançada uma pesquisa para avaliar os impactos da tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre o setor industrial catarinense. Os dados coletados vão embasar propostas e estratégias para minimizar os prejuízos econômicos.

Presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, reforça a importância da participação dos empresários para que as medidas adotadas sejam eficazes.

A iniciativa da FIESC é oportuna e estratégica. Diante de um cenário que ameaça diretamente a competitividade da indústria catarinense, a união do setor e a coleta de dados sólidos são fundamentais para propor soluções viáveis ao governo federal e buscar alternativas comerciais.

A abertura da reunião a todas as empresas exportadoras demonstra transparência e reforça o espírito colaborativo necessário em tempos de crise. No entanto, será crucial que os encaminhamentos resultem em ações efetivas, sob risco de os impactos das tarifas serem duradouros para a economia do estado.

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Taxação: comitiva parlamentar brasileira embarca para os EUA

Nesta sexta-feira (25), uma comitiva parlamentar brasileira embarca para os Estados Unidos com a missão de negociar a aplicação das tarifas de 50% anunciadas pelo governo norte-americano sobre importações vindas do Brasil.

Senador catarinense Esperidião Amin integra a comitiva / Waldemir Barreto/Agência Senado

A medida tem gerado forte preocupação entre representantes do agronegócio e da indústria nacional, que temem prejuízos significativos em setores como o aço, alumínio e produtos agrícolas. Os parlamentares pretendem dialogar com autoridades americanas na tentativa de mitigar os impactos e buscar alternativas diplomáticas para manter o comércio bilateral.

No entanto, a  iniciativa da comitiva parlamentar de viajar aos Estados Unidos para negociar as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros é louvável do ponto de vista diplomático, mas enfrenta obstáculos significativos quanto à chance de sucesso real.

Isso porque decisões tarifárias como essa geralmente refletem interesses estratégicos da política econômica interna dos EUA — como proteção de setores sensíveis, pressão sobre concorrência externa ou barganha geopolítica.

Além disso, o Brasil, neste momento, carece de forte poder de influência ou alianças comerciais sólidas que possam pressionar Washington a rever sua posição com facilidade. Sem respaldo do Itamaraty em alto nível ou apoio direto do Executivo brasileiro, os parlamentares terão margem limitada de atuação.

A visita pode ter valor simbólico e ajudar a mostrar preocupação institucional, mas dificilmente resultará em mudanças concretas sem negociações bilaterais mais robustas e envolvimento técnico do governo.

Portanto, a chance de sucesso, embora não nula, é pequena — a menos que venha acompanhada de uma estratégia mais ampla, bem articulada entre Legislativo, Executivo e setor produtivo.

Taxação dos EUA ameaça indústria de Santa Catarina

A tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre o aço e alumínio brasileiros é uma ameaça concreta à indústria de Santa Catarina. Embora o estado não seja o maior exportador desses produtos no país, a dependência do mercado americano é significativa. Cidades como Joinville, Chapecó e Jaraguá do Sul concentram empresas que vivem da exportação de metais e derivados — e que agora correm o risco de perder contratos e mercados.

A produção industrial de Santa Catarina segue em alta e acumula uma elevação neste ano / Foto: Roberto Zacarias/SECOM

A estimativa de perdas diretas ultrapassa os US$ 60 milhões anuais, mas o impacto real pode ser muito maior, com reflexos sobre empregos, arrecadação e investimentos. É fundamental que o governo federal atue com urgência na diplomacia comercial, buscando exceções ou alternativas. Santa Catarina não pode pagar a conta de uma guerra comercial que não provocou.

Inércia perigosa em Brasília

Diante da ameaça concreta das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o aço e alumínio brasileiros, o que se vê em Brasília é um silêncio incômodo. Santa Catarina, fortemente dependente da exportação desses produtos para o mercado americano, já sente o risco de retração, perda de contratos e demissões no setor metalúrgico.

O governo federal, no entanto, ainda não apresentou uma reação firme, nem no campo diplomático, nem no apoio aos estados mais afetados. Essa inércia é perigosa. Cada dia sem resposta acelera o prejuízo. Santa Catarina não pode ser vítima da lentidão política diante de um problema comercial urgente.

Apresentadas nos Estados Unidos as potencialidades de SC

O Estado de Santa Catarina é detentor dos melhores índices econômicos, sociais, de segurança, e obviamente, rico em belezas naturais e tantas outras culturas que só engrandecem o todo o território. Portanto, a comitiva catarinense, em solo norte-americano se reveste de um significado valoroso para expandir os diferenciais positivos.

Acertada a decisão de apresentar ao os potencias do Estado aos investidores dos EUA / Foto: Divulgação / SECOM

Em Nova York, investidores tiveram a oportunidade de visualizar detalhadamente as particularidades de Santa Catarina, em meio às diferenças desiguais no Brasil, comparativamente a outros estados. A missão, liderada pelo governador Jorginho Mello (PL), se estende até sábado, 17.

O potencial econômico catarinense ganha em visibilidade, na expectativa de conquistar novos investimentos, além do fortalecimento através de parcerias e projetos estratégicos nas áreas de tecnologia, infraestrutura viária, mobilidade, agricultura e prevenção a desastres.

Comitiva catarinense nos EUA / Foto: Divulgação / SECOM

A vocação empreendedora não pode ficar distante do conhecimento de países que tem total vocação ao avanço, em todas as áreas. E, os Estados Unidos, encaixam-se no modelo catarinense, hora apresentado por nosso Governo. Após os compromissos em Nova York, a delegação seguiu para Washington, onde cumpre, nesta quinta-feira, 15, uma extensa agenda com o Banco Mundial e o IFC.

SC busca aumentar exportações e atrair investimentos nos EUA

Com economia diversificada e produção industrial reconhecida internacionalmente, Santa Catarina tem oportunidade de aumentar as exportações e atrair investimentos em meio às disputas comerciais entre EUA e China.  Os dois países já são os principais destinos da produção catarinense vendida para fora do país.

Estado tem produção industrial diversificada e pode ganhar novos mercados internacionais – Foto: Bruno Oliveira / SECOM GOVSC

Em 2024, os EUA compraram US$ 1,7 bilhão de Santa Catarina, enquanto a China aparece na sequência com US$ 1,3 bilhão. Com a disputa comercial, o estado pode aumentar as exportações, ganhar novos mercados e impulsionar a competitividade.

Janela de oportunidade

A disputa comercial entre os dois países surge como uma janela de oportunidade para a economia catarinense. “Essa disputa global que envolve taxação e embargo tem sido uma oportunidade para o nosso estado.

“Se os EUA aumentam a taxa do produto chinês, o nosso fica ainda mais competitivo. Se a China cria barreiras para os produtos americanos, precisa comprar mais de outros fornecedores, como Santa Catarina”, destaca o governador Jorginho Mello.

Trégua

Nesta segunda-feira, 12, EUA e China anunciaram uma trégua na guerra tarifária. No entanto, o acordo dura apenas 90 dias, período em que seguirão em negociações.

Foto: Eduardo Valente / Secom

Essa indefinição abre, portanto, oportunidades para que os produtos catarinenses ocupem mais espaço na pauta exportadora.

Em geral, os EUA importam de Santa Catarina diversos produtos industrializados, como madeira, máquinas e equipamentos, móveis, bem como geradores de energia. Já a China compra principalmente carne suína, frango e soja.

Atração de investimentos e ambiente de negócios

Nesta semana, o governador Jorginho Mello está em missão nos EUA junto a secretários de Estado e lideranças empresariais de Santa Catarina. O foco é apresentar os potenciais de Santa Catarina, inclusive os produtos mais competitivos no mercado internacional, e atrair novos investimentos em infraestrutura, turismo e logística.

“Além de parcerias com o setor público, queremos atrair novos investimentos privados para gerar empregos. A segurança, a qualidade da educação e a mão de obra catarinense são diferenciais que encantam quem conhece o estado”, afirma o governador.

Decisão do deputado Eduardo Bolsonaro segue repercutindo

Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello comentou o assunto nas redes sociais. Disse que Eduardo é um grande patriota e sempre esteve na linha de frente defendendo a liberdade e a verdade.

A questão escancara ainda mais o que muitos definem como perseguição política aos liberais / Foto: Instagram do governador Jorginho Mello

“Infelizmente, no Brasil de hoje, quem luta contra o sistema é perseguido. Sua licença do mandato não é um recuo, mas sim uma forma de continuar essa batalha com ainda mais força. Estamos com você, Eduardo!”, afirmou.

Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou que está se licenciando do cargo e permanecerá nos Estados Unidos.

Por outro lado

O Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou o pedido de apreensão do passaporte do deputado Eduardo Bolsonaro.

A decisão foi baseada no parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu que não havia elementos suficientes para justificar a medida.

Deputado Eduardo Bolsonaro se licencia e vai morar nos EUA

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal licenciado (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou que está se licenciando do cargo e permanecerá nos Estados Unidos.

Ele alegou perseguição política no Brasil, mencionando o ministro do STF, Alexandre de Moraes, como responsável por possíveis ações contra ele, incluindo a apreensão de seu passaporte.

Eduardo afirmou que sua decisão é uma forma de denunciar abusos de poder e buscar sanções contra violadores de direitos humanos.

Essa situação tem gerado debates intensos, com aliados defendendo sua posição como vítima de perseguição judicial, enquanto opositores veem a decisão como uma estratégia para evitar possíveis complicações legais.