Candidato Lula, à vontade durante entrevista no JN

Diferente do que se viu com o primeiro entrevistado, o presidente Jair Bolsonaro, que aliás, não vi como a uma entrevista, e sim uma inquisição, o candidato do PT teve toda a liberdade para falar o que quis, no Jornal Nacional, da Globo. As questões foram brandas e concordadas, inclusive, com a “inocentação” de Lula das acusações da Lava Jato. Aliás, pelo que foi dito, a maior operação anticorrupção do país foi destroçada nas palavras do candidato, e repito, com a concordância dos entrevistadores.

Teriam eles centenas de questionamentos que poderiam deixar o candidato na pior das situações. Mas não. Tudo o que se apurou e se fez de ruim nos recentes governos do PT passaram em branco. Preferiram falar do governo de Dilma Rousseff, dando amplo espaço.

Lula reconheceu que houve corrupção no governo dele, mas deu a entender que era coisa somente de diretores que enriqueceram, e tiveram que devolver dinheiro, após delações. Prometeu punir a quem se corromper, caso volte a governar o País. Citou Bolsonaro e as interferências, acusando que ele troca as pessoas somente por não gostar. Disse ainda que Bolsonaro não manda nada, e quem decide é o Congresso, que é um “Bobo da Corte”.

Por fim, não foi praticamente interrompido, e deram munição para que ele pudesse expor somente o pensamento de campanha e como vai agir caso volte a ser presidente. Comparou a militância que apronta nas ruas como torcida organizada. Lula deixou quicando assuntos sérios, como a citação de fascismo no Brasil, mas a grande jornalista buscou uma pergunta previamente pronta. Enfim, Lula pareceu um pregador, quase santo. Falou muito, não disse nada.

Foto: reprodução

Conversa com o empresário Luiz Spuldaro, da LS Agência

O Blog trás uma alternativa diferenciada para a exposição de assuntos jornalísticos e projetos de empreendedores e demais parceiros. A ideia é postar entrevistas em vídeo, curtas, mas que possam informar e ao mesmo tempo ampliar a forma da divulgação do trabalho de cada um dos convidados. É uma espécie de “Tema Livre, só que abreviado.

Neste primeiro trabalho, o papo foi com o empresário Luiz Spuldaro. Na abordagem um resumo dos quase 26 anos da Agência e do Guia Múltiplo, e também uma conversa sobre a adaptação da empresa na era virtual e em meio aos percalços da pandemia. Ok? Você poderá ser o próximo! Confira:

Meio ambiente é assunto do Tema Livre inédito

Não poderia deixar de trazer essa conversa para o Tema Livre, justamente quando neste dia 5 de junho, é lembrado o Dia Internacional do Meio Ambiente. 

Portanto, o papo foi assim, diferente, não com um especialista, mas com um cidadão, um publicitário igualmente preocupado com a educação ambiental. Dessa forma, eu que me considero um jornalista ambiental, trabalhamos uma conversa sobre o assunto, e fugimos da tradicional entrevista.

O convidado, Luiz Rodrigo Rossette, um publicitário. Uma pessoa ligada às mídias sociais e que contribuiu muito com o seu conhecimento, não técnico, mas da experiência de vida. Assim, a conversa fluiu. Convido você para conferir. O programa vai ao ar às 21h30, desta sexta-feira (5), na Nova Era TV.

Horários do programa

Segundas (00:30h, 08:30h, 17:30h); Terças (04h, 15h, 19:30h); Quartas (10h, 20:30h); Quintas (07:30h,

15h); Sextas (10h, 21:30h); Sábados (02:30h, 14:30h), e nos Domingos (01:30h, 11h).

Na internet acesse: www.novaeratv.net.

Foto: Alair Sell

Moisés distante da imprensa

O governador eleito Carlos Moisés da Silva (PSL) parece ter aversão à imprensa. Até agora tem se mantido recluso às declarações abertas, exceto por algumas gravações em “lives” nas redes sociais, com poucas visualizações.

Ele tem usado a fonte oficial do governo para enviar informações, ressaltando que esta é uma fonte verdadeira de informação. Fica a pergunta: será que não acredita nos veículos de comunicação?

O homem poderia seguir o exemplo de Jair Bolsonaro, que nunca se furta em falar abertamente com jornalistas. Está na hora de uma relação mais democrática com a imprensa, ou será que não sabe ou não tem nada a dizer?

O problema é que setores da sociedade, principalmente a produtiva, está começando a ficar apreensiva. Ninguém sabe nada do que está acontecendo neste período de transição.

(Foto: divulgação facebook)

Pelo Estado entrevista Eduardo Pinho Moreira

Estamos agindo de forma corajosa

 “Mais com menos”. A frase tem sido repetida à exaustão pelo governador Eduardo Pinho Moreira e se transformou numa espécie de mantra que encontra eco pela estrutura do Executivo Estadual. Logo que assumiu como governador, Moreira anunciou a extinção de 189 cargos comissionados, que representaram cerca de R$ 1,4 milhão de economia por mês aos cofres públicos. Esta semana, deu sequência às medidas de enxugamento da máquina pública e anunciou o corte de mais 180 cargos nas Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs) e 165 funções gratificadas ligadas à Secretaria de Estado da Fazenda. A economia, desta vez, é de aproximadamente R$ 1,5 milhão mensais.

Apenas nestes dois movimentos, a redução de despesas chega próximo à casa dos R$ 3 milhões. E não vai ficar por aí: o governo já anunciou novos desligamentos para os próximos dias, de cerca de 50 cargos comissionados e funções gratificadas. As medidas atendem à disposição constitucional que determina corte de 20% das despesas com cargos comissionados quando é ultrapassado o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com a folha de pagamento dos servidores. 

Ao mesmo tempo em que a máquina pública é reduzida, Santa Catarina avança. Com apenas 1,1% do território brasileiro, tem mostrado para o Brasil o quanto a capacidade de trabalho de seu povo é determinante para que o Estado seja destaque em vários indicadores positivos. Foi a unidade da Federação que mais gerou empregos em termos absolutos, com quase 30 mil novas vagas de trabalho com carteira assinada em 2017 e se mantém no alto do ranking em 2018, atrás apenas de São Paulo, estado muito mais populoso.

O governador Eduardo Pinho Moreira comemora os resultados, mas faz questão de deixar claro que, para Santa Catarina continuar crescendo, é preciso que “a máquina pública não atrapalhe”. É sobre este desafio e as prioridades de gestão do governo do Estado a entrevista com o governador Eduardo Pinho Moreira que a rede CNR-SC/ADI-SC/SCPortais traz agora.

 

[PeloEstado] – Santa Catarina tem apresentado bons números, mesmo num momento em que o Brasil atravessa uma crise econômica. Como se explica isso?

Governador – Estes indicadores positivos mostram que o modelo econômico do Estado é forte e dinâmico, do menor ao maior município. Um estado que vai bem merece um governo responsável e comprometido em atender as principais demandas da sociedade. A máquina pública não pode atrapalhar. Precisa acompanhar esta vocação empreendedora e se valer das melhores práticas, algo que as empresas catarinenses já fazem muito bem.

 

[PE] – Qual o papel do governo estadual num cenário como esse?

Governador – O momento atual exige um esforço extra para melhorar a gestão da máquina pública. Precisamos ser mais eficientes. A arrecadação ainda não retomou o ritmo de crescimento ideal e a folha de pagamento dos servidores é uma despesa que não para de crescer. Para 2018, sem nenhuma concessão de aumento de remuneração, estima-se um acréscimo de mais de R$ 600 milhões no pagamento dos salários do funcionalismo público. Além disso, o número de inativos também cresce sem parar. Por isso estamos reduzindo algumas estruturas de governo. Para que tenhamos mais dinheiro para investir em serviços de qualidade para o cidadão.

 

[PE] – Que reduções são essas?

Governador – É preciso fazer mais com menos. Isso é eficiência. E essa é uma obrigação do gestor para com o cidadão, que é o cliente da máquina pública. “Mais com menos” é uma expressão que não me canso de repetir e ela tem servido de Norte para nossas ações.  Por isso é que, entre as primeiras medidas que anunciei, está a desativação de 15 Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs) e quatro secretarias Executivas de Estado. Essa medida vai garantir uma economia anual que pode chegar a R$ 50 milhões, incluindo despesas que eram de aluguéis, veículos e manutenção das estruturas físicas, por exemplo.

 

[PE] – Por que o senhor tem feito cortes?

Governador – Obras e investimentos são muito importantes, mas governar vai além disso. Qualificar o gasto público é uma obrigação dos governantes e uma demonstração de respeito ao cidadão. O dinheiro dos impostos deve ser utilizado de forma eficiente, com controle rigoroso. Nesse aspecto, a estrutura pública não é muito diferente de uma empresa, de uma casa: não se pode gastar mais do que se arrecada. E quando se gasta, é preciso ser cuidadoso.

 

[PE] – Essa disposição de reduzir a máquina pública vai continuar?

Governador – Sim. Sem dúvida alguma. Não ficou só na redução de secretarias e ADRs. Além disso, houve corte de pessoal também.  É uma medida que ninguém gosta de tomar, porque envolve pessoas, mas não podemos nos omitir. Recentemente, extinguimos mais de 350 cargos comissionados. Isso atende a uma exigência legal, imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

 

[PE] – Qual a importância destes cortes de pessoal?

Governador – O Estado ultrapassou o limite legal com a despesa da folha de pagamento, então ele é obrigado a cortar. Se não fizermos isso, poderemos ficar impedidos, por exemplo, de contratar empréstimos. E isso não vai acontecer. Nós estamos sendo, e seremos sempre, transparentes. Isso é um compromisso deste governo. Todos conhecerão e terão acesso aos números. A situação da folha de pagamento dos servidores é muito grave e se não tivéssemos a coragem de enfrentar essa batalha, diminuindo o gasto público, Santa Catarina passaria por sérios problemas.

 

[PE] – O governo vai conseguir manter o salário dos servidores em dia?

Governador – Não tenha a menor dúvida disso. Este é um compromisso do qual nunca recuaremos. O salário dos servidores não sofrerá sequer um dia de atraso. Mas é importante dizer que essa é uma conta cada vez mais difícil de fechar, porque a arrecadação ainda não atingiu o patamar ideal de crescimento e, por outro lado, a folha só aumenta. De 2011 a 2017, a despesa com o pagamento de salários teve um acréscimo de aproximadamente R$ 5,8 bilhões. Isso é muito dinheiro.

 

[PE] – Como se explica esse crescimento da folha de pagamento do Estado?

Governador – Entre 2011 e 2017, o aumento na folha foi de 109,2% contra um INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 52,9%. Isso é muito grave. Se nós levássemos essa realidade para o setor privado, qualquer empresa fecharia as portas nessa condição. Isso não pode continuar. Temos que ser responsáveis. Não haverá nenhum aumento na remuneração. Mesmo assim, sem aumento, a folha de pagamento em 2018 terá um acréscimo de R$ 651 milhões. É dramático para as contas públicas. Por conta disso, estamos agindo de forma corajosa e todas as providências necessárias para fechar as contas sem nenhum atraso estão sendo tomadas. É uma questão de honra para o governo e para Santa Catarina.

 

[PE] – O dinheiro economizado com os cortes servirá para o que?

Governador – Toda a economia que fizermos, seja decorrente dos cortes ou de aperfeiçoamento nos processos de gestão, vai ser utilizada para melhorar os serviços prestados ao cidadão. As áreas prioritárias para investimentos são a Saúde e a Segurança Pública. O cliente da Saúde pública e da Segurança Pública é o cidadão, e ele merece ser bem atendido. A economia que fizermos usando melhor o dinheiro, cortando despesas e eliminando desperdícios, será aplicada preferencialmente na Saúde e na Segurança Pública, mas estamos atentos também na infraestrutura, principalmente no que diz respeito às rodovias estaduais.

 

[PE] – Já há resultados deste direcionamento de recursos para a Saúde e Segurança?

Governador – Sim, e eles impressionam. Na Saúde, por exemplo, há avanços importantes. Estamos repassando 14% de toda a receita líquida do Estado e conseguimos convencer o governo federal a reembolsar o que nós custeamos em procedimentos sem a contrapartida do Ministério da Saúde. Isso traz um fôlego a mais. Além disso, conseguimos aumentar o estoque de medicamentos de 36% para 81%. Mas o que mais me orgulha é o trabalho exemplar da equipe em revisar todos os contratos e melhorar o modelo de compra de itens e medicamentos.

 

[PE] – Como funciona esse processo de revisão de contratos?

Governador – Estamos pagando melhor, recuperamos a confiança dos fornecedores e estamos economizando na hora de comprar, com pregões eletrônicos. A Secretaria de Estado da Saúde, sozinha, foi responsável por 62,73% de todos os pregões eletrônicos do governo de Santa Catarina em 2018, sendo que a economia obtida até agora com as melhorias dos processos nos contratos e licitações chega a praticamente R$ 9,7 milhões.

 

[PE] – E na Segurança Pública, o que o governo tem conseguido?

Governador – No setor da Segurança Pública conseguimos reduzir os índices de violência com números bem importantes no primeiro trimestre do ano. Se compararmos com o mesmo período do ano passado, o número de homicídios, por exemplo, caiu em 19,5%. Temos homens e mulheres qualificados na linha de frente do combate, realizando operações e ações efetivas. E vamos continuar investindo em tecnologia, em viaturas e em equipamentos para as forças de segurança do Estado cumprirem suas missões junto à sociedade.

 

[PE] – Haverá dinheiro para investimentos em outras áreas?

Governador – Para outros investimentos vamos buscar parcerias.  Além disso, estamos atentos a oportunidades de ampliar a competitividade das indústrias e empresas catarinenses, o que aquece a economia e gera um círculo virtuoso de prosperidade.

 

[PE] – Qual o caminho para isso?

Governador – Santa Catarina tem sido um exemplo para todo o país, não aumentamos impostos, estamos crescendo, gerando empregos. Nos tornamos um lugar atraente para os investidores. E a excelência do que produzimos tem ampliado a relação com o mercado externo. Prova disto ocorre no setor produtivo de carnes, que aumentou as vendas para China, Hong Kong e México. Em cada canto desse estado há um exemplo de trabalho e dedicação nos mais diversos setores da nossa economia. É também por isso que o governo tem que ser exemplar, tomar as medidas mais corajosas e responsáveis, independentemente de questões políticas.

 

[PE] – O que os catarinenses podem esperar de seus próximos meses de governo?

Governador – Santa Catarina pode contar comigo, independentemente de qualquer situação política, partidária ou eleitoral. A questão é bem objetiva: nós temos que reduzir o tamanho da máquina pública, e fortalecer essa relação de respeito e harmonia entre o poder público e o cidadão. É o cidadão quem constrói um Estado cada vez melhor. Minha missão, como governador, é ajudar o cidadão, ajudar quem faz de Santa Catarina um Estado do qual nos orgulhamos mais a cada dia.

 

BOX

Quando não está cumprindo as funções de governador do Estado, seja no Centro Administrativo, em atos e solenidades pelos municípios catarinenses, nas frequentes audiências em Brasília, ou mesmo em missões ao exterior, Eduardo Pinho Moreira dedica o máximo de tempo possível à família. Atividades com esposa, filhos e netos são frequentes em suas redes sociais.

Ainda assim, em seu discurso de posse efetiva no comando do Executivo estadual, em 6 de março, ele chegou a admitir que já vinha recebendo reclamações, especialmente dos netos, por ter cada vez menos tempo para eles.

Médico cardiologista, deputado federal constituinte, ex-prefeito de Criciúma, por mais de uma vez vice-governador do Estado, nos raros momentos de descanso ele gosta de fazer caminhadas, de receber os filhos e os netos e, é claro, de torcer pelo Criciúma.

Frases de destaque:

Um estado que vai bem merece um governo responsável e comprometido;

O salário dos servidores não sofrerá sequer um dia de atraso;

Minha missão, como governador, é ajudar o cidadão;

Qualificar o gasto público é uma obrigação dos governantes.

Por Andrea Leonora / Coluna Pelo Estado / Fotos: Secom

Ceron vai começar com poucas secretarias

O prefeito eleito de Lages, Antonio Ceron, em entrevista ao comunicador Maurício Hussein, da Rádio Princesa, na manhã desta quinta-feira (01), falou sobre os mais diversos assuntos, e muitos deles sem segredo, pois, já falou várias vezes.

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É o caso da prioridade no atendimento à saúde, da visita dele aos postinhos; sobre a doação do salário a um fundo social, devido à preocupação com as pessoas mais humildes e necessitadas, e o profundo respeito às pessoas e ao dinheiro público.

Sobre a nova gestão, revelou que irá fazer uma ampla reforma administrativa, e que pretende reduzir as Secretarias, das atuais 21 para 14 pastas. A medida será tomada já em janeiro para ser votada na Câmara o quanto antes.

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É por isso que deverá começar como poucos secretários. Citou que deverá nomear apenas seis: Saúde, Administração, Progem, Educação, Obras e Fazenda, e talvez mais uma, fechando em sete. Só não disse qual.

Disse ainda que os nomes serão conhecidos entre o dia 15 de dezembro e 2 de janeiro. Além do mais, ressaltou que deverão ser pessoas com capacidade técnica e responsabilidade social. Disso, não abre mão.

Falou ainda que não quer interferir na escolha do presidente da Câmara de Vereadores, mas que gostaria que todos tivessem nestes próximos quatro anos a participação na Mesa Diretora, e façam um trabalho harmônico com o Executivo, sem diferenças ideológicas, e que todos tenham liberdade de posicionamento, pois, o objetivo final, seja o vereador, da situação ou oposição, é sempre o melhor para o povo.

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No final expressou seu profundo sentimento com as vítimas da tragédia com a Chapecoense, em que morreram jogadores, comissão técnica, e profissionais da imprensa, pedindo a Deus que lhes dê forças para que os familiares possam todos reconstruirem suas vidas.

Além disso, agradeceu a oportunidade de mais uma vez poder expressar que pretende colocar em prática o sonho de administrar Lages, e que o fará com determinação, com o objetivo de fazer uma boa gestão.