Distrito Cazuza Ferreira: potência econômica na Serra Gaúcha

Registro de uma das PCHs instalada no distrito de Cazuza Ferreira, em São Francisco de Paula (RS)

O distrito de Cazuza Ferreira, em São Francisco de Paula (RS), é um dos motores econômicos da região serrana. Com forte presença da silvicultura, produção de madeira e derivados, o local também abriga a Laticínios Frizzo, responsável por transformar a produção leiteira em escala industrial. Além disso, pequenos agricultores mantêm viva a tradição da viticultura e do vinho artesanal, somando-se às queijarias e fábricas de geleias que diversificam a agroindústria local.

Outro destaque são as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), (foto) que garantem energia limpa e contribuem significativamente para a arrecadação municipal. Essa combinação de agricultura tradicional, agroindústria artesanal e geração de energia renovável faz de Cazuza Ferreira um polo de dinamismo e inovação. Isso sem contar dos inúmeros destinos aptos à exploração do turismo.

No entanto, apesar da potencialidade econômica, capaz de gerar alta renda em impostos, uma das maiores do interior, senão o maior volume de arrecadação, moradores e produtores afirmam que o distrito é praticamente esquecido pelo poder público. As principais reclamações envolvem a falta de manutenção das estradas, que dificulta o escoamento da produção, além da ausência de serviços básicos de segurança e saúde pública. “Produzimos muito, mas não temos retorno em infraestrutura. O distrito cresce por conta própria, sem apoio da Prefeitura”, relatam agricultores locais, e, entre eles, o produtor de uva, Moisés de Oliveira Daros.

A situação expõe um contraste: enquanto Cazuza Ferreira gera riqueza e fortalece a economia de São Francisco de Paula, enfrenta problemas estruturais que limitam seu desenvolvimento. Para os moradores, o reconhecimento e o investimento governamental seriam fundamentais para transformar o potencial em prosperidade plena.

Reportagem: Paulo Chagas

Projeto O Turismo é Aqui!

OBS: O Portal está aberto para o manifesto da gestão municipal de São Francisco de Paula.

Turismo entre os investimentos do Governo de SC na Serra

O Governo de Santa Catarina tem intensificado os investimentos na Serra Catarinense com foco em infraestrutura, turismo e desenvolvimento regional. Entre as ações, estão obras viárias, melhorias em aeroportos, ampliação da malha aérea, expansão energética e incentivo ao setor turístico.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Arquivo/Secom GOVSC

Destaques incluem a autorização para exportação de maçãs pelo Porto de Imbituba, redução de custos logísticos para produtores, retomada de voos de Correia Pinto para Congonhas (SP) a partir de 27 de novembro e liberação do aeroporto de São Joaquim para pousos e decolagens.

Na área energética, foi inaugurado o gasoduto “Serra Catarinense”, com 237 km até Lages, além do lançamento do programa Energia Boa, que prevê novas subestações e linhas de transmissão, fomentando a geração de energia limpa.

Foto: Jonatã Rocha / SECOM

O turismo também recebe atenção com o programa Estação Inverno, que promove a Serra como principal destino de inverno do Brasil.

Outros investimentos incluem R$ 25 milhões em obras em escolas estaduais e R$ 70 milhões anuais no custeio hospitalar da região, além de melhorias no Hospital Tereza Ramos, em Lages, que terá o setor de radioterapia ampliado. Essas ações visam gerar emprego, renda e mais qualidade de vida para a população serrana.

Otacílio Costa se destaca pelo potencial agrícola

Na manhã de sexta-feira (21), a imprensa regional esteve em Otacílo Costa, a convite do prefeito Fabiano Baldessar, para conhecer o desenvolvimento local, dos setores industrial e madeireiro, entre outras vocações econômicas, caso da agricultura. São setores que estão impulsionado o agronegócio no município.

Segundo o prefeito, Otacílio Costa sempre teve grande representatividade na indústria e na madeira, mas é importante mostrar também a agricultura, um setor em ascensão. “O município tem terras férteis e produtores dedicados, o que abre portas para um futuro promissor”, destacou o prefeito Fabiano Baldessar de Souza.

Programação

A programação incluiu visitas a propriedades rurais de destaque, como a fazenda dos produtores Valcir Tortelli e Maurício Brunetton, na localidade de Casa Vermelha. Além disso, a comitiva conheceu as instalações da Copercampos, na comunidade de Vila Aparecida, onde está sendo realizado um projeto de expansão com um investimento de aproximadamente R$ 20 milhões.

Produção de grãos

Atualmente, Otacílio Costa já se destaca na produção de soja, milho e moranga. Além disso, o município começa a expandir o cultivo de tomate, cebola e frutas vermelhas, explorando novas culturas que podem fortalecer ainda mais o setor agrícola local.

O agrônomo da Epagri, Murilo Nunes, enfatizou a importância da assistência técnica para o desenvolvimento do agronegócio no município. “O uso de novas tecnologias e boas práticas agrícolas tem sido fundamental para aumentar a produtividade e garantir a sustentabilidade das lavouras. Nosso papel é orientar os produtores para que consigam obter os melhores resultados”, explicou.

Informações e fotos: Sérgio Pinheiro

Crescimento da população de SC acima da média nacional

Santa Catarina é o menor estado do sul, e tem apenas 1,1% do território nacional. Mesmo assim, tem características econômicas que repercutem mundialmente. As boas notícias têm acontecido naturalmente. Notem o que aponta o índice de atividade econômica medido pelo Banco Central, que é considerado uma prévia do PIB.

Os números são considerados positivos, pois, colocam Santa Catarina como destaque nacional no crescimento econômico / Foto: Marco Favero/Arquivo/ Secom

Segundo os dados, a economia de Santa Catarina cresceu 4,2% no primeiro semestre de 2024, o dobro em relação ao crescimento nacional, que registrou 2,1% no mesmo período. Os dados estão em linha com outros indicadores econômicos que mostram Santa Catarina em destaque na geração de emprego, renda e atração de investimentos. Os números são significativos.

Talvez por isso, cause a atratividade de investidores e novos imigrantes. Pode ser a explicação para os novos indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, popularmente conhecido pela sigla IBGE, que divulgou nesta quinta-feira, 29, os dados populacionais do país.

Santa Catarina chegou a 8.058.411 habitantes, com crescimento de 5,89% em comparação com o último levantamento, realizado em 2022. A média nacional ficou em 4,68% de aumento populacional. Os números colocam Santa Catarina, com o oitavo maior crescimento populacional do país e o maior da região Sul.

Lages deve movimentar R$40 milhões com a Festa do Pinhão

A Festa se tornou um dos eventos mais aguardados do calendário cultural de Santa Catarina e Sul do Brasil, e por isso, uma celebração que combina tradição, gastronomia e entretenimento, que aquece a economia, especialmente no setor hoteleiro, gastronômico e nos diversos tipos de comércios da cidade.

 Segundo dados da CDL, o comércio local deve ter um aumento de cerca de 5% nas vendas. O que representa cinco por cento a mais em relação ao ano passado e pode ultrapassar os R$40 milhões na movimentação financeira das lojas, hotéis, postos de combustíveis e restaurantes.

Cultura serrana

Durante a Festa Nacional do Pinhão, os visitantes têm a oportunidade de vivenciar a riqueza da cultura serrana por meio de apresentações de danças folclóricas, shows de música regional e a tão aguardada gastronomia à base de pinhão, a semente símbolo da festa.

Neste período, tanto os turistas como os moradores de Lages buscam o comércio local, especialmente as lojas de calçados e vestuário, para adquirir artigos mais quentes, bonitos e modernos numa preparação para as noites de shows no parque Conta Dinheiro.

Recursos economizados na Alesc começam a ser distribuídos

Desta vez são R$ 80 milhões que estão sendo repassados por meio das Bancadas Regionais, destinados a atender especialmente a área da saúde, e parte, em infraestrutura. O montante dos recursos vem da economia de gestão da Assembleia Legislativa.

Recursos economizados pela Alesc chegam a municípios por meio de Bancadas Regionais / Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL

A forma de distribuição, considerada inédita, tem a consideração favorável das seis bancadas regionais, constituídas no Parlamento. Blumenau, por exemplo, terá o repasse feito há dois hospitais considerados estratégicos para a região.

O deputado Marcius Machado (PL), da Serra, enalteceu a iniciativa, afirmando ser um marco para o desenvolvimento regional. Para o Oeste, serão R$ 18 milhões para aplicação. Fato também enaltecido pela deputada Luciane Carminatti (PT).

E assim, a boa notícia da economia de recursos também contempla o Sul e o Norte do Estado, entre outras regiões. O presidente da Casa, Mauro De Nadal (MDB), comentou a respeito da economia e os repasses, e disse sentir a satisfação dos administradores em receberem este gesto importante do Parlamento.

Economia em SC: Governo apresenta números preocupantes

Preparado pela Secretaria de Estado da Fazenda a pedido do governador Jorginho Mello, o diagnóstico das contas estaduais comprova que a situação de Santa Catarina é muito diferente do indicado pelos primeiros números. Não foi à toa que o governador, antes da coletiva, antecipou a preocupação.

Com um desempenho atípico durante a pandemia de Covid-19, o Estado obteve um aporte de quase R$ 6 bilhões em recursos extras num intervalo de três anos – na conta estão as transferências do Governo Federal para o combate ao coronavírus, a dispensa do pagamento de R$ 1 bilhão referente às parcelas da dívida pública com a União (2020) e o aumento da arrecadação tributária ocasionada pelo esforço fiscal, pela inflação e pelo crescimento da atividade econômica (PIB) catarinense.

Na outra ponta, houve a queda nas despesas com o lockdown e a chamada “reforma administrativa invisível” do Governo Federal, que congelou salários em todo o país.

A volta da normalidade, entretanto, escancarou o desequilíbrio entre receitas e despesas: SC encerrou 2022 com um déficit apurado até o momento de R$ 128 milhões na chamada Fonte 100, que é de onde saem os recursos usados no pagamento da grande maioria das despesas estaduais.

Para 2023, serão necessários R$ 2,8 bilhões extras para honrar os compromissos assumidos em anos anteriores e cumprimento da previsão orçamentária.

Transferências

Chama a atenção o volume de recursos enviado aos municípios e entidades sem fins lucrativos durante a pandemia. Há quatro modalidades regulamentadas hoje em SC.

As três primeiras são transferências voluntárias, transferências especiais realizadas via emendas impositivas e os convênios.

A partir de 2019, surgiu o Plano 1000, que contempla o popular “PIX dos Prefeitos” – o plano prevê repasses diretos de até R$ 5 milhões e a oficialização de convênios nos casos em que o investimento ultrapassa esse valor.

Somente em 2022, somando todos os modelos de transferências, o Estado repassou R$ 3,2 bilhões aos municípios e entidades e tem um saldo a pagar de R$ 3,7 bilhões – a Portaria SEF 566/2022 suspendeu uma série de repasses que seriam feitos, o que na prática deve reduzir a conta a pagar em R$ 820 milhões, já dando indícios do desequilíbrio.

Outro dado preocupante: cerca de 5 mil transferências possuem deficiência na prestação de contas nos sistemas do Governo do Estado. Esse é outro fato que levou a metodologia a ser questionada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas.

Ajuste fiscal

Secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert observou que a realidade exige muito mais atenção do que se imaginava diante dos primeiros números apresentados na transição dos governos.

“Os dados, agora transformados em informações, nos mostram que precisaremos de muita engenhosidade para honrar os compromissos e ainda colocar em prática as políticas públicas desenhadas pelo governador Jorginho, mas estamos confiantes e vislumbrando alternativas para transformar os desafios em oportunidades”, disse.

Orçamento

O orçamento de Santa Catarina para 2023 é de pouco mais de R$ 44 bilhões. As projeções mais conservadoras mostram que o Estado deve crescer algo em torno de 4% ao longo do ano – SC encerrou 2022 com receita tributária de R$ 43 bilhões, o que corresponde a crescimento real de 5%, já descontada a inflação.

Com as perdas de arrecadação ocasionadas pela mudança da alíquota de ICMS dos combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, SC tem arrecadado cerca de R$ 300 milhões mensais a menos.

Fotos: Eduardo Valente / Secom

Palestra em Lages com a jornalista Estela Benetti

A jornalista Estela Benetti participa nesta terça-feira (4), de evento voltado para empresários catarinenses na Associação Empresarial de Lages (ACIL). Abordando o tema “Cenário econômico e Oportunidades para a Serra Catarina”, a palestra começa às 19h na ACIL.

A jornalista especializada em economia, vai destacar o crescimento em um ritmo menor e um dos motivos é que Santa Catarina cresceu muito em 2021, mais de 8%, e agora passa por uma acomodação.