Briga entre deputados de esquerda e de direita na Câmara

O epicentro das discussões e que viraram provocações girou em torno da morte de Marielle. Os parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, exigiram pedido de desculpa pelas acusações a longo de todo o processo, que culminou recentemente com a descoberta dos mandantes do assassinato da vereadora e do motorista dela.

Deputada catarinense participou do bate-boca com deputados de oposição / Renato Araújo/Câmara dos Deputados

Entre os que discutiram, estava a deputada catarinense Júlia Zanatta (PL/SC). Em alguns momentos do tumulto e xingamentos, houve a exibição de uma foto de Domingos Brasão, auditor-fiscal do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, em plena campanha para Dilma Rousseff.

“Fascista” era a palavra mais utilizada em meio a gritos de ambas as partes. Diante do clima pesado, uma sessão precisou ser encerrada. Entre as acusações, a de que a morte de Marielle foi usada para interesses políticos até então.

Polêmico curso em Chapecó

Dilma entre os professores

Chapecó está em polvorosa, e, desta vez não em função do futebol da Chape, mas pelo fato de o deputado federal Pedro Uczai (PT/SC) programar o lançamento de um curso de pós-graduação intitulado A Esquerda do Século 21.

O questionamento até não é pelo curso em si, mas o fato de obter o apoio da Universidade Federal da Fronteira Sul. A iniciativa está recebendo fortes críticas. No Congresso, o deputado federal João Rodrigues usou a tribuna nesta terça-feira (11)para expor o caso.

Entre os professores, a ex-presidente Dilma Rousseff, João Pedro Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), e do deputado federal do Rio de Janeiro, Jean Willys.

Mapa dos principais prefeitos eleitos em SC

A primeira constatação foi a drástica redução do PT. De 45 prefeitos, elegeu 20. Entre as justificativas o impeachment de Dilma e a rejeição à esquerda. O partido considera normal.

O PMDB, como era esperado, foi o que mais elegeu. Porém, em menor número do que em 2012.

O Partido elegeu 98 prefeitos, mas pode chegar a 100 se Udo Döhler se eleger em Joinville, e Gean Loureiro em Florianópolis.

O PSDB foi o de maior crescimento. Conseguiu eleger 38 prefeitos neste ano – 13 a mais do que em 2012, quando conquistou 25 prefeituras.

Já o PSD também teve crescimento bastante expressivo. Conquistou 61 Prefeituras, ou seja, 9 a mais do quem em 2012, quando disputou a primeira eleição, e elegeu 52 prefeitos. Fato que mexeu com a consolidação do partido em SC e já pensa em definir oficialmente a candidatura ao governo em 2018.

Enquanto isso, o PP manteve o mesmo número conquistado em 2012: 46 prefeituras.

O DEM caiu de 5 para 3; O PR de 1 em 2012, conquistou 12, agora. O PSB se manteve com 2 chegou a 10 conquistas.

Eleições gerais e o impeachment

O Brasil perdeu a grande oportunidade de unificar os pleitos eleitorais. Poderia ter optado pela realização de eleições gerais já neste mês de outubro, ao invés de viver o constrangimento de um processo de impeachment.

Resultado de um jogo de interesses que está muito acima das reais necessidades do país, que também não soube trabalhar a reforma política como deveria.

Agora, sem volta, no Senado, está a condução de um julgamento, com a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff ser impedida definitivamente de seguir governando.

Por outro lado, o presidente interino, Michel Temer (PMDB) que tem também forte participação nas “culpas” de Dilma, apenas aguarda o desfecho.

Enfim, seja como for, quando o povo ir às urnas novamente para escolher o Presidente, terá que ter a inteligência suficiente para saber escolher quem será o menos pior.

Depois de Collor, a vez de Dilma

dilmaO mundo acompanha a partir desta quinta-feira, 25, o desenrolar final do processo que deve afastar definitivamente a presidente Dilma Rousseff do cargo.

O novo momento histórico da política brasileira deverá ter um desfecho lá por terça ou quarta da semana que vem.

Pelo que se vê Dilma não terá os votos no Senado suficientes para reverter o processo e impedir o impeachment.

Além disso, o clima político não lhe favorece.

De olho nas Olimpíadas

O Brasil se entrega às Olimpíadas. Enquanto isso, outros assuntos ainda mais relevantes estarão praticamente em segundo plano. O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff é um desses assuntos que merecem o máximo de atenção. O momento é decisivo para a vida política da petista.

Por outro lado, em termos de Congresso, muito pouco deverá ser produzido. Além dos Jogos Olímpicos, há influência do período eleitoral.

Quando entrar setembro

O agosto chegou. Será um longo mês na espera da definição sobre o impeachment, assim que o setembro entrar. Mas o que esperar?

A expectativa é de que o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff ocorra, a partir do entendimento do Senado, embora, entre os senadores, fala-se em “cautela”. A previsão é de que a votação do processo oconteça no dia 21 de setembro.

Entro neste assunto, porque interessa diretamente a cada um dos brasileiros. Um processo que pode até não determinar o afastamento da petista.

Enquanto isso, um novo governo está no poder, com novos ministros, novos assessores, novos projetos, etc. Mas, na verdade, o País segue na mesma instabilidade política grave.

O setembro será determinante para se saber quem afinal de contas irá seguir governando o Brasil.

Em caso de a Dilma voltar. Tudo o que Temer já organizou, será desfeito, e lá se vai o ano sem o encaixe das novas ações de Dilma. E, no caso de Michel Temer ser oficializado, a esperança é de que o as coisas ganhem mais celeridade.

Enquanto nada se define, o País continua vivendo o caos da estagnação, e da descrença de que a crise possa ser definitivamente contornada.

Por fim, as atenções, por hora, recaem aos jogos olímpicos. Um alívio temporário aos problemas de ordem política e econômica.

Pesquisa fala da atuação de Temer

Enquanto nos ocupamos com os assuntos paroquiais, a atuação do presidente interino Michel Temer anda longe dos holofotes.

vice-presidente Michel Temer

Acabo de receber o resultado de mais uma recente projeção, da Paraná Pesquisa, e que apresenta dados interessantes e pode situar você a respeito do trabalho do Presidente até aqui.

Sobre a aprovação dele, de maneira geral, 38% aprovam, 52% desaprovam e 9,1% nada disseram.

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Sobre o início da administração do Presidente Michel Temer, se está indo melhor, pior ou igual ao que o Sr(a) esperava?

Melhor 20,9%, pior 20,8%,  igual à Dilma, 51,8%. Não sabe/ não respondeu 6,4%.

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Aqui um ponto interessante da pesquisa. De 0 a 10, que nota o Sr(a) dá para:

O Poder Judiciário, ou seja, para a Justiça do Brasil: 4,6

Os primeiros meses de trabalho do Presidente Interino Michel Temer  4,2

O trabalho realizado pelos Deputados Federais e Senadores: 3,3

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Atualmente, o que o Sr(a) prefere:

A volta da Presidente Dilma Rousseff: 11,1%

A permanência de Michel Temer como Presidente:23,8%

Novas eleições: 62,4%

Não sabe/ não respondeu 2,7%

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Sobre o ex-presidente Lula, atualmente, o que o Sr(a) prefere:

Que o ex-Presidente Lula volte a ser Presidente: 15,2%

Que ele se aposente da política: 34,1%

Que o ex-Presidente Lula seja preso pelo Juiz Sérgio Moro: 47,7%

Não sabe/ não respondeu 3,0%.

(Fonte: Paraná Pesquisas)