Crise e mais demissões em municípios serranos

edelvânioO jornalista Oneres Lopes, da Amures, comunga com a gente a informação de que mais um município serrano deverá fazer cortes em funções gratificadas e horas extras, para conter gastos.

Trata-se do município de Bom Jardim da Serra. A confirmação é do próprio prefeito Edelvânio Nunes Topanoti.

Ele adiantou uma possível medida mais radical com demissão de ao menos 100 colaboradores caso não consiga estabelecer, o equilíbrio financeiro de receitas e despesas.

O decreto assinado pelo prefeito só não alcança os serviços considerados essenciais no setor de saúde. Todas as demais áreas estão na mira dos cortes.

Menores salários

O que explica o prefeito é que, mesmo tendo Bom Jardim da Serra os menores salários de secretário municipal de Santa Catarina com apenas R$ 1.500,00, a situação está ficando insustentável.

Edelvânio Topanoti disse que recebe R$ 4.800,00 como prefeito e seu vice recebe metade desse valor.

Sobre as futuras demissões informa que dependerão de uma auditoria que está sendo realizada por equipe da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).

Diante disso há uma grande possibilidade de dispensar todos os cargos comissionados e Admitidos em Caráter Temporários (ACTs).

No entanto, a proporção dos cortes a serem determinados dependerá exclusivamente do relatório final do estudo que está sendo realizado.

Prefeito de Chapecó pode fazer o que não quer

José CaramoriA decisão de cancelar a edição da Efapi de 2015, em razão da crise econômica do país, e que afeta diretamente os municípios, pode não ser a única medida para conter gastos na Administração Municipal de Chapecó.

A austeridade em tempos de crise é uma ferramenta poderosa para tentar dar equilíbrio nas finanças.

Assim, o prefeito José Caramori pode ser obrigado a partir para as demissões de um bom número de comissionados e até mesmo, gente do primeiro escalão.

Se eu fosse o Prefeito de Chapecó, pensaria em reduzir em torno de 40 a 50%, o que daria um alívio considerável na folha.

Portanto, não será nenhuma surpresa o fato de ele anunciar as demissões, já na próxima semana.

E, caso não o faça, é porque a folha do Município ainda suporta a sobrecarga salarial do funcionalismo, incluindo, os comissionados.