PEC da redução da maioridade penal será analisada pela CCJ

Deputada Júlia Zanatta / Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deve analisar nesta terça-feira a admissibilidade da PEC 32/2015, que propõe a redução da maioridade penal. Entre as propostas apensadas está a PEC 9/2026, apresentada pela deputada federal Júlia Zanatta, considerada a mais abrangente do grupo.

O texto reduz a idade de responsabilização penal para 16 anos e prevê que adolescentes entre 12 e 16 anos possam responder por crimes hediondos, contra a vida ou praticados com violência ou grave ameaça. A parlamentar argumenta que a legislação atual é insuficiente diante do envolvimento de menores em crimes graves e do uso de adolescentes por organizações criminosas.

Protocolada em maio deste ano, a proposta reuniu 186 assinaturas de deputados federais, número superior ao mínimo exigido para a tramitação de uma emenda constitucional. Se for considerada admissível pela CCJ, seguirá para análise em comissão especial e, posteriormente, para votação no plenário da Câmara.

Sabatina de Messias, nesta quarta, será apenas pro forma?

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado promove nesta quarta-feira (29), a partir das 9h, a sabatina de Jorge Messias. O advogado-geral da União foi indicado pela Presidência da República ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O advogado-geral da União, Jorge Messias, durante visita ao Senado em novembro do ano passado
Edilson Rodrigues/Agência Senado / Fonte: Agência Senado

A eventual aprovação do novo indicado de Lula, pelo Senado Federal, caso ocorra sem um exame rigoroso, ampliaria a percepção de que a sabatina deixou de ser instrumento constitucional de controle para se tornar mera formalidade política.

A Constituição exige reputação ilibada e notável saber jurídico como critérios centrais para o ingresso no Supremo Tribunal Federal, com aprovação pela maioria absoluta do Senado.

A crítica institucional mais contundente recai menos sobre o indicado e mais sobre os senadores: quando parlamentares renunciam ao dever de questionar trajetória, independência, produção jurídica e capacidade técnica, esvaziam a própria função fiscalizadora. O Senado não existe para carimbar escolhas presidenciais, mas para testá-las à luz do interesse público.

Seja como for, ninguém acredita numa desaprovação. Irá prevalecer a apenas a lógica da conveniência política, reforçando a sensação de que critérios subjetivos como “notável saber jurídico” são tratados de forma elástica demais, enquanto a exigência de autonomia intelectual fica em segundo plano

Em termos republicanos, o maior problema não é a indicação em si, mas a normalização de sabatinas previsíveis, sem confronto real de ideias, sem escrutínio técnico profundo e sem disposição de contrariar acordos de bastidor. Quando isso acontece, perde o Senado, perde o STF e perde a sociedade. Se ocorrer a desaprovação, será a surpresa. Fica o registro.

Deputada Caroline De Toni pede por mais segurança

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) solicitou escolta da Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados após receber ameaças de morte nas redes sociais.

Ela atribui essas ameaças à sua defesa da controversa PEC do Aborto, que visa restringir as provisões legais para o procedimento no Brasil, e à sua oposição à PEC que busca eliminar a escala 6×1.

Desde que assumiu a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), De Toni tem promovido pautas alinhadas ao bolsonarismo, o que tem acirrado os ânimos tanto dentro quanto fora da Câmara.

Instalação de sirenes de alerta em áreas de risco

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) apresentou, na manhã desta terça-feira (28), parecer favorável ao Projeto de Lei (PL) 402/2023, do deputado Sargento Lima (PL), que trata da instalação de sirenes de alerta em áreas de risco, previamente identificadas pela Defesa Civil.

CCJ se reuniu na manhã desta terça-feira (28) / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

No projeto, áreas de risco são definidas como locais passíveis de ocorrência de eventos naturais ou tecnológicos que possam representar risco à segurança e à vida das pessoas, e estabelece a instalação das sirenes como forma de garantir a eficácia do sistema de aviso à população.

A aprovação da matéria aconteceu por unanimidade, seguindo o texto substitutivo global apresentado pelo relator, deputado Marcius Machado (PL).

No documento, o parlamentar retira o caráter obrigatório da instalação dos equipamentos por parte dos municípios, sob o argumento de que a medida é inconstitucional por interferir na autonomia dos entes federados.

Com a decisão, o PL 402/2023 segue tramitando nas comissões de Assuntos Municipais; e de Defesa Civil e Desastres Naturais. (Agência Alesc)

Avança projeto para levar internet ao meio rural

Santa Catarina dá mais um importante passo para levar internet de qualidade para o campo. Em governos anteriores, a ideia nunca saiu do papel.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou por unanimidade nesta terça-feira (21) o projeto de lei enviado pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural que garante investimentos de R$ 50 milhões na conectividade no meio rural.

O projeto, que ainda tem de ser votado em plenário, tem a intenção de isentar cobranças no compartilhamento de infraestrutura, especialmente postes (usados por concessionárias de energia e de telecomunicações), a fim de baratear e, portanto, incentivar a expansão de redes de fibra ótica no meio rural.

Segundo o secretário da Agricultura Altair Silva, a aprovação unânime na CCJ é o primeiro grande passo para que o projeto seja implantado no estado.

 Foto: Divulgação/SAR

Altura e tatuagens não devem mais impedir ingresso na PM

A Assembleia Legislativa de SC deu um importante passo para que mais pessoas possam ingressar na carreira de Policial Militar. É que nesta terça-feira (4), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), alterou a Lei 587, de 2013, modificando a exigência de altura mínima para os interessados em entrar para a corporação e revogando o impedimento de acesso a quem possua tatuagens.

O da altura é de iniciativa do deputado Marcius Machado (PR). O Projeto de Lei Complementar 11/2019 diminui em cinco centímetros a altura mínima de quem deseja ser policial. O texto indica que a altura mínima das mulheres passa a ser 1,55m e, no caso dos homens, 1,60m.

A alteração faz com que a Polícia Militar catarinense passe a seguir padrão já adotado pelo Exército Brasileiro.

Tatuagens

A outra modificação, de autoria do deputado Milton Hobus (PSD), retira a proibição de ingresso nas forças militares de quem possua tatuagens. A proposta segue o mesmo texto do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, já havia retirado a proibição no exercício militar do Exército.

FOTO: Luca Gebara/Agência AL

Fatma ruma para a extinção

Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou a extinção da Fundação do Meio Ambiente (Fatma), etapa necessária para a transformação em Instituto do Meio Ambiente.

A reunião da CCJ foi acompanhada pelo presidente do órgão, Alexandre Waltrick, e alguns servidores. A expectativa é que, com essa mudança, haja uma modernização e os processos ganhem agilidade.

Pelo fim das aposentadorias a governadores

Depois de a Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia aprovar, nesta semana, por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2011, está mais próximo o fim da concessão de aposentadorias e pensões a ex-governadores do Estado. O deputado Padre Pedro Baldissera (PT), é o autor.

O encaminhamento contempla o acatamento da proposta em seu teor original, ou seja, pela revogação de todo o artigo 195 da Constituição Estadual (que prevê a concessão do benefício) e a rejeição de uma subemenda aprovada no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que visava manter o pagamento das despesas de saúde do governador, caso este fique doente durante o exercício do mandato, além de adiar o início da vigência da emenda para 2019.

O deputado Fernando Coruja, que apresentou o parecer na Comissão, disse que, sobre a continuidade ou não dos benefícios que já vêm sendo pagos, a decisão cabe ao Poder Judiciário.

Agora, com a aprovação, a PEC 3/2011, segue para votação em plenário.