Serra como centro do agronegócio de Santa Catarina

O setor do agronegócio está bastante agitado neste terça-feira (23), com a notícia de que o gigante asiático, a China, vai voltar a importar carne bovina do Brasil. No entanto, puxo o assunto, valorizando a força do agronegócio na Serra Catarinense.

Na noite desta segunda-feira (22), por ocasião do último leilão do ano do Sindicato Rural de Lages, no Parque Conta Dinheiro, o presidente da entidade Márcio Pamplona lançou importantes números.

Em 2021, na comparação com 2020, a comercialização de animais teve um incremento de apenas 8,5%. No entanto, o faturamento ficou acima dos 75%. No ano passado o volume financeiro alcançou R$ 16 milhões 639 mil.

Neste ano, já computado o resultado da Feira de Gado Geral desta segunda-feira totalizou R$ 29 milhões 368 mil. Somente neste leilão o faturamento chegou perto de R$ 1,5 milhão. E por fim, disse que a expectativa, em 2022, é esperada a volta do público nos leilões.

Assim, a partir destes dados, Lages consolida-se como a maior praça leiloeira de Santa Catarina, e a Serra como o maior centro da pecuária no Estado.

Sem dúvida, a representatividade dos negócios no município e na região resulta numa das maiores movimentações econômicas da Região, e com excelente retorno a quem produz.

Fotos: Paulo Chagas

Expolages 2020 e os 100 anos de exposições agropecuárias

Confira em vídeo, a mensagem deixada pelo presidente do Sindicato e da Associação Rural de Lages.

Só lembrando que amanhã, dia 13, às 20 horas, acontece uma live no Canal do You Tube, da Camargo Agronegócios, com a presença dos organizadores, os presidentes do Sindicato Rural de Lages, Márcio Pamplona, da ACIL,  Carlos Eduardo de Liz, e da leiloeira, Eloísa Camargo.

O agronegócio segue como o carro-chefe das exportações

Por mais que ainda precise mais atenção do Governo do Estado, houve o reconhecimento de que o agronegócio catarinense em 2020, foi o carro-chefe das exportações em Santa Catarina.

De janeiro a abril, o estado faturou US$ 2,64 bilhões com os embarques internacionais e 70% desse total teve origem no agronegócio, principalmente nos produtos de origem animal.

Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa virtual na noite desta quarta-feira, 20, pelo governador Carlos Moisés, ao lado do secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural em exercício, Ricardo Miotto.

Por outro lado, o governador Carlos Moisés destacou que o Governo do Estado não parou durante a pandemia e que continua a dar suporte ao setor produtivo catarinense.

Foto: Ricardo Wolffenbuttel/ Secom

Vice-governadora na defesa do setor produtivo catarinense

Diferente do governador Carlos Moisés, a vice-governadora Daniela Reinehr se manifestou em favor do setor produtivo, e contrária à ampliação da alíquota de 17% sobre os defensivos agrícolas. Ela entende de que se isto acontecer a produção catarinense será amplamente prejudicada.

Diante do fato, ela reafirmou seu engajamento junto ao setor produtivo, e disse que está tentando dialogar com o Governador, para apontar seus argumentos e apresentar propostas em busca de uma nova alternativa, sem enfraquecer o agronegócio.

Ela disse que concorda com o incentivo à produção orgânica, mas que o fomento de uma atividade não pode inviabilizar a outra.

Conversa com Zeferino

Na tarde desta quinta-feira (15), ela recebeu o presidente da Faesc, José Zeferino Pedroso e reafirmou sua palavra de apoio ao setor nessa questão. Aliás, nem ela está conseguindo conversar com Carlos Moisés sobre o tema. Ou seja, estabelece-se  a evidência de uma crise entre as suas partes. 

Por outro lado

Em entrevista concedida à Folha de São Paulo, Carlos Moisés afirmou que aplicar isenção em a agrotóxicos é uma irresponsabilidade de gestão e de que não se pode incentivar o uso. Ele afirma que o impacto do aumento do ICMS será de apenas 2 ou 3% no preço final.

Também falou da audiência com o segmento do MST, de um pessoal que trabalha com produtos agroecológicos e de que precisa incentivar. São 17 mil famílias que atuam na agricultura familiar, segundo ele.

Resistência

Pois é. Recebeu o MST em seu gabinete, mas não agenda uma conversa com o segmento do agronegócio. Não quer nem ouvir os argumentos do setor.

(Foto: redes sociais)

Governo do Estado na contramão

Santa Catarina tem batido recordes de exportação no segmento animal, e isso tem sido motivo de comemoração do setor do agronegócio.

No entanto, conforme diz o presidente da FAESC, José Zefferino Pedrodo, tudo por cair por terra. Pois, a decisão de aumentar a tributação sobre insumos agrícolas terá um efeito devastador na sociedade catarinense.

O dirigente afirma ser uma decisão errada e injusta. É uma punhalada nas costas de quem produz, atingindo não só o produtor rural, como também a agroindústria. O governo esquece que o agronegócio sempre foi a locomotiva da economia catarinense.

A manifestação de Zeferino tem motivo. É que o Governo do Estado, andando na contramão do setor produtivo, decidiu aumentar a tributação (17% de ICMS) sobre defensivos agrícolas que passa a vigorar neste 1º de agosto.

Efeitos

Os efeitos dessa medida são o aumento dos custos de produção de grãos, leite e carne, a redução da produtividade média e a perda da competitividade dos produtos agrícolas catarinenses nos mercados nacional e internacional, de acordo com a Faesc.

A maioria dos Estados brasileiros mantém a isenção de impostos – especialmente o Paraná e Rio Grande do Sul – o que deixará o produto catarinense em desvantagem no mercado.

Aumentos

Será inevitável a elevação de custo de produtos agrícolas, especialmente aqueles que demandam maior uso de insumos, como frutas, milho, trigo, arroz, batata, cebola, alho, legumes etc. No caso do milho e farelo de soja, matérias-primas essenciais na produção de rações, o impacto atingirá as cadeias produtivas de suínos, frango, leite etc. Produtores e agroindústrias irão arcar com o peso do aumento da carga tributária, que dificilmente será repassada ao consumidor.

Ignorância do Governo

Pedrozo desabafou: “Estamos revoltados. O governo catarinense demonstra profunda ignorância sobre a importância social e econômica da agricultura barriga-verde.”

O dirigente prevê que, em lugar de aumentar a arrecadação, o governo do Estado vai provocar a inflação nos preços dos alimentos, inviabilizar algumas cadeias produtivas, causar desemprego e provocar queda nas exportações catarinenses em razão da perda.

Revogação

O presidente da Faesc pedirá ao governador Carlos Moisés da Silva para revogar imediatamente a medida que tributa em 17% os insumos agrícolas. Ele prevê que a reação dos produtores e empresários rurais será forte e imprevisível.

Saudade de Raimundo 

Hoje é possível comparar. O ex-governador Raimundo Colombo enfrentou a pior crise do País em seu mandato, e segurou qualquer possibilidade de aumento de impostos, e ainda manteve acordos que estimularam a cadeia produtiva do Estado. Coisa que não passa na cabeça do atual governador Carlos Moisés. Aguardemos pelas consequências negativas. Infelizmente.

Em outubro: Expolages 2019

Mais do que o evento ou a exposição, o a Feira tem como proposta principal, favorecer a geração de negócios em todas as atividades presentes no Parque, ou seja, do comércio, da indústria, e do segmento animal. Este ano, acontece entre os dias 8 e 13 de outubro.

No que tange ao agronegócio serão três grandes leilões: Feira da Novilha; de reprodutores (touros), e de cavalos de milha e crioulo.

A expectativa é de entre os animais de exposição, julgamento e de comércio o Parque Conta Dinheiro, receba cerca de 1,5 animais. Em torno de 800 deles farão parte da Feira da Novilha e Gado Geral, o principal leilão da Expolages, previsto para sexta-feira (11). Os demais leilões acontecem no sábado (12), à tarde e à noite.

Fotos: Paulo Chagas

Sindicato Rural inaugura polo de educação técnica

Como bem disse o prefeito Antonio Ceron, que participou da solenidade de inauguração do polo educacional montado junto ao Sindicato Rural de Lages, antigamente, o colono ou produtor rural, vivia um mundo à parte na sociedade. E seguiu dizendo. “Hoje são o orgulho para todos nós”.

Dentro dessa razão, o Sindicato Rural, na visão de sua diretoria, sentiu que a entidade precisa ampliar o leque de atuações, e encontrou na qualificação técnica, a melhor maneira. Melhor ainda porque contempla as famílias dos produtores e agregados, além da comunidade em geral.

Assim, investiu numa estrutura com três salas de aula, biblioteca, auditório, secretaria, refeitório, em parceria com o Senar e a Faesc. Uma vez pronto, foi inaugurado neste sábado, 23, com a presença de autoridades, caso do prefeito Antonio Ceron, e o secretário de Agricultura e Pesca, Osvaldo Unicini.

O presidente do Sindicato Rural, Márcio Pamplona, ressaltou a oportunidade que a partir de agora se instala através dos cursos que fazem parte da Rede e-Tec Brasil, programados e avalizados pelo Ministério da Educação (MEC).

A solenidade foi encerrada com o descerramento da placa inaugural do Polo de Lages. E, em seguida os 40 alunos foram para sala de aula para o primeiro dia de aprendizado presencial, do Curso Técnico em Agronegócio. Méritos!

(Fotos: Paulo Chagas)

Ameaça à exportação de frango

O setor do agronegócio este em polvorosa com a decisão da Arábia Saudita em desabilitar mais de 30 frigoríficos brasileiros, que exportam frangos para aquele país, com impacto maior sobre cinco unidades, entre elas a JBS e a BRF.

Há quem diga por todas as letras que é o primeiro aviso, só pela possibilidade de a embaixada brasileira em Israel sair de Tel Aviv para Jerusalém, a exemplo do que fez os Estados Unidos.

Aqui no Estado, lideranças da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (FAESC), já estão se mobilizando de todas as formas, uma vez que, dessas cinco empresas, duas são de Santa Catarina. O mercado está assustado, só com a possibilidade da transferência da embaixada, o que poderá acarretar sérios prejuízos ao Estado e ao País, podendo haver o rompimento com os maiores importadores de carne de frango do Brasil.

As ações incluem um alerta ao governador Carlos Moisés da Silva, do mesmo partido do Presidente da República, para que interaja com muita força, a partir da gravidade do problema, antes que o mal maior aconteça. Pois, os embargos iniciais dão clara ideia do começo da retaliação à carne brasileira. E, Santa Catarina, maior exportador será o mais prejudicado. Moisés precisa mostrar força junto ao Governo Federal, diante da atual realidade, e já.