Juventude nas ruas e o novo termômetro político

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Apesar do boicote silencioso de alguns setores políticos locais, o vereador Castor conseguiu mostrar capacidade de mobilização ao levar um público expressivo,  majoritariamente jovem, à Praça da Bandeira, em Lages, no ato realizado no último domingo (1º).

Foto: Portal Cris Menegon

O evento integrou o movimento nacional “Acorda, Brasil!”, liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira, que tem percorrido o país apostando numa estratégia clara: transformar engajamento digital em presença física nas ruas.

O que se viu não foi apenas uma manifestação política tradicional, mas um retrato de mudança geracional na participação pública. Jovens que pouco frequentavam atos presenciais passaram a ocupar espaços políticos impulsionados por redes sociais, vídeos curtos e lideranças com comunicação direta, sem intermediação partidária clássica. É um fenômeno que a política tradicional ainda tenta compreender, e, em muitos casos, subestima.

A mobilização ocorreu em meio à repercussão nacional das investigações envolvendo o Banco Master, cercadas por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias, tema que alimentou o discurso crítico às instituições e ajudou a dar combustível ao ato. A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal ampliou o ambiente de debate e reforçou narrativas políticas já em disputa no país.

No plano local, o episódio deixa um recado claro: independentemente de concordâncias ideológicas, quem consegue mobilizar jovens hoje constrói vantagem política amanhã. Mais do que um protesto, o ato funcionou como demonstração de força e organização antecipada para o ciclo eleitoral que se aproxima. Em tempos de política cada vez mais digital, Lages e em diversos locais do Brasil, viram, na prática, como a internet começa a se converter em capital político real nas ruas.

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