“Estropeado” da tropeada
Tirando a “veiaqueada” de minha égua, logo na primeira montada para o início da cavalgada, e por consequência, um tombo inesperado, sem maiores estragos, a 3ª Cavalgada dos Tropeiros da Serra, neste final de semana, lá pras bandas de Campo Belo do Sul e Cerro Negro, foi boa demais.
Feliz de quem pode participar de eventos de integração campeira, acompanhado de bons amigos, dormir nos pelegos, comer churrascada, farofa de frango, mandioca refogada, entre outros pratos especiais preparados especialmente pelo tio Zélio (D) e o amigo Irineu.
De quebra, esse fera com cara de Mano Lima, tocava sua oito baixos como ninguém e cantava igual ao cantor Mano Lima. Só esqueci de perguntar o nome dele.
Em duas fazendas, os anfitriões João Pedro Martins e Airton Viana Xavier deram a maior demonstração de camaradagem ao abrigar para os pernoites de sexta e sábado toda essa gauderiada campeira, que rodeava o fogo de chão nas noites em que o frio não deu trégua.
Algo inesquecível mesmo para cavaleiros menos experientes, como eu é claro, mas que se traduz em satisfação mesmo com o corpo dolorido, pelo tombo e depois pela tropeada.

Desde já fico no aguardo da próxima, e se o capataz não me aprontar de novo, pego um cavalo manso, curtido na idade avançada, só para não ter perigo de cair.
Valeu demais, no fim de tudo, ouvir os discursos de agradecimento e ouvir no som da gaita a oração da Ave Maria, cantada e rezada, por toda a rapaziada.












