Não há fundamento na justificativa dos vereadores de que o prefeito Renato Nunes fez um veto global às emendas.

O documento enviado à Câmara era simples e objetivo, com meras quatro páginas, e com os três itens principais explícitos para que não ficassem dúvidas.
1)      Emenda Modificativa Aditiva nº 1 – que pede a retirada de R$ 480 mil do Gabinete do Prefeito para repassar à Uniplac;
2)      Emenda Modificativa Aditiva nº 7 – que pede R$ 1 milhão para construção de piscina térmica coberta pública aquecida por sistema solar;
3)      Emenda Modificativa Aditiva nº 9 – que pede R$ 900 mil para construção de centros poliesportivos.
As três emendas acima, que fique claro, são inconstitucionais, conforme diz a Procuradoria do Município.
A dotação total R$ 3 milhões 390 mil englobava a verba prevista para a Festa do Pinhão (R$ 1,9 mi) e o restante era de manutenção do Gabinete do Prefeito.
Curiosamente, os valores pedidos pelo vereador Marcius fecham exatamente na dotação que seria destinada à Festa do Pinhão e que ainda carece de captação.
Trata-se de um enrosco do tamanho do mundo, criado pela derrubada do veto do prefeito, e que deixou a Festa sem dotação orçamentária. Aliás, que nos deixou sem entender a atitude dos vereadores.
No último refrão do documento enviado à Câmara pedindo a manutenção do veto, o prefeito escreveu a seguinte mensagem:
“No acender das luzes desta nova legislatura V. Exas, em aprovando o veto apresentado estarão demonstrando coerência e respeito, levando à sociedade lageana a esperança e elevado espírito de legisladores”. 
Por fim, sugiro, já que conscientemente os vereadores derrubaram o veto, que comecem agora o trabalho na cidade para captar recursos privados para enviar à Uniplac e aplicar na construção das piscinas térmicas.