Lages está, aos poucos, conseguindo afastar um estigma de inferioridade vivido por muitos anos. Situada numa região que já foi rica nos tempos da exploração da madeira dos pinheirais, viu sua economia despencar tão logo o ciclo da araucária terminou. Mais recentemente, imaginou que os tempos de ouro da madeira voltariam com o exotismo do pinus.

Lages

Tanto, que a região passou a cultivar em larga escala. Veio a queda do dólar e as exportações passaram a dar prejuízos. Mais recentemente, agora em 2009, a Klabin, maior compradora da matéria-prima anunciou a suspensão das aquisições de terceiros. Em suma, nova derrocada da economia serrana que vive momentos de grande dificuldade. Mas, aos poucos, diante das sucessivas crises, os empreendedores começam a reagir e passam trabalhar em novos mercados. O moveleiro, por exemplo, está à espera de investidores para aproveitar a abundância da madeira existente.
 Aliás, há quem já esteja trabalhando móveis de alto padrão em Lages, a partir do pinus. É o caso da Shelves do Brasil.

Schelves inauguração coleção 024

Móveis da Shelves do Brasil, em Lages, produzidos a partir do pinus

Por outro lado, a reação é a administrativa. O prefeito Renato Nunes é daqueles que atua em silêncio, mas os projetos avançam numa perspectiva animadora, e que já está dando a Lages uma nova e dinâmica perspectiva aos olhos de futuros investidores. A parte do município está sendo trabalhada na infraestrutura, com trabalho forte voltado para o saneamento básico, habitação, estrutura rodoviária, espaço para o crescimento do comércio, da indústria, e por fim, na saúde e na qualidade de vida.
Assim termina 2009, com um futuro realmente animador, não só para 2010, mas para os próximos 10, 15 ou 20 anos.
Para sacramentar, no campo político, a região poderá, inclusive, ter novamente um governador, através do senador João Raimundo Colombo.